Evidências da ressurreição de Cristo


O apologista William Lane Craig aponta três grandes evidências da ressurreição de Cristo.

Primeira evidência: o túmulo vazio. A história da ressurreição de Cristo não teria durado um minuto se o corpo de Jesus estivesse na tumba. Contudo, há grandes evidências que comprovam o fato de que o túmulo de Jesus ficou vazio.

a) A credibilidade da história do enterro de Jesus. Existe ênfase no Novo Testamento no sepultamento de Cristo. Paulo escreveu em 1Coríntios 15.3-5: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultados e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois ais Doze”. No período em que esse texto foi escrito, como as testemunhas de Jerusalém estavam vivas, elas poderiam desmentir Paulo afirmando que não houve sepultamento de Jesus. Contudo, isso não ocorreu. Além disso, não havia tempo suficiente para que uma lenda a respeito do sepultamento de Cristo tivesse surgido e sido aceita por todos.

O próprio Paulo esteve por duas semanas em Jerusalém (Gl 1.18) e lá pode confirmar o fato de que todos sabiam que Jesus foi sepultado. Outro ponto importante é considerar a figura de José de Arimatéia. Nenhum acadêmico de nosso tempo afirma que José é uma invenção dos primeiros cristãos, sobretudo por se afirmar que ele era um membro do Sinédrio, fato que poderia ser facilmente desmentido. Além disso, até mesmo detalhes incidentais que os evangelhos fornecem sobre José corroboram sua existência histórica. As narrativas afirmam que ele era rico (o que justifica o tipo de túmulo) e que ele era de Arimatéia (um lugar sem nenhuma importância e simbolismo na Bíblia).

b) O túmulo vazio foi descoberto por mulheres. Dado o relativo baixo status que as mulheres ocupavam na sociedade judaica e sua pequena qualificação para servir como testemunha legal, é surpreendente o fato de que foram mulheres que descobriram o túmulo vazio. Se, de fato, não fossem mulheres que tivessem descoberto o túmulo vazio, por que a igreja afirmaria isso e humilharia seus líderes afirmando que esses permaneceram escondidos em Jerusalém como covardes? Além disso, os nomes das mulheres citadas eram conhecidos por toda a igreja primitiva e seria muito fácil desmenti-las caso elas não tivesses visto o túmulo vazio primeiro.

c) A investigação que Pedro e João fizeram do túmulo vazio é historicamente provável. A visita dos discípulos à tumba vazia é extremamente plausível porque eles estavam em Jerusalém.

d) Seria impossível para os discípulos anunciarem a ressurreição em Jerusalém se a tumba não estivesse vazia. O túmulo vazio é a condição sine qua non do anúncio da ressurreição de Cristo. A pregação dos discípulos não duraria um minuto se o corpo de Jesus estivesse sepultado.

e) Os próprios opositores do cristianismo não negaram o fato do túmulo vazio. Os judeus opositores à fé cristã em nenhum momento negaram que o túmulo estivesse vazio, pelo contrário, acusaram os discípulos de terem roubado o corpo de Jesus. Essa é uma evidência muito persuasiva de que o túmulo estava vazio.

f) O fato de que o túmulo de Jesus não foi venerado indica que ele estava vazio. Os judeus veneravam e preservavam os túmulos dos profetas e homens santos. Essa veneração era aspecto importante na religião judaica. Contudo não existe o mínimo vestígio de que o túmulo de Jesus foi venerado. A razão para isso é que ele estava vazio.

Somadas, tais evidências são um forte argumento para comprovar o história de que o túmulo de Jesus estava vazio.

Segunda evidência: as aparições de Jesus ressuscitado. Há grande comprovação histórica de que Jesus foi visto depois de morto por várias pessoas. Em 1Coríntios 15.3-5 Paulo afirma que Jesus apareceu a Pedro e aos demais discípulos, e prossegue dizendo: “Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo” (1Co 15.6-8). Essas informações de Paulo foram escritas muito próximas aos eventos e, por isso, não podem ser lendas. A maioria das quinhentas pessoas que viram Jesus ressurreto poderia ser questionada para comprovar a história.

