Entrevista com João Flávio Martinez, do CACP

João Flávio Martinez é pastor evangélico, professor de religião, graduado em História pela Faculdade Dom Bosco de Monte Aprazível - SP e presidente do Centro Apologético Cristão de Pesquisas - CACP .

INPR Brasil - Exatamente em que ano teve inicio o seu ministério apologético?

Prof . João F. Martinez - Bem, desde minha conversão sempre tive um chamado para essa problemática de evangelizar os adeptos de seita. Na verdade, quem sai ao campo entende a necessidade de se estudar a Palavra e compreender os desvios sectários. O meu ministério como apologista iniciou-se oficialmente em 1998, a partir daí não parei mais.

INPR Brasil - Além de dificuldades financeiras, cite algumas dificuldades que um ministério pode passar.

Prof. João Flávio Martinez - A problemática judicial. Fica a cada dia mais difícil fazer apologia. Estão querendo calar a nossa boca. A Igreja da Pedra Angular, do Pastor Wilian Sotto Santiago queria uma indenização do CACP de 1 milhão de reais. Ele deve achar que somos do programa do Silvio Santos.

INPR Brasil - O Cacp já dispõe de uma escola apologética?

Prof. João Flávio Martinez - A Igreja Batista do Rio de Janeiro formou uma escola apologética no começo de 2007 em parceria conosco.

INPR Brasil - Na sua opinião, a igreja evangélica brasileira tem dado o devido valor ao ministério apologético?

Prof. João Flávio Martinez - Tem dado, digamos, um razoável valor. Não o valor necessários que precisaríamos. Veja, nós enfrentamos megaseitas, como: Adventistas, Mórmons, Testemunhas de Jeová, Moonismo, etc... e temos pouco respaldo da Igreja, principalmente financeiramente. Vivemos pelo fé em Deus, porque a Igreja, instituição, ajuda muito pouco mesmo. Pra falar a verdade, nunca nenhuma denominação deu uma oferta ao CACP.

INPR Brasil - Em uma de suas matérias escritas para a revista Defesa da Fé, intitulada “Um Exame Crítico e Histórico da Adoração Xiita”, o senhor disse que o Islamismo está passando por uma transformação semelhante ao do Catolicismo. Que leituras do mundo islâmico despertaram sua atenção para este fenômeno?

Prof. João Flávio Martinez - Referi-me a problemática envolvendo o sincretismo entre o animismo, paganismo e o islamismo. Os próprios teólogos islâmicos estão preocupados com isso. Por exemplo, no Irã o culto ao deus fogo é muito forte mesmo entre os xiitas.

INPR Brasil - Na comunidade unicista “Voz da Verdade não é seita”, veiculada no Orkut, é feita a acusação que os teólogos do Cacp não acreditam mais na distinção entre as pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo, com base em uma matéria publicada pelo Cacp. Qual é a verdade?

Prof. João Flávio Martinez - Esse conjunto é uma lástima! Isso não procede, é só entrar no link: http://www.cacp.org.br/tjtrindadeDeus.htm . O CACP é uma instituição que defende a ortodoxia da Igreja. Jamais aceitaríamos o unicismo como verdade.

INPR Brasil - David K. Bernard, em seu livro “A Unicidade de Deus”, afirma que o teólogo neo-liberal, Karl Barth, teria sido um crente na unicidade. Existem evidências neste sentido?

Prof. João Flávio Martinez - Parece que Barth teve uma vida um tanto conturbada e contraditória. O que sei dele foi de pesquisas pela internet e de uma síntese de sua biografia feita na Enciclopédia Apologética do Dr. Norman Geisler. Lá é dito que Barth pensava o seguinte sobre Jesus: “Jesus é o verbo encarnado, é o último nível, que é idêntico à segunda pessoa da Trindade”. Então, concluo que na ótica de Norman Geisler ele não era unicista.

INPR Brasil - Atualmente existem mais de 345 igrejas satanistas nos Estados Unidos. Na sua opinião, existe alguma relação entre os recentes assassinatos em escolas públicas nos Estados Unidos com o satanismo?

Prof. João Flávio Martinez - Tudo é possível. O aumento da violência não precisa especificamente contar com um avivamento da Igreja de Satanás – ele acontecerá de todo jeito.

INPR Brasil - O que é necessário para ser um apologista?

Prof. João Flávio Martinez -Ter pleno conhecimento dos pontos ortodoxos da cristandade e ser um exímio conhecedor dos movimentos sectários, além de amor e dedicação. É possível termos um teólogo que não saiba nada de seitas, mas a recíproca nunca será verdadeira, ou seja, todo apologista será um teólogo aplicado!



Johnny Bernardo
do INPR Brasil





Entrevista com Pedro Silva, autor de Os Templários e o Brasil

Pedro Silva nasceu em 1977, em Tomar, Portugal. Desde jovem o seu primordial interesse foi à literatura, primeiro na qualidade de ávido leitor e mais tarde dando os primeiros passos como autor. Publicou a primeira obra em 2000 e, desde então, tem-se dedicado à escrita, ingressando por vários estilos literários, nomeadamente contos e crônicas, mas, sobretudo, ensaio histórico. É em 2001 que alcança a primeira internacionalização literária, com a publicação de “História e Mistérios dos Templários” no Brasil. De lá para cá, em apenas oito anos, logrou publicar mais de trinta títulos, em Portugal, Brasil, Espanha e Chile. Para além dos seus livros, tem colaborado com vários jornais e revistas.

INPR Brasil - Qual é a sua confissão de fé?

Pedro Silva - Sou católico. Desde o primeiro momento aprendi a importância de um diálogo fraterno entre todas as religiões. Importante é, igualmente, conhecermos um pouco dos ensinamentos de cada religião, o que em nada invalida a nossa própria fé.

INPR Brasil - Quando começou o seu interesse pelos templários?

Pedro Silva - O meu interesse pelos Templários surgiu por volta de 1996. A razão é muito simples: tendo nascido, e sido criado, na cidade templária portuguesa de Tomar era inevitável que, mais cedo ou mais tarde, a Ordem do Templo figurasse no topo da lista dos temas históricos a investigar, o que efetivamente veio a suceder.

INPR Brasil - Qual era o seu objetivo ao escrever “Os Templários e o Brasil”?

Pedro Silva - Acima de tudo, a obra que cita, surge com o intuito de explicar aos leitores brasileiros as múltiplas proximidades que existiram entre a Ordem de Cristo e, consequentemente, dos Templários (a acreditar nessa ligação intrínseca entre ambas as ordens) e a descoberta dessa grande nação brasileira que tanto estimo.

INPR Brasil - Com a perseguição movida pela Igreja, os templários deixaram de existir?

Pedro Silva - Na minha opinião, os Templários, enquanto instituição oficial criada em Jerusalém, deixaram de existir no início do século XIV.

INPR Brasil - Qual é a relação entre os templários e a Ordem de Cristo de Portugal?

