Pérola sectária: Os primeiros serão os últimos

Em Mateus 20:16, Jesus proferiu o seguinte: "Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos". Aqui trata-se do final da parábola dos trabalhadores. (Mateus 20:1-16) Certo pai de família sai de madrugada e ajusta trabalhadores por um dia, para receberem um valor X. Às nove da manhã (terceira hora), ao meio dia (sexta hora) e às 15 horas (nona hora) ajusta outros trabalhadores. E perto da noite, por volta das 17 horas (undécima hora), ajusta trabalhadores por apenas uma hora. Depois, ordena que todos recebam a mesma quantia, dos últimos contratados até aqueles primeiros. Com isso, muitos murmuram contra o pai de família por aqueles que trabalharam apenas uma única hora e receberam o mesmo que os outros que trabalharam mais. Como Allan Kardec e os espíritas aplicam essa passagem? Veja:

“Bons espíritas, meus amados, sois todos vós obreiros da última hora. [...] os trabalhadores chegados à primeira hora são os profetas, Moisés, e todos os iniciadores que marcaram as etapas do progresso, seguidos através dos séculos pelos apóstolos, os mártires, os Pais da Igreja, os sábios, os filósofos, e, enfim, os espíritas, Estes, os últimos a virem, foram anunciados e preditos desde a aurora do Messias, e receberão a mesma recompensa.” - Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, páginas 252, 253, capítulo XX, itens 2 e 3, 304a. Edição, Editora Ide.

Resposta cristã - Todas as seitas poderiam usar essa mesma interpretação para suas prerrogativas de única igreja verdadeira. Visto que são grupos recentes, como o Espiritismo Kardecista, que surge após a morte de Allan Kardec em 1869, apregoam serem os trabalhadores da última hora. No caso do Espiritismo, que se denomina o cumprimento da vinda do Consolador, a explicação herética acima confere aos espíritas de hoje o papel de personagem central da parábola de Jesus, e como se Moisés e os primeiros cristãos fossem os resmungadores. Mas na verdade, Jesus não falava de uma seita que surgiria para negar sua morte sacrificial e ensinar uma doutrina da salvação por méritos próprios. O objetivo da parábola de Jesus era mostrar que "os que se arrependem na última hora podem ser igualadosaos que muito antes já haviam começado na bondade e no trabalho. O que importa não é o volume de trabalho, mas a sua qualidade." - LOCKYER, Herbert. Todas as Parábolas da Bíblia, página 249, 250. Editora Vida. São Paulo. 2006.

Percebemos aqui também uma crítica de Jesus àqueles que, na obra de Deus, pensam no lucro, não reconhecem os direitos do patrão, Jesus, de abençoar quem e como quiser, e a inveja daqueles que pensam mais na quantidade de que na qualidade. (HENDRIKSEN, William. Comentário do Novo Testamento: Mateus. Volume 2. Página 335. Editora Cultura Cristã) Que atitude desrespeitosa daqueles murmuradores diante de um Dono da Vinha que por generosidade contrata além do que precisava, que não pagou menos do que o combinado, mas que agraciou os que estavam há mais tempo sem trabalho! De fato, "a graça de Deus não está limitada por nossos conceitos de justiça; suas dádivas são muito além daquilo que merecemos." (CARSON, D. A. Comentário Bíblico Vida Nova. Página 1398. Editora Vida Nova. 2009.) A graça de Deus viu-se demonstrada no caso do malfeitor, ao lado de Jesus, que nos últimos minutos, por demonstrar fé em Jesus, recebeu a promessa de estar, naquele mesmo dia, com Ele no paraíso, sem precisar reencarnar centenas ou milhares de vezes, para pagar por seus crimes antes da cruz. Jesus pagou por ele, que trabalhou pouco, mas com qualidade. - Lucas 23:39-46.

Pobre daqueles que se acham os últimos - os espíritas - que se acham ser merecedores do salário divino, mas motivados pela crença de que percorrerão muitas vidas, mundos, até se tornarem puros - recompensa demorada! No caso destes, seu patrão nem lhes é salvador, nem gracioso, pois muito trabalho ainda lhes dará, em muitos sofrimentos, sem um resgatador, até que possam se livrar de suas supostas e tão necessárias reencarnações. Os cristãos, em vez disso, são alvos da graça de Deus. Trabalhamos por estarmos certos e agradecidos da recompensa, maior do que imaginávamos, cem vezes mais, já no presente, e no mundo porvir, com vida eterna. (Mateus 19:28, 29; Marcos 10:29, 30).




por Fernando Galli
do IACS para o INPR Brasil






Neopentecostalismo Cartoon (I)

O movimento neopentecostal tem produzido uma caricatura mal acabada da essência do cristianismo bíblico. Normalmente aqueles que não são cristãos acabam colocando no mesmo saco os crentes bíblicos e os filhos das heréticas correntes neopentecostais.