Terceira evidência: a origem da crença dos discípulos na ressurreição de Jesus. Por que os discípulos acreditariam que Jesus ressuscitou se de fato ele não tivesse ressuscitado? Não há explicação satisfatória para essa pergunta a não ser admitir que Jesus realmente ressuscitou dentre os mortos. È importante notar que os judeus acreditavam na ressurreição, como comprovam os textos de Isaías 26.19, Ezequiel 37 e Daniel 12.2. Contudo, eles acreditavam que a ressurreição seria no fim do mundo e não no meio da história, e também que a ressurreição seria para todas as pessoas e não para um indivíduo isolado. Portanto, os discípulos de Jesus só poderiam crer na ressurreição de Jesus e morrer afirmando que o viram depois da morte, se verdadeiramente Jesus tivesse ressuscitado e aparecido para eles. É um contra-senso afirmar que alguém morre por algo que sabe ser uma mentira. [1]

Nota

[1] CRAIG, Willian L. Did Jesus rise from the death? In: WILKINS, Michael J.; MORELAND, J.P. Jesus under fire. Grand Rapids, Michigan: Zodervan, 1995, p.141-176


Davi Lago
do NAPEC para o INPR Brasil




Trigueirinho e a Comunidade Figueira


Confesso que a primeira vez que tomei conhecimento de Trigueirinho e suas comunidades alternativas foi em setembro de 2004, quando de uma de nossas visitas a uma livraria em São Paulo. Havia depositado em uma mesa diversas cópias do boletim informativo Sinais de Figueira, que trazia em suas páginas inúmeros artigos e uma entrevista com Trigueirinho. Com apurada curiosidade e espírito crítico apanhamos um exemplar e nos dirigimos a uma área de leitura disponível para clientes da loja. Após analisar minuciosamente todas as páginas e verbetes do jornal, fiquei particularmente abismado com tamanha ignorância expressa em tão poucas palavras. Desde então passamos a investigar a vida de Trigueirinho e suas profecias “mirabolantes”.

Quem foi Trigueirinho

Concordo com Jimmy John que a força de uma organização esta em seu fundador. José Hipólito Trigueirinho Netto, paulista, nascido em 1931, e autor de 76 livros e mais de 1.400 CDs gravados ao vivo, é o fundador de uma comunidade dita “Complexo de Figueira”. Segundo uma biografia divulgada pela SPEC (Sociedade para Pesquisa e Expansão da Consciência), o pouco que se sabe de Trigueirinho antes de iniciar a carreira de “escritor” e líder espiritual, é que ele foi gerente do ramo hoteleiro, radialista, dono de restaurante e cineasta. Neste último quesito, Trigueirinho ficou conhecido no Brasil e no exterior pelo documentário “Bahia de Todos os Santos” (1960), no qual retrata o quotidiano de um grupo de marginais nas ruas de Salvador.

Como parte de sua busca interior, Trigueirinho viajou por vários países, conhecendo e interagindo com inúmeros mestres e instrutores ligados a diversas tradições místicas. A experiência mais “importante” – revelaria o próprio Trigueirinho mais tarde – ocorreu quando de sua visita ao vale de ERKS, na Argentina. Vejamos o que diz um verbete publicado pelo complexo Figueira, na página oficial da organização.

“A história de Trigueirinho inclui a experiência que é chamada de transmutação ou troca de alma, experiência acenada também nas obras de H. P. Blavastsky, Rudolf Steiner e Alice A. Bailey. Por meio da transmutação, o Ser Interno de uma pessoa pode deixar seu corpo para que outro Ser Interno venha assumi-lo. Mas a história de Trigueirinho difere da maioria das trocas de alma conhecidas, uma vez que ele, depois de já ser um instrutor espiritual, contatou um membro encarnado da Hierarquia que o convidou a servir do modo como agora faz. Acompanhou Trigueirinho até o vale de ERKS, na Argentina, onde permaneceram enquanto ocorriam as mudanças necessárias. Nível após nível a natureza de Trigueirinho foi purificada e realinhada energicamente para que a nova consciência que estava transmutando em seus corpos pudesse levar adiante não só trabalhos públicos, através de palestras e encontros, mas também a manifestação de novos livros, bem diferentes dos que Trigueirinho havia escrito até então”.

Em uma outra biografia divulgada pela SPEC encontramos o seguinte relato:

“Durante o período de sua estada em solo Argentino, por ocasião de conferências naquele país, Trigueirinho estabeleceu contato com um ser que mudaria os rumos da sua vida e do seu trabalho dali por diante. Uma breve narrativa deste encontro pode ser lida em seu livro “ERKS – mundo interno”. Este ser, conhecido por Sarumah, assumia a aparência de um famoso médico de Buenos Aires de origem grega conhecido como Angel Accoglanis (morto em 1989 em circunstâncias misteriosas). Internamente, Sarumah apresentava-se como um mestre de origem extraterrestre, mensageiro da cidade intraterrena de ERKS. No mundo material, esta cidade metafísica se projetaria visivelmente em determinadas ocasiões nos arredores de Capilla Del Monte, na província de Córdoba. Sarumah/ Accoglanis costumava levar pessoas e grupos para contatos e cerimônias noturnas com as entidades ligadas a ERKS em certas áreas de Capilla. Na qualidade de representante de ERKS, e por consequência dos Seres Cósmicos que lá habitavam. Sarumah propôs a Trigueirinho assumir uma nova e desafiadora missão espiritual em sua vida. Sentindo-se autoconvocado, Trigueirinho aceitou a incumbência. Como parte de sua preparação e compromisso, Trigueirinho foi formalmente “iniciado” em cerimônia noturna conduzida por Sarumah no vale de ERKS (descrita no livro “Sinais de Contato”).