Pedro Silva - Pese embora, como afirmei na questão anterior, os Templários tenham deixado de existir sob o manto de Ordem do Templo, parece-me crível - até porque muitos dos antigos templários portugueses nela ingressaram - que a Ordem de Cristo tenha aproveitado os seus ensinamentos e, de certo modo, sido uma renovação/continuação daquilo que os Templários haviam concretizado durante os anos de sua existência.

INPR Brasil - As acusações usadas pela Igreja para perseguir os templários, como adoração a Baphomet, orgias sexuais e blasfêmia a cruz de Cristo, possuem fundamento histórico?

Pedro Silva - Trata-se de uma questão tremendamente complexa, pois caso houve - como em todas as instituições, tal como referem os historiadores do tema - de práticas homossexuais, ainda que não generalizadas. Outros investigadores afirmam ainda que o ato blasfemo de "cuspir na Cruz" poderia ser parte de um elaborado ritual de iniciação. Seja como for, a adoração a Baphomet parece, até aos dias de hoje, difícil, se não mesmo impossível, de confirmar, sobretudo se encararmos esta figura como diabólica, tal como sugerido pelos acusadores do Templo.

Obviamente, alguns erros terão sido cometidos pelos cavaleiros do Templo. Porém, as acusações que lhes foram imputadas acabaram por ser abatida ao longo dos séculos pelo estudo afincado de um largo número de investigadores.

INPR Brasil - Na sua pesquisa sobre os templários, o senhor encontrou alguma evidência que prove que eles estiveram no Brasil?

Pedro Silva - A História vive, essencialmente, do documento escrito. E, mesmo sabendo que a adulteração desse tipo de documentação, pode ser uma realidade, trata-se, a par dos monumentos, um elemento crucial para as conclusões ensaísticas. Daí, e, sobretudo porque até ao momento não tivemos acesso a um documento que confirmasse tal fato, toda e qualquer teoria não passa de pura probabilidade.

INPR Brasil - Mesmo supondo que os templários não estiveram no Brasil, que dizer da cruz templária nas caravelas de Portugal e os diversos símbolos encontrados por todo o país?

Pedro Silva - A presença da cruz nas caravelas portuguesas, a qual seria conhecida por "Cruz de Cristo" parece-nos, na realidade, uma aproximação evidente que a Ordem de Cristo pretendeu efetuar relativamente aos cavaleiros Templários. Esse tem sido um símbolo usado para confirmar esse elo, a nosso ver indiscutível, entre as duas instituições militar-religiosas.

INPR Brasil - Nos Dossiês Secretos, o Priorado de Sião se diz uma organização co-irmã dos templários. Existe alguma evidência neste sentido?

Pedro Silva - Até ao momento, nos vários anos que tenho empregue a estudar estas temáticas, não encontrei qualquer evidência que possa aproximar o Priorado de Sião à Ordem dos Cavaleiros do Templo.

INPR Brasil - Por muito tempo acreditou-se que a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo surgiu com o objetivo de proteger os peregrinos que visitavam Jerusalém; entretanto, para alguns autores o seu objetivo seria na verdade outro: proteger documentos secretos descobertos por eles mesmos. Qual é a verdade?

Pedro Silva - Tal como tudo aquilo que diz respeito aos Templários, as teorias são imensas, mas as respostas concretas são, na verdade, escassas. Se nos basearmos na história dita oficial, naturalmente que os Templários surgem com a missão de proteger os peregrinos na rota religiosa que os levava da Europa a Terra Santa. Porém, o chamado "outro lado da história" costuma contar sempre uma versão diferente. No caso em concreto, é provável que os cavaleiros do Templo tivessem, a par da visão cavalheiresca de proteção dos indefesos, a ideia de procurar relíquias religiosas ou documentos ancestrais.

INPR Brasil - Qual é a origem da cruz templária e o que ela significa?

Pedro Silva - A cruz dita templária, na realidade, é de origem anterior, no caso trata-se da cruz pátea, cujo reconhecimento oficial surge em 608, no Sínodo de Constantinopla, portanto muito anterior ao surgimento da Ordem. De forma sucinta, o seu significado será resultado de uma combinação de elementos, construídos com o vértice de cinco círculos (ou circunferências) sobrepostos, tendo como principal foco quatro pontos de apoio em estreita ligação com o centro, ou "umbigo do mundo" - o ar, a terra, o fogo e a água.

INPR Brasil - O senhor concorda com a descrição que Dan Brown (autor de O Código Da Vinci) faz do Santo Graal?

Pedro Silva - A proposta do autor Dan Brown é uma teoria, a que poderíamos juntar várias outras de igual rigor. Seja qual for à resposta, estou em crer que, até ao momento, ninguém poderá declarar, com toda a certeza, que sabe o verdadeiro significado do Santo Graal.

INPR Brasil - Qual é a sua opinião sobre os manuscritos de Nag Hámmadi?

Pedro Silva - Sobre a obra "O Código Da Vinci" e os manuscritos de Nag Hámmadi, tive ocasião de discorrer em uma ou duas ocasiões. Acima de tudo, creio que estes manuscritos são peça fundamental no estudo histórico do período em questão e, como tal, a sua descoberta foi altamente relevante para um melhor conhecimento de questões que, sobretudo pela distância temporal, continuam em aberto.

INPR Brasil - Com base em uma passagem duvidosa do “Evangelho de Filipe”, alguns autores têm proposto a idéia de que Jesus era casado com Maria Madalena. O senhor concorda com tal interpretação?

Pedro Silva - Na minha qualidade de ensaísta tenho sempre larga preocupação com os documentos e uma análise isenta dos assuntos; devo afirmar que não existem provas que corroborem tal teoria.

INPR Brasil - Uma última palavra aos leitores do Brasil e América Latina

Pedro Silva - Para terminar esta entrevista, gostaria, então, de agradecer a todos os leitores sul-americanos, sobretudo os brasileiros, que, ao longo dos últimos oito anos, têm acompanhado as minhas obras com grande interesse, interagindo, também, com a minha pessoa, enviando os seus comentários, após leitura dos meus livros ou crônicas dispersas, assim como sugerindo ou criticando, sempre com grande simpatia e educação. Espero que o futuro possa continuar a proporcionar-nos motivos literários de intercâmbio.



Johnny Bernardo
do INPR Brasil




Entrevista com João Batista Barbosa, ex-adepto de Figueira

Conhecido pelo pseudônimo de Zumbaia (“reverência”, no dialeto africano), João Batista Barbosa aderiu à comunidade de Figueira em 1998 e, após tomar conhecimento dos desmedidos do seu fundador, passou a se opor a algumas práticas que considerava abusivas da liderança. Nesta entrevista Zumbaia fala sobre a sua experiência na comunidade e a pressão psicológica que sofreu.

INPR Brasil - Conte um pouco sobre você.