A enxurrada de modas, invencionices e mesmo blasfêmias preocupa aqueles que têm buscado uma vivência cristã livre desse misticismo bizarro, onde a cruz é esquecida, a graça é pisada e as práticas egocêntricas são incentivadas.

Nessa pequena série de textos vamos mostrar uma análise diferenciada de como o movimento neopentecostal é defeituoso em essência e que precisa ser combatido doutrinariamente.

O meio para tal análise é através de algo comum à vida das pessoas: desenhos animados! Mas calma, não será nada relacionado ao frenesi das mensagens subliminares ou daqueles fanáticos caça-demônios. Quem tem filho pequeno em casa deve ter experiência semelhante à minha, onde os pimpolhos gostam mesmo é de ver animações na TV.

Nessa ida e vinda de desenhos atuais que tenho visto, e me lembrando dos antigos que já vi, notei que algumas nuances dessas animações são muito particulares a algumas práticas neopentecostais.

A Fuga das Galinhas

A Fuga das Galinhas é uma animação britânica produzida no ano 2000, dirigida por Peter Lord e Nick Park. O cenário é uma granja de galinhas, retratado na década de 50 na Inglaterra, onde as ditas tentam a todo custo escapar da rotina diária da produção de ovos ou – no extremo – da degola em caso de déficit produtivo. A líder do bando é a simpática Ginger, uma galinha que sonha com algo melhor para suas amigas.

Após muitas e muitas tentativas frustradas, eis que Rocky, “O Galo Voador”, surge miraculosamente na vida das galinhas e tentará ensiná-las a voar. A divertida animação continua e algo em particular me chamou a atenção em dado momento.

Os donos da granja compram uma máquina para produzir tortas de galinha, e ao aumentar a porção de ração para engorda dos bichos, Ginger, esperta como só, alerta a todas as galinhas que o intuito dos granjeiros nada mais é que engordá-las para matar a todas para a produção de tortas.

Eis que o espertalhão Rocky entra na cena e interrompe a conversa. O diálogo fica assim:

Rocky: - Você deve pegar mais leve. Saiba que na América temos uma regra, se você quer motivar alguém, não fale em morte!
Ginger: - Engraçado, pois aqui a regra é: fale a verdade sempre!

Rocky: - Ah, e isso dá ótimos resultados, né? Eu te dou um conselhinho, se quer resultado, diga o que elas querem ouvir.

Ginger: - Ou seja, minta!

Rocky - Ah pronto, começou de novo! Sabe qual é o seu problema? Você complica!

Ginger: - Por quê? Por que eu sou honesta? Eu me preocupo com elas...

Em síntese, omita a verdade e fale apenas aquilo que a platéia quer ouvir.

A declaração do galo Rocky faz lembrar o modus operanti da maioria dos pregadores neopentecostais e outros moderninhos que esqueceram a cruz: esconda a verdade, esconda a morte, fale aquilo que a platéia quer ouvir, e não o que deve ouvir. Lustre os ouvidos ávidos em um evangelho falso.

Que o relativismo é um elemento presente no meio secular, não é novidade, mas quando isso se infiltra no meio “chamado evangélico”, temos um trágico cenário formado, onde Cristo que é o Principal fica afastado. Eis o motivo da preocupação citada no início deste texto.

Pra que se falar em morte, em cruz, em eternidade, quando o povo quer ouvir sobre vitória, conquista, bem estar, chuva de prosperidade neste tempo, neste século?

Morte? Verdade? Acaso esses elementos estão presentes no movimento neopentecostal?

Interessante é que os vendilhões dos dias de hoje fazem como o galo Rocky, mentem para o povo de modo gritante e ainda acusam os poucos que não se prostraram diante do bezerro da prosperidade de “complicadores”. Me sinto com a Ginger, querendo alertar amigos e irmãos sobre o perigo que correm, mas sendo sempre considerado um “complicador”... ajuda-nos Senhor!

Os galos de plantão, relativistas que são, fogem da verdade e vendem fábulas ao povo. Não anunciam a morte do Cordeiro e muito menos Sua ressurreição, que dirá então de Sua volta! (2Tm 4.3-4).

“Facilitadores” que são (pois na complicam as coisas), falam apenas em dádivas, e nunca na cruz que deve ser carregada (Mt 10.38).

E por fim, como não são honestos, preferem tão somente o a falsa piedade para alcançar o mero lucro (1Tm 6.5).

Sejamos sóbrios e vivamos longe desses pregadores “Galo Rocky” (que mais são lobos que qualquer outra coisa). Uma mera religião sem morte, que não fala sobre a Verdade, que fica polindo ouvidos “com aquilo que as pessoas querem ouvir” e preocupado com resultados rasos, que mente, que não é honesto e não se preocupa com as pessoas, nem de longe é cristianismo. Vigiai!


Toda honra e glória ao Senhor!



por João Rodrigo Weronka
do NAPEC para o INPR Brasil



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Giro de Fé

A partir de hoje iremos apresentar algumas das principais notícias que ocorreram ao redor do mundo e que envolvem temas religiosos. Esta será uma breve extensão de nossa coluna "Giro de Fé", que assinamos na revista Apologética Cristã.