Ainda segundo a SPEC, Trigueirinho passou a divulgar uma série de informações vitais para o futuro do mundo, relacionadas com a transição planetária rumo a um novo patamar consciencial e vibratório. Estas informações constavam de uma espécie de dossiê entregue por Sarumah a Trigueirinho, com farta documentação e fotos, cujo conteúdo seria diluído por este ao longo de diversas publicações suas, em especial na trilogia “ERKS – mundo interno”, “Miz Tli Tlan-um mundo que desperta” e “Aurora-Essência Cósmica Curadora”. De posse deste novo material, Trigueirinho passou a proferir conferências no Brasil e Argentina numa linha radicalmente diferente das que havia ministrado até então. A reverenciada Fraternidade de Shamballa da primeira fase do seu ensinamento daria lugar à Fraternidade de Miz Tli Tlan de Trigueirinho da nova etapa. Novo código genético, civilizações extraterrestres e intraterrenas, abertura do consciente direito, polaridade feminina, transmutação, transmigração, passaram a ser alguns dos temas dominantes.

Comunidades Alternativas

Antes de Figueira – que veremos adiante e com mais detalhes – Trigueirinho fundou nos anos 80 a “Comunidade de Nazaré”, também conhecida como “Centro de Nazaré” ou simplesmente “Nazaré”. A Comunidade de Nazaré foi instalada no município de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, em um terreno doado por um dos adeptos. A Sociedade para Pesquisa e Expansão da Consciência afirma que para a futura estruturação da Comunidade de Nazaré, foi fundamental a viagem que Trigueirinho fez à Fundação Findhorn, na Escócia, na qual entrou em contato com o seu “bem-sucedido” modelo de organização. Ainda nessa ocasião, Trigueirinho conheceu Sara Marriott, antiga residente de Findhorn, com quem posteriormente partilharia uma parceria espiritual. A convite de Trigueirinho, Sara veio ao Brasil e passou um mês em contato com o grupo por ele coordenado.

Em 1983, Sara decidi deixar Findhorn e se mudar definitivamente para Nazaré. Após a saída de Trigueirinho para fundar uma nova comunidade, alguns integrantes de Nazaré acompanharam Trigueirinho em seu novo empreendimento, enquanto outros decidiram permanecer fiéis à proposta comunitária de Nazaré sob a orientação espiritual de Sara. Após ter a sua saúde gradualmente enfraquecida nos meses antecedentes, Sara vem a falecer aos 95 anos de idade nos Estados Unidos, em 2 de novembro de 2000. A Comunidade de Nazaré ainda existe e realiza atividades e estudos regulares, agora sob a condução de um conselho gestor.

Figueira

O texto a seguir é parte de um artigo publicado no site anjo-dourado, e que se intitula “Trajetória de um Espiritualista brasileiro”.

O Complexo Figueira surgiu após a saída de Trigueirinho de Nazaré. Localizada na área rural da cidade mineira de Carmo da Cachoeira (sul de Minas Gerais, nas proximidades de Varginha), transformou-se ao longo dos anos em um gigantesco complexo sempre em expansão. Figueira é composta por diversas fazendas relativamente próximas umas das outras, por casas e extensões ou núcleos por São Paulo e Belo Horizonte. Nestes anos todos, passaram por Figueira milhares de pessoas, prévia e “rigorosamente” selecionadas mediante questionários e entrevistas feitas por colaboradores da comunidade espalhados por diversas regiões do Brasil. A comunidade é habitada por um núcleo de dezenas de residentes fixos, e por um número variável de hóspedes que passam períodos mais ou menos determinados nas suas dependências.

Nas construções e áreas comuns da comunidade, cultiva-se uma vida de trabalho, silêncio, oração e estudos místicos, estabelecida sob um ritmo altamente regrado e nutrida por uma alimentação vegetariana estrita. As atividades comunais realizadas em Figueira, em geral se iniciam diariamente nas primeiras horas da manhã e se estendem pelo resto do dia, alternando trabalho com intervalos de repouso e com palestras regulares de Trigueirinho e demais colaboradores próximos.