Zumbaia - Nasci no estado de S.Paulo, em 1954. Graduei-me em Química, na USP, e em Matemática, em Barra-Mansa. Sempre procurei o sentido da vida além das religiões correntes e conheci vários grupos espiritualistas e esotéricos, participando ativamente de alguns. Trabalho como professor no Ensino Fundamental e Médio.

INPR Brasil - Como você conheceu o Projeto Figueira?

Zumbaia - Conheci o grupo Figueira após a morte de um instrutor de um grupo que eu participava. Em 1998 deixei a minha família e fui morar em Figueira, achando que o mundo e a humanidade passariam uma grande transformação e que os "escolhidos" seriam salvos em naves cósmicas, como pregava Trigueirinho. Com o tempo vi que predominavam no grupo elites da sociedade e muito interesse econômico e material em prejuízo dos mais pobres, que só serviam para manter a estrutura física do local e facilmente descartáveis.

INPR Brasil – O que levou você a se afastar de Figueira?

Zumbaia - Lá, tudo converge para um esquecimento total de si e da vida normal, transformando as pessoas em robôs obedientes e úteis. Sempre fui pelos Direitos Humanos e não me adaptei a situação. Sentindo várias formas de pressões psicológicas (não podendo assistir ao casamento de meu filho, o que desobedeci). Tentaram impedir-me de várias formas e passei muita perturbação psicológica. Em um treinamento de combate a incêndios, programado por Fabian, Ângelo e outros (sob comando de outros superiores do grupo) estava prevista uma prova absurda - retirarmos bonecos de pano, pesados, de um círculo de fogo de 5m de diâmetro (algo que nem bombeiros conseguiriam). Ocorreu que antes disso, Ângelo, que preparava outra prova com o uso de gasolina se acidentou e teve o corpo em chamas. Eu e outros, inconscientes do que tramavam, tentamos salva-lo apagando o fogo. Ele ficou dois meses entre a vida e a morte, mas sobreviveu.

INPR Brasil - Fale um pouco mais sobre a pressão psicológica exercida sobre os adeptos.

Zumbaia - Ameaças de serem expulsas de Figueira (muitos não têm "onde cair morto", principalmente muitos que vêm da Argentina), de não serem julgadas dignas de serem salvas pelas naves, de levar "carões" durante as partilhas, e muita pressão mental do grupo todo durante as reuniões dos monges e duas reuniões com participantes internacionais (duas vezes por ano) etc.

INPR Brasil – É sabido que em algumas religiões, como na Igreja da Unificação (do Rev. Moon) e em algumas comunidades alternativas, existe uma tentativa de isolamento dos adeptos. Ou seja, é vedado aos participantes que mantenham qualquer tipo de relacionamento com familiares e antigos amigos. Isso acontece em Figueira?

Zumbaia - Exatamente, os que decidem morar em Figueira são pressionados para não manterem mais contato com os familiares e até com as pessoas de fora.

INPR Brasil – Segundo Trigueirinho, o que são os Centros Planetários?

Zumbaia - Centros Planetários são locais da terra similar aos chacras do corpo humano, onde ocorre materialização e desmaterialização de seres e objetos, entrada e saída de entidades de outros planos, localização de cidades e templos invisíveis etc.

INPR Brasil - Qual é a relação de Figueira com os ensinos de Alice A. Bailey?

Zumbaia - Trigueirinho diz-se assistido pelas mesmas entidades da Grande Fraternidade Branca, que assistiam Alice Bailey, H.P.B e outros, mas com nomes totalmente diferentes. Ele evita a todo custo mencionar o nome de "Jesus, O Cristo" (certamente por não lhe interessar a prática do amor ao próximo).

INPR Brasil - Em 1983, após entrar em contato com Trigueirinho, Sara Marriott decidiu deixar a Fundação Findhorn, na Escócia, e se mudar definitivamente para o Brasil. Posteriormente, segundo relatam os próprios discípulos de Nazaré, Trigueirinho decidiu sair para fundar uma nova comunidade. O que realmente aconteceu?

Zumbaia - Sei muito pouco sobre Nazaré das Palmeiras. Parece-me que ele desentendeu-se com o grupo por ser muito autoritário (ditatorial).

INPR Brasil - Após tudo o que foi comentado nesta entrevista, podemos considerar Trigueirinho um falso profeta?

Zumbaia - Sobre ele ser um falso profeta, digo: "Conhece-se a árvore pelos frutos".



Johnny Bernardo
do INPR Brasil





Por que um padre não pode se casar?


Segundo a Igreja Católica, aquele que tem vocação para o sacerdócio não pode se casar. Mas essa tese não resiste a um confronto com o bom senso e, muito menos, com a Bíblia. É o que veremos a seguir.

A Bíblia é contra?

Não, é o que nos salta à vista com o texto a seguir transcrito:

"Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da Igreja de Deus?); não neófito, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo. Também é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em opróbrio, e no laço do Diabo" (1Tm 3.1-7. Grifo nosso.).

O texto acima transcrito dispensa explicação, tal a sua clareza. Mas os padres (não todos, é claro) não cessam de citar versículos isolados do contexto, extraídos de 1Coríntios 7, onde o apóstolo Paulo, além de confessar que optou pelo celibato, ainda aconselha a todos os cristãos (não somente o clero) a fazerem o mesmo. Mas, para que um bom observador se liberte dos sofismas católicos falsamente embasados em I Coríntios 7, basta-lhe atentar para os seguintes versículos:
[...] Bom seria que o homem não tocasse em mulher; mas por causa da prostituição, tenha cada homem a sua própria mulher e cada mulher o seu próprio marido (1Co 7.1,2).

[...] Quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um deste modo, outro daquele. Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se. (1Co 7.7-9).

Ora, quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor, dou, porém, o meu oarecer como quem tem alcançado misericórdia do Senhor para ser fiel. Acho, que é bom, por causa da instante necessidade, que a pessoa fique como está (1Co 7.25,26. Grifo nosso).

À luz dos textos acima citados, certamente salta aos olhos que o apóstolo Paulo estava querendo dizer que quem não sente incontrolável necessidade de sexo, não precisa se atazanar com isso; pelo contrário, deve tirar proveito disso, dedicando-se à obra do Senhor. Lembremo-nos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. E a prova de que esta interpretação esta certa, é o fato de o apóstolo haver dito que “quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um deste modo, e outro daquele” (1Co 7.7). Logo, é uma questão de dom. Ademais, o apóstolo disse ainda: “Se não podem conter-se, casem-se” (1Co7.9). Então há aqueles para os quais a libido não deve ser contida por toda a vida. Sim, há aqueles que “não podem conter-se,” reconheceu o apóstolo. Para esses, o casamento é o que há de melhor “porque é melhor casar do que abrasar-se” (1Co.7.9). E se tais pessoas se sentem vocacionadas ao Santo Ofício Pastoral? Devem ser rejeitadas? Já vimos acima, ao lermos a primeira transcrição que Paulo os aceitava, desde que fossem maridos “de uma só mulher”.