A cruzada contra o Islã

No mesmo dia em que o pastor Terry Jones anunciou que sua igreja não irá mais queimar exemplares do Alcorão, um homem foi preso em Nova York por ter queimado uma página do livro "sagrado" em protesto ao projeto de construção de um centro islâmico (que inclui uma mesquita) próximo ao marco zero. Em uma foto divulgada pela Reuters, um outro homem exibia um cartaz com os dizeres "Real Americans Don't Burn Quran" (verdadeiros americanos não queimam alcorões).

Ao mesmo tempo, em Washington, um grupo de manifestantes cristãos protestavam em frente a Casa Branca com páginas do Alcorão nas mãos. Segundo informações do G1, Andrew Beacham, que também participava do protesto, leu algumas passagens do Alcorão, interpretadas como chamados ao ódio contra judeus e cristãos, arrancando em seguida páginas inteiras de um exemplar de bolso em inglês do livro sagrado dos muçulmanos.

Igreja católica de Londres realiza missa para gays

Para surpresa dos londrinos e de alguns católicos conservadores da Grã-Bretanha, foi realizada hoje (11), a primeira missa exclusivamente para gays. O detalhe é que a missa acontece a poucos dias da visita do Papa Bento XVI à ilha e com aval do Vaticano.




De acordo com o presidente do Conselho Pastoral de Missas de Soho, Joe Stanley, "este não é um lugar que oferece uma plataforma para se criticar a doutrina da Igreja. A ênfase é no cuidado com os fieis. Às vezes, as pessoas chegam aqui com lágrimas nos olhos, porque, pela primeira vez, duas partes realmente importantes das suas vidas se encontraram: sua fé católica e sua identidade sexual”.




por Johnny T. Bernardo
do INPR Brasil








O pastor Terry Jones contra o islã

Como pesquisador da religião e, em especial, da religiosidade norteamaricana, estou acompanhando com atenção o desenrolar da crise envolvendo a pequena igreja da Flórida, liderada pelo pastor Terry Jones, que pretendia queimar no próximo sábado (11) exemplares do Alcorão.

A notícia ocorre ao mesmo tempo em que se discute à criação de um centro islâmico a apenas dois quarteirões do que foi o World Trade Center e que, segundo pesquisa realizada pelo instituto Marist, pelo menos 52% dos nova-iorquinos são contra o projeto.

Não é nosso objetivo fazer coro com os que defendem o Islamismo como religião suprema, mas também não devemos sair em defesa de grupos religiosos cristãos (ou supostamente "cristãos") que para impor suas crenças ridicularizam e intimidam outras confissões de fé. Não foi isso que Jesus nos ensinou. Ao comer com os publicanos e pecadores, Jesus demonstrou qual deve ser o tipo de relacionamento que devemos manter com os "outros".

Lembro-me que, até pouco tempo atrás, alguns dos nossos irmãos mais fervorosos travavam uma guerra "santa" contra tudo e contra todos que (em sua ótica "pentecostal") desrespeitavam seus usos e costumes. Passados alguns anos, parece que a visão estereotipa de alguns aloprados "pregadores" das praças está dando lugar a uma nova visão de evangelismo, menos demonizadora mas, porém, com maior ênfase em prosperidade e "cura" espiritual e carnal. Pouco mudou!

A guerra aos livros

Depois de igrejas, mesquitas e institutos, os livros são um dos que mais sofrem com o extremismo religioso. Ray Bradbury, um escritor e visionário americano dos anos 50 e autor de uma obra intitulada "Fahrenheit 451", revelou, em 1953, seu temor de que um dia os livros seriam proibidos por serem considerados uma ameaça ao sistema - algo semelhante acontece no longa "O Livro de Eli" em que um único exemplar da Bíblia é disputado pelos sobreviventes do mundo pós-nuclear.





Outro que compartilha de uma visão semelhante é o autor Fernando Baez, que no livro "História Universal da Destruição dos Livros", estabelece uma linha cronológica em que os livros passam por diversos períodos de perseguição e destruição. O autor revela, por exemplo, a perseguição movida pelo islamismo aos textos cristãos e a queima de títulos pela Igreja Católica durante a Inquisição.

Vejo algo semelhante entre o que pretende o pastor Jones com as investidas nazistas contra o judaísmo. No auge da Segunda Guerra Mundial milhares de cópias da Torá e de outros livros de autoria de judeus foram queimados em redutos nazistas na Alemanha. Por outro lado, em 2009 um grupo de judeus ortodoxos queimaram centenas de cópias do Novo Testamento que haviam sido distribuídos por missionários evangélicos. Segundo o jornal Israeli Maariv, inúmeros estudantes de escolas religiosas judaicas participaram da queima, que teve como líder o rabino Aharon.

O caso da pequena Igreja cristã Dove World Outreach Center, que desde o final de agosto tirou de Nova York parte da atenção mundial, representa um movimento à parte das igrejas cristãs americanas comprometidas com o Evangelho puro e simples.