Sugerimos que o leitor leia todo o capítulo 7 de 1Coríntios, comparando-o com 1Timótio 3.1-7, para se livrar de uma falsa interpretação. A Bíblia é toda inspirada por Deus (2Tm 3.16). Logo, uma doutrina bíblica não pode estar apoiada num versículo isolado do contexto. Por que o clero católico não age hoje como o apóstolo Paulo agia? Não se julgam eles os únicos sucessores dos apóstolos? Pense e responda a si mesmo.

A idade do celibato clerical

Segundo os historiadores Knight e Anglin, a obrigatoriedade do celibato eclesiástico foi decretada pelo Papa Gregório VII, ou Hildebrando, a partir do ano 1.074. Gregório exigiu que os padres solteiros não se casassem e obrigou os padres casados a se divorciarem de seus respectivos cônjuges e a abandonarem os seus filhos, os quais foram expostos “à mais amarga dor e vergonha”. [1]

A imposição do celibato clerical não tinha lugar entre os cristãos do primeiro ao terceiro séculos. Até o Padre D. Estêvão Bittencourt, ardoroso defensor do celibato clerical, demonstrou reconhecer que na Igreja Primitiva, o casamento era facultativo aos Ministros do Evangelho. Disse ele: “...A partir do século IV Concílios regionais foram impondo essa prática como obrigatória aos candidatos ao sacerdócio no Ocidente...”. [2]

Sim, leitor, “Na Igreja Primitiva não havia monges nem freiras”. [3]

Incoerência

Eu disse que, segundo o Catolicismo, aquele que tem vocação para o sacerdócio não pode se casar. Certamente, o leitor já sabia disso. Todos sabem que os seminaristas católicos, que aspiram ser Padres, só têm duas opções: pegar ou largar. Ou se submetem ao celibato, ou abrem mão da ordenação, visto que, quanto a isso, os Papas são intransigentes. Mas, como incoerência é o que não falta no Catolicismo, certo livro oficial da Igreja Católica – sim, oficial, visto ter sido editado com “aprovação eclesiástica”-, nos diz que a alguns pastores protestantes, casados, que se converteram ao Catolicismo, foi concedida a ordenação ao sacerdócio católico. Veja esta transcrição:

[...] há a possibilidade do pastor Jones entrar para o seminário e se tornar padre [...] católico. Pastores casados de outros credos têm feito exatamente isso [...]. Casado e pai de três jovens rapazes, Anderson recebeu a permissão de Roma para se tornar um padre católico [...] [4]

Ora, por que conceder aos ex-pastores que se converteram ao Catolicismo, o que é negado aos demais católicos? Por que ao jovem seminarista católico, se impõe o celibato como condição sine qua non à ordenação sacerdotal, e, ao mesmo tempo, admitem ex-pastores casados? Achando que estou à altura de responder a essas curiosas perguntas, respondo-as assim: Esses que, como Judas Iscariotes abjuram a verdadeira fé, são mais que relevantes ao Catolicismo.

Logo, é importantíssimo que sejam investidos de autoridade, para melhor impressionar os incautos; por cujo motivo, merecem tratamento diferenciado. Imagine a força do testemunho desses renegadores do protestantismo? Isso era tudo que a “Igreja” precisava para impressionar os desavisados. Sim, leitor, há muitos católicos leigos, de moral ilibada, profundos conhecedores da teologia católica, que atuam como Diáconos, Leigos Consagrados, etc., mas que não podem ser padres, por não serem solteiros. E isso, é, sim, sintomático. Porventura, não é revelador o fato de imporem o celibato a todos os que almejam o sacerdócio, exceto aos ex-pastores evangélicos? Ora, aqui a politicagem salta aos olhos, não? O leitor não desconfia de nada? O que os ex-pastores possuem, que os outros católicos não têm? É como dizia o ex-Padre Aníbal Pereira dos Reis: “O Diabo não consegue esconder o rabo”. Pensem nisso os sinceros! Os Papas, de bobos não têm nada! Eles sabem o que estão fazendo! Cuidado, ó caro leitor, com as astúcias dos que enganam e são enganados!

Referências Bibliográficas

1.
Knight, A.E. e Anglin W. Breve esboço da História do Cristianismo, Teresópolis, Casa Editora Evangélica, segunda edição, 1947, pág. 127.
2. Pergunte e Responderemos, Ano XLIV, nº 489, março/2003, página 32 [ou página inferior 128.]
3. HURLBUT, Jesse Lyman. História da Igreja Cristã. São Paulo: Editora Vida. 8 ed. 1995, p. 83.
4. MOURA, Jaime Francisco de. Por que estes ex-protestantes se tornaram católicos? São José dos Campos: Editora COM DEUS. 4 ed. 2008, pp. 97-8.



Joel Santana
do SAB para o INPR Brasil






A CCB em crise: escândalos e dissidências dividem adeptos

Conhecida pela maneira nada carismática como trata as demais igrejas evangélicas, a CCB completou 100 anos em meio a inúmeras crises e dissidência de adeptos. Sua origem está ligada ao italiano Luigi Francescon, que em 1910 desembarcou em São Paulo e conseguiu reunir um grupo de vinte seguidores e fundou a Congregação Cristã do Brasil. Apesar de fundada em 1910, o nome “Congregação Cristã do Brasil” somente foi dado a Igreja por ocasião da Convenção de 1936, sendo substituída a preposição “do” por “no” Brasil na década de 60.

Com sede no Brás (SP), a CCB rapidamente se espalhou pelo país e em pouco tempo atravessou a fronteira alcançando um número significativo de adeptos. Dados da Pentecostalism Encyclopedia (Enciclopédia Pentecostal – uma publicação americana que monitora o crescimento dos pentecostais no mundo) revelou que já no ano 2000 a CCB ocupava a 6º posição no ranking mundial em número de membros pentecostais. No Brasil, somente era superada pela Assembleia de Deus que à época somava cerca de 8,4 dos quase 26 milhões de evangélicos – a CCB reunia cerca de 2,4 milhões de seguidores.

Não se sabe se por esse motivo ou simplesmente pelas diferenças doutrinárias e de usos e costumes, a CCB evita qualquer tipo de contato com a A.D. Ao se referir a A.D – e também as demais igrejas evangélicas – a CCB utiliza o termo pejorativo de “primos”. Aos que decidem frequentar suas congregações, ordena que sejam novamente batizados e se submetam a regras rígidas de comportamento e de expressão social. Caso seja pego em prática de adultério, o membro é destituído de suas obrigações na Igreja e evita-se qualquer tipo de contato com ele – isso porque, segundo eles, o adultério é um pecado contra o Espírito Santo ao qual não existe possibilidade de perdão.

Dissidências

Interpretações como essas e outras mais são um dos motivos do surgimento de inúmeros grupos dissidentes da Congregação Cristã no Brasil, ainda na década de 50. A primeira ruptura de que se tem notícia ocorreu no alto escalão da CCB, com a saída do cooperador Aldo Ferreti que abdicou do seu cargo para fundar a Igreja Renovadora Cristã. Sua atual sede fica na Vila Madalena (SP) em um prédio cuja arquitetura é semelhante aos templos da CCB.

Amigo de longa data de Francescon, Ferreti denunciou – na noite de 14 de maio de 1952, no Brás – os motivos pelos quais ele decidira abandonar o ministério, como a falta de humildade do Colégio de Anciões e o uso excessivo por parte destes de bebida alcoólica – sendo este um dos motivos que mais preocupavam Ferreti. Seguindo o exemplo da IRC, nos anos seguintes novos grupos dissidentes surgiram da CCB, tais como:

  • Igreja Cristã Remanescente (fundada em 1967 pelo ancião Nilson Santos, em Telêmaco Borba, PR);
  • Congregação Cristã no Brasil Renovada (fundada em 1991 pelo ancião José Valério, em Goiás);
  • Congregação Cristã do Sétimo Dia (fundada em 1993 pelo ancião Luiz Bento Machado, em Santa Catarina);
  • Congregação Cristã Apostólica (fundada em 2001 pelo cooperador Antônio Silvério Pereira, em Aparecida de Goiás, GO. Surgiu de uma fusão da Congregação Cristã no Brasil com a Igreja Renovação Cristã);
  • Congregação Cristã Moriá (fundada em 2004 por Saulo Corcovado Macedo, em Mairinque, SP);
À lista podemos acrescentar também os adenominacionais ou Assembleias Cristãs (grupo de irmãos que se reúnem em casas e possui ministério próprio, embora alguns congreguem na CCB. Sua característica principal é a busca pelo “primitivismo apostólico”, sendo considerado um “movimento de reforma”), a Igreja da Sã Doutrina (fundada no Maringá pelo advogado Laertes Souza), a Congregação Cristã Primitiva (fundada em Goiás e que também promove campanhas pelo retorno à fé primitiva), a Congregação Evangélica Apostólica do Brasil (Imperatriz, Maranhão) etc.

A situação se agrava

Além de dissidências, a CCB se vê às voltas por uma crise que vem se arrastando desde 2000 e que tem causado prejuízos incalculáveis à instituição. De um lado, há os que argumentam haver um “complô” contra o Conselho, enquanto outros dizem possuir evidências que comprovariam corrupção, homossexualismo e prostituição envolvendo o líder máximo da CCB, o ancião e ex - presidente mundial José Nicolau.


No vídeo acima, José Nicolau fala de seu afastamento da CCB

Afastado de sua função no final de 2000, Nicolau – que teria sido alvo de um processo judicial movido por Mário e Lúcio – teve sua credencial definitivamente cassada por ocasião de uma assembléia realizada entre os dias 09 e 13 de abril de 2001, quando Jorge Couri – até então vice – presidente da CCB – interveio para que Nicolau fosse de fato expulso da presidência e abrisse caminho para sua posse. O que de fato ocorreu. Concluído o processo contra José Nicolau, Couri foi empossado como o novo presidente da Congregação Cristã no Brasil e uma nova batalha judicial teve início.

Pessoas ligadas ao ex-presidente da CCB acusaram Couri de ter agido secretamente – e com uso de artifícios mentirosos – para convencer o Conselho a desempossar Nicolau. Tal consta de uma circular e dossiê enviado ao Conselho Nacional de Anciões, na página 30 que reproduzimos em parte.

“Consta que inconformado com a maneira apressada e errada como foi decidido o caso, o saudoso irmão Basílio Gitti, teria proposto rever o assunto logo em seguida, por ocasião da assembléia, realizada nos dias 09 a 13 de abril de 2001, quando seria feito um julgamento responsável.

Porém, sabendo da proposta e da possibilidade do caso ser revisto e a injustiça reparada, JORGE COURI, que era o vice de NICOLAU, de olho na “cadeira da presidência” e sedento para tomá-la a todo custo, tudo fez para embaraçar o reexame da causa. Foi assim, que após incansáveis diligências, localizou SERGIO, ex-motorista de NICOLAU, que havia se mudado para o interior de São Paulo, cidade de Itápolis. Ligou pessoalmente para SERGIO e convocou-o para vir a São Paulo com urgência, onde no interior do apartamento de COURI, começaram as negociações malignas.

Para reforçar as falsas acusações apresentadas anteriormente e aplicar o golpe mortal, COURI teria lançado mão de expediente diabólico, traiçoeiro e criminoso. Aproveitando-se do caráter vulnerável de SERGIO, persuadiu-o após prometer recompensas de todo tipo, inclusive com pagamento em dinheiro, a que aceitasse fazer o papel de mais um falso acusador contra NICOLAU.

O plano foi estabelecido sob as instruções diretas de COURI, que cuidadosamente passou as instruções com todos os detalhes, no interior de seu próprio apartamento; ficando apenas em aberto o preço total da traição. Foram pagos duas parcelas de R$ 5 00,00, pelo próprio COURI e R$ 4.000,00, por seu amigo JEREMIAS GUIDO; enquanto o restante ficou por conta dos depósitos a serem feitos após o cumprimento do acordo.”

Resultado: Jorge Couri foi empossado presidente e José Nicolau seguiu impedido de exercer seu ministério. No entanto, passados alguns dias da posse de Couri, o motorista Sérgio – que segundo a circular teria se arrependido das acusações – procurou o ex-presidente para revelar os detalhes da conspiração criada por Couri e Jeremias Guido. Mesmo após as revelações do motorista, nada foi feito pela Comissão para reverter o quadro.

Há pelo menos 11 anos Couri segue na direção da CCB e enfrenta acusações de desvio de verbas – algo em torno de 20 milhões -, acobertamento de anciões e falsidade ideológica. Juntamente com Jeremias Guido e Sergio Anísio Soares Alves (o motorista), Couri é alvo de um processo impetrado na 8º Delegacia de São Paulo – IP 343/2008, com acusações de estelionato e crime contra a honra. Dois anos antes, o comerciante e membro da CCB de Piedade, José Aparecido da Cruz, foi acusado pelo Ministério Público de ter desviado R$ 19. 962 00 do setor de assistência social da Igreja. Casos como esse demonstram que a corrupção saiu do alto escalão da CCB para se alastrar pelas congregações, havendo até mesmo denúncias de estelionato envolvendo anciões do Japão e em outros países onde a instituição se faz presente (algo em torno de 80).

Além de processos judiciais, Couri também acumulou inimigos dentro e fora da CCB. Grupos reformistas, como a CCB a Verdade – um site criado por anciões que veicula denúncias contra o atual presidente e prega o retorno ao “primitivismo congregacional” – tem deflagrado uma crise sem precedentes dentro da instituição. Mudanças na liturgia – como a proibição de os membros darem glória a Deus nos cultos e a forma de coleta da oferta da piedade – também são motivos de desentendimentos e troca de acusações. Um dossiê completo sobre a crise na CCB pode ser visto no site ccbverdade.com.br e no Scribd.