O Islã é "do" demônio

O pastor Terry Jones é mesmo uma figura. Com seu bigode típico de um sulista e fã de carteirinha do filme Coração Valente, com Mel Gibson (do qual possui um pôster no escritório), Jones é conhecido por andar sempre com uma pistola na cintura. O Correio Braziliense lembra que o Rev. é o autor do slogan "O islã é do demônio" que virou o título do seu livro e que também aparece em canecas e camisetas comercializadas pela Igreja. Em agosto de 2009, a World Outreach Center virou notícia na região quando duas crianças foram à escola vestindo camisetas com a polêmica frase — e foram obrigadas a voltar para casa.

Tudo nos leva à crer que, por trás da propaganda do Rev. Terry, existe algo além do que uma "refutação" ao islamismo. De fato, sua pequena igreja de 50 membros ganhou mais notoriedade no mundo do que o projeto da construção de um centro islâmico em NY. Ainda segundo o Correio Braziliense, a igreja, localizada na pequena cidade de Gainesville, com apenas 114 mil habitantes, ficou cercada durante todo o dia por jornalistas, manifestantes e curiosos. Por telefone e e-mail, milhares de pessoas tentaram enviar mensagens ao pastor Jones. A resposta veio pelo site da igreja: “Entendo o porquê de vocês estarem com tanto ódio. (…) Mas é porque amamos muçulmanos, cristãos, ateus e todo o resto queremos que eles encontrem a verdade. Vocês vão encontrar essa verdade na Bíblia”, diz o texto.

Que dizer a respeito? A intolerância religiosa não deve ser permitida em momento algum, mesmo quando "atacados" por terroristas islâmicos ou por adeptos da seita Suprema do Japão. Devemos sempre, como cristãos sinceros e com amor no coração, demonstrar respeito e solidariedade para com os vivem às margens da sociedade. Devemos mostrar à verdade, mas não impô-la goela abaixo. Jesus nos chamou para transformar o mundo e não para destruí-lo. Chutar "santas" e incitar ódio contra qualquer que seja a confissão de fé não é coisa para convertido. Jesus foi enfático ao dizer:

"Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho vós também, por que está é a lei e os profetas". (Mt. 7.12)

Queremos o respeito dos hindus, dos muçulmanos, dos budistas, dos xintoístas, mas não respeitamos suas crenças, ofendemos seus líderes, quebramos suas imagens, queimamos seus livros etc. Os americanos choraram após o 11 de setembro, mas também sofreram os que perderam familiares vítimas das bombas atômicas de 1945, as vítimas da intervenção americana na Coreia, Vietnã, Afeganistão, Iraque e das diversas operações secretas da CIA nos países em desenvolvimento. Se queremos paz, temos de difundir a paz, e não o ódio. Jesus nos deu o exemplo. Agora, cabe a cada um de nós seguir o que é certo e honroso.




por Johnny T. Bernardo
do INPR Brasil






Análise do Ministério Cresciendo en Gracia












Em 1988, o grupo “Creciendo em Gracia” foi fundado na cidade de Miami, Flórida, EUA., pelo portorriquenho José Luis de Jesús Miranda.

Em 1993, em Porto Rico, durante a terceira convenção anual, José Luis de Jesús foi proclamado “Apóstolo” por seus seguidores. Anos depois, ele mesmo se declararia “Jesús” em carne e adotaria como símbolo do seu ministério o número 666. [1]

Creciendo en Gracia é uma organização que se caracteriza por negar a existência do pecado e, por conseguinte, do inferno. O grupo instiga seus seguidores a tatuarem o número 666 porque, de acordo com sua fé, não é um número satânico, mas de sabedoria. Também tatuam no corpo as iniciais da frase “Salvo, Sempre Salvo” (SSS) [2] como sinal de que, ainda que cometam erros, não são pecadores, mas sempre serão abençoados, pois Cristo levou seus pecados na Cruz. Deste modo, pregam que o seguidor da seita pode viver uma vida totalmente entregue ao pecado, o qual para eles não é real.

Principais doutrinas

À seguir, esboçaremos as principais doutrinas do grupo:

a) Preexistencia da alma

Os seguidores da seita ensinam que os seres humanos existiam como seres espirituais antes de nascerem: “Antes de ser formados em carne no ventre materno, fomos criados em espírito antes da fundação do mundo” [3], dizem, e usam Hebreus 12.9, onde a Bíblia diz que “Deus é o Pai dos espíritos” para justificar suas crenças. Apóiam igualmente em Jeremias 1.5, que diz “Antes que te formasse no ventre, te conheci”, interpretando o texto da seguinte maneira: “O que Deus conheceu foi seu espírito (...) Deus criou muitos espíritos antes da fundação do mundo.