Não por acaso, a crise vivida pela CCB ocorre em meio às comemorações do centenário – algo semelhante acontece na CGADB, com denúncias envolvendo os líderes da Assembleia de Deus do Belém, como favorecimento da família Bezerra da Costa e problemas nas contas da Convenção. Ambas as instituições fazem parte da chamada “onda Pentecostal” (termo utilizado pela imprensa e estudiosos do pentecostalismo) que demarcaram o início do Pentecostalismo no Brasil, lá pelos idos do começo do século XXI. Por triste coincidência, adentraram ao centenário em meio a uma crise sem precedentes e que promete abrir novas feridas nas duas principais representantes do pentecostalismo brasileiro – embora, como dissemos, existam inúmeras diferenças entre a irmandade e os assembleianos. No entanto, este é um tema para uma futura reflexão.





Johnny Bernardo

é pesquisador, escritor, jornalista, colaborador da revista Apologética Cristã, do jornal norteamericano The Christian Post, do NAPEC (Núcleo Apologético Cristão de Pesquisas), palestrante e fundador do INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas). Há mais de dez anos se dedica ao estudo de seitas e heresias, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e seitas do mal.

É também o autor da matéria “Igreja Dividida, as fragmentações do Catolicismo Romano”, publicada no final de 2010 pela Revista Apologética Cristã (M.A.S Editora). Assina também a coluna Giro da Fé da referida revista.

Contato

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johnnypublicidade@yahoo.com.br




Chico Xavier, Rede Globo e o Evangelho sem Jesus

Vou confessar: não assisti o filme "Nosso Lar" e provavelmente não terei tempo de assistir o novo seriado sobre a vida de Chico Xavier, mas vamos ao que interessa.

A Rede Globo investiu pesado em 2010 na propagação do Evangelho Segundo o Espiritismo (by Alan Kardec), que no Brasil teve como expoente a figura emblemática de Chico Xavier. A série tem algumas características impressionantes:

Serão quatro episódios com uma hora a mais de conteúdo no total do que o filme. A produção contou com 135 atores e cerca de 90 locações. A mini série mostra detalhes da infância de Francisco de Paula Cândido, quando começava a ter suas primeiras manifestações mediúnicas, vendo e ouvindo espíritos, incluindo o de sua mãe, já desencarnada.


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Impressiona o investimento, a doutrinação, a força da Globo para propagar as ideias do espiritismo. Ano passado também apresentou uma novela no horário das 18 horas e participou da produção do filme Nosso Lar.

Segundo o Wiki, muito cedo Chico perdeu a mãe e foi parar nas mãos de uma mulher cruel (sua madrinha) que abusou física e emocionalmente do menino. É neste contexto de violência que Chico começa a ter visões mediúnicas, passando a conversar com o espírito "desencarnado" de sua mãe.




E o que nós temos a ver com isso? Em Eclesiastes lemos: “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Ec. 12.7). Outros textos bíblicos esclarecem como pensam os cristãos evangélicos sobre a alma e o espírito do homem após a morte - Atos 7.59; Ap. 6.9-11; Lc. 12.4-5, só para citar alguns.

A questão aqui não é uma aula sobre espiritismo, mas um alerta: já vi muito crente impressionado com façanhas mediúnicas. Alguns duvidando mesmo se aquilo (Dr. Fritz, p.ex.) não era obra do evangelho de Jesus.

Meu ponto de vista é exatamente este: o evangelho espírita, que a Globo divulga intensamente, é uma boa nova sem a novidade. O que diferencia o evangelho do Evangelho é exatamente o tema da notícia. Vejamos:

- No Kardecismo temos uma repetição devidamente repaginada da doutrina do salve-se a si mesmo. Um assunto presente na maior parte das religiões.

- No Cristianismo o Evangelho da Graça revela minha total incapacidade de salvar a mim mesmo; de me tornar bom por qualquer atitude que seja; da possibilidade de após a morte ter alguma oportunidade de mudar minhas ações.

Jesus nos ensina que é aqui e agora que decidimos nossa eternidade. Não reencarnaremos. Não teremos infinitas chances de nos redimir. Temos uma grande oportunidade de abraçar a Graça e receber o presente de Amor sem ter que pagar por ele. Temos um Pai a nos esperar.

Portanto igreja, alerta. Não permita que a ilusão do espiritismo seduza mais pessoas. Não podemos ficar inertes. Precisamos deixar claro que apesar de todas as coisas boas que são feitas pelo espiritismo (como obras sociais), ele carece de Jesus, único caminho oferecido ao homem para reconciliar-se consigo mesmo e especialmente com Deus, o autor da vida.

Não pretendemos deflagar uma nova "caça as bruxas", mas devemos anunciar com amor a verdade que liberta o homem do peso de sua própria história - até mesmo de uma história de abuso como sofreu Chico Xavier. O nome desta verdade é Jesus Cristo.


Graça e paz, sempre



por Marcus Vinicius
editor de Mídia do INPR Brasil



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É bíblica a oração para santos?

Um dos ensinos errôneos da Igreja Católica Romana é a doutrina de orar para os santos. O catolicismo ensina que é correto não só orar para Deus, mas também para criaturas, como Maria, José, e outros que já entraram no céu. É bíblico orar para qualquer pessoa, além de Deus? Nós acreditamos fortemente que não é bíblico, e que orar para qualquer pessoa além de Deus consiste em idolatria. Porém, católicos romanos tentam achar qualquer trecho das escrituras para demonstrar que orar para santos é permitido. Uma das seções das escrituras mais usadas para defender isso é Apocalipse 5:8-14:

"Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a Terra. E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na Terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos: e os quatro seres viventes diziam: Amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram." (Ap 5:8-14)

Vamos olhar para esse trecho de escritura da perspectiva católica romana, e analisar a posição deles.
O versículo 8 fala de "taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos". Os versículos 9-10 falam sobre um cântico novo, cantado no céu. O versículo 11 fala sobre aqueles ao redor do trono de Deus, e o versículo 12 fala que eles estavam dizendo "Digno é o Cordeiro...". O versículo 13 menciona todas as criaturas na Terra e no céu dizendo "Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos."

Nós não temos problemas com aqueles que estão no céu poderem ouvir o que é dito na Terra. Muitos cristãos dizem que isso não é possível, mas pelo visto é isso que é ensinado claramente aqui. Isso então justifica o ensinamento católico romano que diz para orar para aqueles que estão no céu? De forma alguma. Vamos dar uma olhada melhor nesses versículos.

Primeiro, sobre o versículo 8, as orações podem vir daqueles que já estão no céu? Não fica claro. Há interpretações diferentes acerca de quem os santos são exatamente, uma vez que as identidades dos mesmos não são demonstradas precisamente; afinal de contas, o Apocalipse é um livro altamente simbólico. Logo, não é possível demonstrar de forma conclusiva quem eles são, e por sua vez de quem são as orações. Por outro lado, o versículo 9 diz que "eles cantavam um cântico novo." Quem são "eles"? Teriam que ser ou os quatro seres viventes e/ou os 24 anciões, uma vez que "orações dos santos" não cantam. "Seres viventes" e "anciões" cantam.
Nos versículos 11-12 os anjos, os seres viventes, e os anciões, que estavam todos ao redor do trono (o que significa que eles estavam no céu), estavam adorando a Deus diretamente. O versículo 13 diz claramente que toda e qualquer criatura do céu ou da Terra estava adorando a Deus, e no versículo 14 os anciões prostraram-se e adoraram.

Segundo, o fato daqueles que estão no céu serem capazes de ouvir as orações daqueles que estão na Terra não significa que é correto orar para santos. Se eles podem ouvir as orações das pessoas, é porque Deus os permitiu ouvir. Pense no seguinte: aqueles que estão no céu podem ouvir as orações que só se passam nas mentes das pessoas? Eles podem ler mentes? É somente Deus que sabe todas as coisas, e somente Deus pode permitir que alguém ouça ou saiba das orações daqueles que oram em silêncio. Não vamos dar aos santos poderes sobre-humanos similares a onisciência. Além disso, o texto só está dizendo que eles podem ouvir a adoração e o louvor a Deus. O texto não diz que eles podem receber orações, nem deixa a entender que orar para eles é permitido. Tudo que diz é que eles podem ouvir a adoração e as orações. Não há nada sugerindo que aqueles que estão na Terra estejam pedindo as orações ou intercessões daqueles que estão no céu. Não há nada disso nesse texto, nem mesmo indícios.

Terceiro, mesmo se alguém conseguisse 'provar' que as orações vêm do céu, e que essas orações estão misturadas com as orações daqueles da Terra, ainda não está justificado os da Terra orarem para os do céu. No melhor caso, podemos dizer que as orações todos estão misturadas. Dizer além disso é querer ler nas Escrituras algo que não está lá.

Quarto, os santos que estão no céu podem ouvir todas as orações de todas as criaturas o tempo todo? A Igreja Católica Romana prefere dizer que é possível; caso contrário, não seria possível orar a Maria de forma legítima. A objeção padrão dos protestantes é que orar para santos implica em um tipo de onisciência nos mesmos. A Igreja Católica Romana responde que não podemos saber como é o estado daqueles que estão no céu, e logo não podemos concluir que eles não podem ouvir todas as nossas orações. Mas isso é um argumento vindo do silêncio. Em outras palavras, nós não sabemos como é, então nós concluímos que é possível. Essa é uma forma muito, muito fraca de se apresentar uma posição. Com isso, a Igreja Católica Romana acaba admitindo que as escrituras não ensinam o seu dogma de orar para santos. A Igreja Católica Romana
precisa inferir isso das escrituras, e ler além do texto para defender o seu erro.

Para Quem devemos orar?

Não há nenhum ensinamento bíblico que diga que devemos orar para aqueles que estavam vivos na Terra e agora estão no céu. Apocalipse, o mesmo livro usado por eles para justificar sua posição, diz o seguinte:

"Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia." (Ap 19:10).

João quer se lançar aos pés do anjo e adorá-lo. Mas o anjo o diz para que não o faça, porque ambos são criaturas. Se o anjo diz que é uma criatura, assim como João, e que João não pode se lançar aos seus pés, então ninguém deve se prostrar perante um anjo, ou qualquer outra criatura, para oferecer adoração. Orações estão incluídas em adoração. Logo, ninguém deve orar para nenhuma criatura.

Biblicamente, orações sempre são oferecidas a Deus, como uma forma de adorá-Lo. Toda e qualquer religião vê oração como um ato de adoração ao seu(s) deus(es), uma vez que orações contém pedidos, confissões de pecados, pedidos por intercessão, etc, coisas que são recebidas e respondidas por Deus, não por criaturas. Além disso, oração não é a mesma coisa que uma conversa cara-a-cara.

Oração é uma petição humilde para o Senhor, e não para um amigo que está no mesmo quarto que você, ou do outro lado da linha do telefone -- ou no céu. A oração é oferecida a Deus, nunca a nenhuma criatura. Orar para uma criatura é oferecer adoração que deveria ser dirigida somente a Deus, e a Igreja Católica Romana precisa de se arrepender dessa prática falsa e idólatra, a prática de orar para os santos.


Fonte: Carm. org






Maria como alvo de adoração



Texto tirado dos Documentos do Concílio Vaticano II, constituição Lumen Gentium, parágrafos 65 e 66, disponíveis no website oficial do Vaticano (www.vatican.va).





"65. Mas, ao passo que, na Santíssima Virgem, a Igreja alcançou já aquela perfeição sem mancha nem ruga que lhe é própria (cfr. Ef. 5,27), os fiéis ainda têm de trabalhar por vencer o pecado e crescer na santidade; e por isso levantam os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a família dos eleitos (POINT 1).
A Igreja, meditando piedosamente na Virgem, e contemplando-a à luz do Verbo feito homem, penetra mais profundamente, cheia de respeito, no insondável mistério da Encarnação, e mais e mais se conforma com o seu Esposo. Pois Maria, que entrou intimamente na história da salvação, e, por assim dizer, reune em si e reflecte os imperativos mais altos da nossa fé, ao ser exaltada e venerada, atrai os fiéis ao Filho (POINT 2), ao Seu sacrifício e ao amor do Pai.
Por sua parte, a Igreja, procurando a glória de Cristo, torna-se mais semelhante àquela que é seu tipo e sublime figura, progredindo continuamente na fé, na esperança e na caridade, e buscando e fazendo em tudo a vontade divina. Daqui vem igualmente que, na sua acção apostólica, a Igreja olha com razão para aquela que gerou a Cristo (POINT 3), o qual foi concebido por acção do Espírito Santo e nasceu da Virgem precisamente para nascer e crescer também no coração dos fiéis, por meio da Igreja. E, na sua vida, deu a Virgem exemplo daquele afecto maternal de que devem estar animados todos quantos cooperam na missão apostólica que a Igreja tem de regenerar os homens.

IV. O culto da bem - aventurada virgem na Igreja - Natureza e fundamento

66. Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e homens, Maria que (POINT 4), como mãe santíssima de Deus (POINT 5), tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial. E, na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de «Mãe de Deus», e sob a sua protecção se acolhem os fiéis, em todos os perigos e necessidades (191). Foi sobretudo a partir do Concílio do Éfeso que o culto do Povo de Deus para com Maria cresceu admiràvelmente, na veneração e no amor, na invocação e na imitação, segundo as suas proféticas palavras: «Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque realizou em mim grandes coisas Aquele que é poderoso» (Luc.1,48).