Posteriormente, estes anjos foram tomando corpos enquanto passavam pelo ventre”[4], fazendo uma grande confusão ao confundir anjos com espíritos, transmitindo a falsa idéia de que a humanidade está composta de anjos encarnados.

b) O evangelho da Salvação pregado no Céu

O grupo não apenas ensina que existíamos como espíritos ou anjos antes da nossa existência na terra, mas também afirma que durante nosso período como anjos no céu, Deus mesmo nos pregou “o evangelho da nossa salvação” [5]. Difícil, no entanto, é entender a razão dessa pregação, pois uma vez que no céu não existe pecado, do que deveríamos ser salvos? Além disso, a Bíblia ensina que o evangelho da salvação é a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus (1Co 15.1-4), portanto, isso não aconteceu antes da vinda de Jesus à terra para pagar nossos pecados.

c) Adão e Satanás são a mesma pessoa

Segundo o ministério “Creciendo em Gracia”, Adão é a serpente, o diabo e satanás. Dizem que no princípio “um anjo se exaltou, e Deus o lançou à terra. No trajeto, ele chegou à terra como um homem” [6], e foi posto no jardim do Éden.

Eládio Ramos, um dos pastores importantes do “ministério”, afirma que na tentação, Eva não teve um diálogo com uma simples serpente, mas “estava falando com o próprio Adão, e foi ele quem lhe disse: No dia que comeres, seus olhos serão abertos e serás como Deus”, e conclui: “Era ele [Adão], a serpente antiga que se chama Diabo e Satanás”. [7]


Leia o texto completo com as notas aqui


por Leonardo Gonçalves


O consultório da vovó Júlia











Certo dia, ao passar pelo centro de São Paulo, recebi de uma jovem um panfleto que trazia a seguinte informação:

“Abra seus caminhos. Vovó Julia. Se você esta com problemas na sua vida com desânimo, doença, impotência sexual, frieza, problemas amorosos, casamento em decadência, filhos problemáticos, má condição financeira, problemas com sócio e no comércio, desempregado, inimigos ocultos, trabalhos feitos, dou garantia com seriedade dos meus trabalhos e soluções para todos os seus problemas. Simpatias para todos os fins com a força da Vovó Julia, ela irá resolver todos os seus problemas. Às 2ª feiras correntes positivas pelas 21 linhas brancas com passes e defumações, rezas e benzimentos para abrir caminhos, corta olho grande, curas espirituais. Nervosismo e insônia. Faz simpatia para o amor na sua presença com total garantia e seriedade. Fazemos o que os outros só prometem”. [1]

A jovem disputava o espaço com outros panfleteiros, que distribuíam anúncios de agências de emprego, empréstimo consignado, consulta odontológica, convênio médico etc. O fato despertou minha atenção para uma verdade incontestável: o aspecto materialista e pouco espiritualizado das religiões.

Entrei em contato com a vovó Julia e perguntei sobre preços. Para minha surpresa e espanto, o preço de “consulta” cobrado por ela era superior ao de uma consulta odontológica ou psicológica em clinica especializada. Como parte do “pacote espiritual”, ela disse ser capaz de fazer “o que os outros só prometem”. Perguntei a ela quem seriam “os outros”, e ela me disse que são os “picaretas”, os “malandros da praça” os “falsos cartomantes”. Mas há diferença mesmo entre um e outro cartomante? – pensei comigo mesmo ao ouvir ela dizer sua última mentira. É natural que exista disputa entre empresas e comércios de um mesmo seguimento, mas poucos esperariam que entre os cartomantes houvesse tal disputa comercial. Mas de fato há. E ela é acirrada.

Mexer com a fé de uma pessoa é algo extremamente lucrativo, principalmente quando a tal pessoa se encontra em um momento frágil, de perda de filho, marido ou crise financeira ou conjugal. Aí qualquer palavra que o cartomante diga, por mais banal e supérflua que seja, pode despertar no ouvinte uma crença cega e muitas vezes destrutiva. Vejamos o que diz Paulo Sérgio Batista.

“O fato de alguém ter algumas coisas de sua vida supostamente “reveladas” através da astrologia não deve ser suficiente para acreditar que a astrologia é verdadeira ou algo divino. A Bíblia declara que pessoas faziam pedidos a pedaços de madeira e estes pedidos eram respondidos por um espírito maligno que usava aquele objeto como um meio de engano (Oséias 4.12), e também a mesma Escritura condena toda forma de adivinhação ou predição do futuro (Deuteronômio 18.14). Algumas coisas podem ocorrer por alta sugestão ou por influências malignas, visto que o Senhor Deus não descarta a possibilidade de uma predição futura que seja de origem maligna se cumprir para enganar aos incautos (Deuteronômio 13.1-3)”. [2]

É preciso muito cuidado quando lidamos com pessoas que dizem poder “revelar” nosso futuro, prever encontros amorosos ou oportunidades de negócio. Não são poucos os casos de pessoas que se suicidaram ou cometerem atrocidades ao dar ouvidos a espíritos enganadores. A solução para nossos problemas esta em Jesus, e em nenhum outro meio humano ou “sobrenatural”.

Referências Bibliográficas

1. Abra seus caminhos, panfleto explicativo

2. Manual de Respostas Bíblicas, p. 73, Paulo S. Batista, editora Betesda



por Johnny T. Bernardo
do INPR Brasil





Novas Luzes ou pisca - pisca? (III)

Jeová é o “Pai das luzes [celestiais], com quem não há variação da virada da sombra”. (Tiago 1:17). Percebam: não há variação de sombra em Deus! Ele é todo luz, sem mudança gradativa. Ele diz: “Pois eu sou Jeová; não mudei (Malaquias 3:6). Sobre o Filho de Deus, diz o escritor de Hebreus: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre” (Hebreus 13:8). Deus não muda. Nós é quem mudamos. Nós é quem temos de nos adaptar ao conhecimento de Deus e não o contrário. Todo o conhecimento de que precisamos sobre Jesus e sobre seu Pai e o Espírito Santo está consagrado nas Escrituras. Basta ler. Basta crer. Basta sentir o toque do Espírito em nossas mentes, sem necessidade de intermediários.

“Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus”. (1 Coríntios 2:13-14, ARA).

Toda essa modificação de ensinos, os erros com datas, profecias que não se cumpriram (1914, 1925, 1975...), com geração que “não morrerá antes de vir o fim”, com procedimentos internos, etc., apenas prova uma coisa:

“No entanto, o profeta que presumir de falar em meu nome alguma palavra que não lhe mandei falar ou que falar em nome de outros deuses, TAL PROFETA TERÁ DE MORRER. E caso digas no teu coração: ‘Como saberemos qual a palavra que Jeová não falou?’ QUANDO O PROFETA FALAR EM NOME DE JEOVÁ E A PALAVRA NÃO SUCEDER NEM SE CUMPRIR, ESTA É A PALAVRA QUE JEOVÁ NÃO FALOU. O profeta proferiu-a presunçosamente. Não deves ficar amedrontado por causa dele.” (Deuteronômio 18:20-22).

Sim, o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová É UM FALSO PROFETA. Não é preciso conjeturar muito. Eles pregam um Deus que usa um “pisca-pisca” para seus servos, e não o verdadeiro Jeová da Bíblia, em quem não há variação de sombra. O meu alerta e recomendação sincera aos que estudam a Bíblia com elas, ou são Testemunhas ativas, ou mesmo cristãos verdadeiros que estão pendendo para o lado de lá (que heresia!) é que leiam com cuidado Deuteronômio 13:1-5, em especial os versículos 3 e 4:

“Não deves escutar as palavras deste profeta ou o sonhador daquele sonho, porque Jeová, vosso Deus, vos está pondo à prova para saber se amais a Jeová, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma. Deveis andar seguindo a Jeová, vosso Deus, e a ele deveis temer, e seus mandamentos deveis guardar, a sua voz deveis escutar, e a ele deveis servir, e a ele vos deveis apegar”.

Que a Paz de Deus esteja com todos nós!



por Cleber Tourinho

ex-testemunha de Jeová, professor, linguista, revisor de textos, orientador em Medotodologia da Pesquisa Científica e está mestrando em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia




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Quem tem medo da apostasia? (III)

Eu particularmente acho que é receio de que várias mentes juntas acabem encontrado algo que eles querem esconder... porém, segundo a liderança da seita, eles estão alertando para a proteção contra a apostasia. Pois até hoje milhões de Testemunhas de Jeová se submetem a isso. Não podem debater suas ideias. Não podem discordar. Não podem pensar por si mesmas. Quem faz o contrário é taxado de independente, de fraco na fé, de prospectivo apóstata.

Lembro-me de que certa vez foi realizada uma breve reunião comigo e com dois anciãos, antes mesmo de eu me batizar, pelo simples fato de eu ter falado com alguns irmãos que achava a teoria do Big Bang coerente com o criacionismo. Quase me disciplinam por isso! O mais interessante é que, dois anos depois, foi lançado o livro “Existe um Criador que se Importa com Você?”, no qual o Corpo Governante diz ser possível imaginar o Big Bang como uma forma de Deus ter criado o Universo...

Pois voltando ao nosso foco, fica uma pergunta no ar: será que, se você tem a verdade, está convicto disso, sabe que nada a pode abalar, que não você mesmo enquanto pessoa, mas as convicções que possui, o que, então, pode te desviar do caminho? Há uma frase muito que diz que “a verdade não teme a mentira”. Além disso, em 2 Coríntios 13:8, diz Paulo: “Pois, não podemos fazer nada contra a verdade, mas somente a favor da verdade” (NM), ou, conforme a ARC: “Porque nada podemos contra a verdade, a não ser em favor da verdade”. Então, por que esse medo todo? A fim de dizer que ninguém deve entrar em contato com pensamentos contrários ao da Sociedade, o Corpo Governante usa o texto de 1 Coríntios 10:12: “[...] quem pensa estar de pé, acautele-se para que não caia”. Mais uma vez, usa-se um texto isolado, pois Paulo fala neste capítulo sobre as tentações mundanas, carnais, idolatrias, etc., o contexto não tem nada a ver com o aspecto espiritual ou intelectual, o debate sadio sobre crenças e valores cristãos.
Para redarguir esse texto, eu utilizo duas passagens significativas escritas pelo apóstolo Paulo. A primeira está em 2 Coríntios 10:4, 5 (NM):