Comentários do Carm.org

Nenhuma passagem das Escrituras nos ensina a fixar nossos olhos em qualquer pessoa, a não ser no próprio Senhor. Nos é ensinado a fixar os nossos olhos em Jesus, o autor e consumador da nossa fé (Hb 12:2). Além disso, é Jesus o nosso modelo de virtudes, e não Maria. Apesar do fato que ela era muito abençoada, e sem dúvida uma mulher de Deus, ela ainda precisava de um salvador. Maria disse, "e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador;" (Lucas 1:47). Ao contrário do ensinamento católico romano que diz que Maria não tinha pecado, a própria Maria admite que Deus é o seu salvador. Uma pessoa sem pecados não precisa de um salvador. É na pessoa de Jesus que a graça e a verdade (e todas as virtudes) são exemplificadas. Nossos olhos devem ser mantidos Nele.

O único que deve ser exaltado e venerado é Deus. Jesus disse: "Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás."(Mt 4:10). O perigo imenso de exaltar e venerar alguém ou algo que não seja Deus, como Maria, é mostrado em Êxodo 20:4-5, "Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.". Deus claramente nos avisa para não criarmos nem nos prostrarmos diante de nenhum ídolo. É desnecessário dizer que as incontáveis imagens de Maria pelas igrejas católicas de todo o mundo são como templos de idolatria, uma vez que todos os dias milhares de católicos quebram esse mandamento de Deus, se prostrando diante dessas imagens de adoração.

Devemos olhar somente para Cristo. Quando tiramos nossos olhos de Jesus e os colocamos em qualquer outra coisa ou pessoa, somos desviados.

Onde nas Escrituras isso é ensinado? Onde está escrito que Maria foi exaltada acima de todos os anjos e homens, logo a seguir a seu filho? Isso significaria que Maria está apenas abaixo de Jesus, o criador do universo. Esse comentário não é bíblico. Esse ensinamento não pode ser encontrado em lugar algum na Bíblia, e deve ser abandonado.

Isso é uma terminologia enganosa. Maria não é a mãe de Deus, como se Deus, o criador do universo, tivesse uma mãe. A natureza divina não tem uma mãe, uma vez que Deus é eterno e auto-suficiente. Na verdade, Maria é a mãe da natureza humana de Jesus, não a mãe da natureza divina. A natureza humana tomou sua essência biológica de Maria. A natureza divina veio de Deus. Porém, temos que tomar cuidado aqui. Maria é, apesar de tudo, mãe da pessoa de Cristo, que tem duas naturezas: divina e humana. Logo, nesse sentido, ela pode ser chamada de mãe de Deus.



Fonte: Carm.org



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Podemos confiar nos livros apócrifos?

Também conhecidos como Livros Pseudo - canônicos, foram escritos entre 240 e 60 a.C e aceitos oficialmente pela Igreja Católica em 1546. A terminologia teológica católica romana/ortodoxa para os mesmos é deuterocanônicos, isto é, os livros que foram reconhecidos como canônicos em um segundo momento (do grego, deutero significando "outro"). Destes fazem parte os livros de Tobias, Judite, I e II Macabeus, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico (também chamado Sirácide ou Ben Sirá), Baruc (ou Baruque) e também as adições em Ester e em Daniel - nomeadamente os episódios da História de Susana e de Bel e o dragão.

A grande questão em relação aos livros apócrifos é: se eles são parte das Escrituras, então eles não podem conter erros. Uma vez que eles contem erros, como demonstraremos abaixo, a auto-proclamada autoridade da Igreja Católica sobre o ensino é questionável. Se ela erra em algo tão importante quanto as Escrituras, ela merece confiança suficiente para ser quem ensina a Igreja Cristã de forma adequada?

Problemas nos livros apócrifos

Ao examinarmos os livros apócrifos, encontramos inúmeros problemas, tais como:

a) Permitem o uso de magia

Tobias 6:4-8, "O anjo disse-lhe: Pega-o pelas guelras e puxa-o para ti. Tobias assim o fez. Arrastou o peixe para a terra, o qual se pôs a saltar aos seus pés. 5. O anjo então disse-lhe: Abre-o, e guarda o coração, o fel e o fígado, que servirão para remédios muito eficazes. Ele assim o fez. 6. A seguir ele assou uma parte da carne do peixe, que levaram consigo pelo caminho. Salgaram o resto, para que lhes bastasse até chegarem a Ragés, na Média. 7. Entretanto, Tobias interrogou o anjo: Azarias, meu irmão, peço-te que me digas qual é a virtude curativa dessas partes do peixe que me mandaste guardar. 8. O anjo respondeu-lhe: Se puseres um pedaço do coração sobre brasas, a sua fumaça expulsará toda espécie de mau espírito, tanto do homem como da mulher, e impedirá que ele volte de novo a eles."

É verdade que a fumaça vinda de um coração de peixe sendo queimado expulsa espíritos malignos? Claro que não. Esse tipo de ensinamento supersticioso não tem lugar na Palavra de Deus.

b) Ensina o perdão dos pecados através de esforços humanos

Salvação por obras:

Tobias 4:11, "Porque a esmola livra do pecado e da morte, e preserva a alma de cair nas trevas."

Tobias 12:9, "Porque a esmola livra da morte: ela apaga os pecados e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna;"

c) Dinheiro como oferenda pelos pecados dos mortos:

2 Macabeus 12:43-44, "Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, 44. porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles."

Alguém pode realmente aceitar que dinheiro é uma oferenda pelas pecados de pessoas mortas? Esse tipo de ensinamento supersticioso não tem lugar na palavra de Deus.

Erros Históricos

Judite 1:5, "Ora, no décimo segundo ano de seu reinado, Nabucodonosor, que reinava sobre os assírios em Nínive, a grande cidade, fez guerra a Arfaxad, e venceu-os".

Baruc 6:2, "Quando chegardes a Babilônia, será para ficardes lá por muito tempo, durante longos anos, até sete gerações. Depois disso, porém, farei com que volteis em paz."

O livro de Judite ensina que Nabucodonosor era o rei dos assírios, sendo que na verdade ele era o rei da Babilônia.

Baruc 6:2 diz que os judeus serviriam na Babilônia por sete gerações, enquanto Jeremias 25:11 nos diz que foram 70 anos. "Toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; estas nações servirão ao rei da Babilônia setenta anos."

É óbvio que os livros apócrifos têm sérios problemas. De magia e salvação por obras até dinheiro sendo oferecido pelos pecados dos mortos, e fatos históricos claramente incorretos, eles estão cheios de ensinamentos falsos e não bíblicos. Eles não são inspirados por Deus. Da mesma forma, a Igreja Católica Romana, que declaro que os livros apócrifos são inspirados, também não é inspirada por Deus. Isso mostra que a Igreja Católica Romana não é o meio pelo qual Deus está comunicando sua verdade ao seu povo, que o Magistério errou muito, e que a Igreja Católica Romana está cheia de tradições falsas de homens, ao invés da verdade absoluta de Deus.




Fonte: CARM.org








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