“Porque as armas de nosso combate não são carnais, mas poderosas em Deus para demolir as coisas fortemente entrincheiradas. Pois estamos demolindo raciocínios e toda coisa altiva levantada contra o conhecimento de Deus; e trazemos todo pensamento ao cativeiro, para fazê-lo obediente ao Cristo”.

Ora, aqui estamos vendo a verdadeira posição do cristão que tem convicção de sua fé diante da apostasia: realizar um verdadeiro combate espiritual. Demolir os raciocínios contrários ao Cristo. Isso exige conhecimento de causa. Pesquisa. Análise do inimigo. Embate frontal. Experiência espiritual. Nada de medo! Nada de fraqueza, nem covardia!“Porque Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de poder, e de amor, e de bom juízo. Portanto, não te envergonhes do testemunho a respeito de nosso Senhor, nem de mim, prisioneiro pela causa dele, mas participa em sofrer o mal pelas boas novas, segundo o poder de Deus” (2 Timóteo 1:7-8). “Mas, quanto aos covardes [...] terão o seu quinhão no lago que queima com fogo e enxofre. Este significa a segunda morte.” (Apocalipse 21:8). Que poderosa ilustração! Reduzir o pensamento apóstata, isto é, que se desviou do conhecimento de Deus, do amor de Cristo, à condição de cativo. Esmiuçá-lo, destruí-lo, destroçá-lo!

O próximo texto é o de Romanos 8:31-37. Nele, Paulo fala que, não importa o tipo de provação que os cristãos passem, eles podem estar certos de que, no final, seremos “mais que vencedores” (ARC) ou “[...] em todas estas coisas estamos sendo completamente vitoriosos, por intermédio daquele que nos amou”. Veja só, que certeza espiritual fortíssima! Então, para que o medo? Para que o desespero?

O Corpo Governante diz que as TJ’s devem confiar em absoluto apenas em seu “alimento no tempo apropriado”, que muitas vezes, ao longo da história, teve o cardápio substancialmente modificado. Dizem que, se houver dúvidas, devem pesquisar apenas as publicações da Sociedade. Pois bem. Na categoria de educador, desafio qualquer pessoa a dizer que conseguiu aprender algo sobre um assunto desafiador e vital apenas por ouvir falar, pela boca de terceiros, sem ir diretamente à fonte, caso esteja disponível. É como dizer que sabe tudo sobre Paulo Freire lendo apenas os livros de Moacir Gadotti, sem nunca ter saboreado a “Pedagogia da Autonomia”, ou que conhece o pensamento filosófico de Nietzsche apenas através das aulas de Oswaldo Giacóia Júnior, sem, contudo, ter tido acesso ao “Assim falou Zaratustra” ou ao delicioso “Humano, Demasiado Humano”... Isso seria, no mínimo, desonestidade intelectual. Além do mais, a própria Palavra de Deus diz:

“Quando alguém replica a um assunto antes de ouvi-lo, é tolice da sua parte e uma humilhação” (Provérbios 18:13, NM).

“Pleiteia a tua própria causa com o teu próximo e não reveles a palestra confidencial de outrem; para que não te envergonhe aquele que escuta e não se possa revogar o relato mau da tua parte” (Provérbios 25:9-10, NM).

Portanto, se você está lendo agora este texto e ainda é Testemunha de Jeová, saiba que já está em contato com o que a Sociedade considera “apostasia”, mas que, na realidade, não é nada mais, nada menos, que uma forma diferente de ver os pontos de vista da religião da Torre de Vigia. Lembre-se de que está provado, sem sombra de dúvidas, de que as Testemunhas não possuem dogmas, no sentido de serem “verdades absolutas, definitivas, imutáveis, infalíveis, inquestionáveis e absolutamente seguras sobre a qual não pode pairar nenhuma dúvida”. A “verdade” da Organização da Torre de Vigia muda a todo o tempo. O que hoje é aceito, amanhã pode ser totalmente modificado. Assim, você pode, sim, questionar, debater, perguntar, duvidar e, principalmente, orar a Deus pedindo ajuda para resolver suas questões mais íntimas quanto ao que crê como sendo certo.

Não tenha medo de consultar outras fontes, sejam elas no Índice das Publicações da Torre de Vigia, no CD-Rom da WatchTower Library, ou mesmo no Google. Seja honesto com você mesmo. Aprenda por si mesmo. Deixe Deus te direcionar, e não uma classe de homens velhos que nem sabem direito o que é o dia-a-dia de lutas que você enfrenta para servir ao Deus Verdadeiro, pois passam o tempo todo viajando pelo mundo ou em seus gabinetes refrigerados resolvendo assuntos que não têm a mínima ideia do que significa e modificando a existência de pessoas que eles nunca viram na vida. Acima de tudo, siga o conselho de 1 João 4:1 (NM): “Amados, não acrediteis em toda expressão inspirada, mas provai as expressões inspiradas para ver se se originam de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora”.

E se você ainda tem medo da “apostasia”, tome para si a seguinte determinação:

“Tenho posto a minha confiança em Deus. Não temerei. Que me pode fazer o homem terreno?” (Salmos 56:11, NM).




Cleber Tourinho

ex-testemunha-de-jeová, professor, linguista, revisor de textos, orientador em Medotodologia da Pesquisa Cientifica e está mestrando em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia


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O que entendemos? Primeiro, que o Corpo Governante está indo além das coisas escritas na Bíblia (1 Coríntios 4:6). Segundo, que está torcendo as Escrituras para justificar uma falha grave deles: quando determinado ensino não cabe mais na realidade cotidiana, ou incomoda a maioria dos irmãos, ou mesmo está insustentável, como a mudança do termo “geração” ou a limitação à “chamada celestial”, muda-se tudo! Vejamos o que diz Atos 1:6: “Tendo-se eles então reunido, perguntavam-lhe: ‘Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?’” Quanto a esse texto, diz o livro Raciocínios, p. 162:

“As Testemunhas de Jeová não professam ser profetas inspirados. Cometeram enganos. Como no caso dos apóstolos de Jesus Cristo, tiveram às vezes expectativas erradas”.

É verdade que os apóstolos de Cristo estavam com expectativas erradas. Mas nos tratos com Seu povo, desde os tempos de Noé, Deus tem acrescentado entendimento progressivo, e não modificado o tempo todo o conhecimento deles com “novas verdades”. Ninguém sabia quem era a semente de Gênesis 3:15. Pensava-se que fosse Caim. Depois, o Israel carnal. Depois que seria Davi. E por aí vai. Com a vinda de Jesus, porém, tudo ficou esclarecido! O conhecimento CRESCEU, não se modificou, mesmo que muitos conjecturassem várias coisas. Da mesma forma, com a ascensão de Jesus aos céus, os apóstolos pensavam que o Reino seria estabelecido politicamente, mas eles estavam enganados. Desafio qualquer Testemunha de Jeová a me provar que esse engano dos apóstolos foi ensinado para os outros cristãos, ou que eles escreveram cartas incentivando as igrejas do primeiro século a pensar assim. Nunca! Eles apenas pensavam erroneamente, mas não distribuíram esse ensino como verdade absoluta e depois quiseram modificar as coisas.

Daí eu pergunto: O que os leitores achariam de um Deus que muda o tempo todo? Sim, o Deus das TJ’s muda o tempo todo de opinião, pois se a Bíblia diz que todas a luzes vêm dele, logicamente, as luzes da Sociedade Torre de Vigia devem vir de alguém... E não me venha com esse papo de que não são “mudanças de ensino” e sim “ajustes de pensamento”, e que os antigos apóstolos passaram pela mesma situação. A Bíblia mostra, sem sombra de dúvida, que o ensino sobre o Messias e sobre os propósitos de Deus foram expostos progressivamente para seu povo Israel. Não foi mudança de ensino ou ajuste de entendimento. Foram reais ACRÉSCIMOS AO CONHECIMENTO e não modificações. Uma coisa é você aumentar a sua conta no banco, se tiver 1.000 reais colocar mais 500. Outra, bem diferente, é você ter 1.000 reais, depositar 500 Pesos Argentinos e querer que dê um saldo de 1500 reais! Impossível! São moedas (ensinos), mas não tem nada a ver uma com a outra... Sempre haverá diferença, pois você não acrescentou a mesma substância ao seu saldo.

Quanto a esse aspecto do assunto tratado nessa crônica, eu creio que os cristãos verdadeiros, em qualquer tempo, têm de crer em uma Igreja Única, Santa, Universal, dirigida pelo Espírito Santo e que é Inabalável, Eterna, a Noiva de Cristo pura e imaculada. Essa Igreja não tem placas, não tem um “Corpo Governante”, pois cada um de nós renascidos em Cristo Jesus somos pedras vivas desse prédio, responsável pela sua edificação, tendo Cristo como a Pedra Angular (1 Pedro 2:5). Somos “‘raça escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo para propriedade especial, para que divulgueis as excelências’ daquele que vos chamou da escuridão para a sua maravilhosa luz”. (1 Pedro 2:9). Se a Igreja de Cristo já está na luz, para que precisamos de mais iluminação gradativa? Para que estarmos o tempo todo à espera de “novas luzes”? Isso não existe!


Cleber Tourinho

ex-testemunha de Jeová, professor, linguista, revisor de textos, orientador em Medotodologia da Pesquisa Cientifica e está mestrando em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia


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