Doutrinas pregadas por Trigueirinho

a) A origem da humanidade

Trigueirinho define da seguinte maneira a origem da humanidade:

“A primeira raça não esta registrada nos anais da história; originou-se da fusão de uma raça inteligente, vinda de certo planeta, com outra, rude, vinda de outro. Naquele momento estavam sendo preparados os corpos para os seres humanos que habitariam este planeta e, portanto, tal raça não era física. A segunda raça também não foi física, e por isso ninguém tem noticias dela, já que as pesquisas buscam apenas o que restou de concreto de outros tempos. A terceira raça foi a lemuriana, e a quarta, a atlante.

A chamada “raça ária”, de hoje, só poderá ser chamada realmente de “quinta raça” quando despertardes para as Sete Mônadas. Enquanto o homem não tiver esse conhecimento e as Sete Mônadas não forem consideradas despertas, os ários não poderão usar a denominação de Quinta Raça. Embora estejais na quinta sub-raça dos ários, conforme vos ensinaram no passado, sereis verdadeiramente a Quinta Raça somente quando tiverdes cumprido a tarefa que lhes cabe: quando manifestara a consciência de que sois Sete Mônadas”. [1]

b) Depravação da raça humana

Segundo Trigueirinho, os homens hoje existentes na superfície da terra em grande parte se depravaram, cedendo a forças involutivas. Ora, há um Governo Celeste Central – com seus Conselhos Intergalácticos e Conselhos Interplanetários – que se reuniu e resolveu vir em ajuda aos homens na terra, inaugurando aqui a Quinta Raça da humanidade. Tal ajuda se dará do seguinte modo:

- Serão transportados para fora da terra os homens não resgatáveis, involutivos. Partirão em naves espaciais poderosíssimas. Esses indivíduos serão levados para planetas de pouca evolução, existentes nesta galáxia ou em outras; não voltarão a pisar na terra por muitos milênios.

- Quanto aos homens resgatáveis hoje existentes na terra, serão transferidos para planetas diversos e voltarão à terra logo que esta tenha sido purificada e dotada de novas leis, que farão dela uma espécie de paraíso terrestre; voltarão com um novo código genético implantado em seu ser.

- Animais e plantas também serão evacuados: a fim de se preservarem dos fatos físicos que ocorrerão aqui no mundo de superfície”. [2]

c) A lua

A lua é uma nave-laboratório, utilizada por seres provenientes de galáxias distantes e dotadas de civilização adiantada; eles percorrem mais de 200 anos-luz de distância e fazem parada obrigatória na lua. Seus corpos sutis ou imateriais são, então, preparados para trabalhar na esfera terrestre sem apresentarem algum problema ao chegarem aqui. As naves que esses seres utilizam precisam de se adaptar à energia Ono-Zone atuante na terra, pois cada planeta tem seu código energético. A lua é uma base que serve a todo este sistema solar, e não só à terra. [3]

d) O surgimento de uma nova humanidade

Trigueirinho afirma que logo que terminar a partida dos seres involuidos ou atrasados, a terra será ocupada pelos filhos do Pastor, uma humanidade nova, que com fé aguarda o dia de descer ao nosso planeta. Esses novos homens trazem um profundo desejo de servir; estão em oração, sempre elevados a uma fonte-luz e se acham prontos para o novo ciclo. São dotados de novo código genético, libertos da lei do Karma humano e material. Existem seres superiores andróginos (com bivalência sexual). Constituem a Hierarquia. Entre eles não há matrimônio.

“Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (I Tm 4.1)

NOTAS

1. Quinta Raça, pág. 135, Trigueirinho

2. Ibidem, pág. 144

3. Id. Ibidem, pág. 35


Johnny Bernardo

é pesquisador, escritor, jornalista, colaborador da revista Apologética Cristã, do jornal norteamericano The Christian Post, do NAPEC (Núcleo Apologético Cristão de Pesquisas), palestrante e fundador do INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas). Há mais de dez anos se dedica ao estudo de seitas e heresias, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e seitas do mal.

É também o autor da matéria “Igreja Dividida, as fragmentações do Catolicismo Romano”, publicada no final de 2010 pela Revista Apologética Cristã (M.A.S Editora). Assina também a coluna Giro da Fé da referida revista.

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O mormonismo em poucas palavras


O Mormonismo ensina que Deus era um homem como nós que habitava em outro mundo e que progrediu até tornar-se deus seguindo as leis e ordenanças do deus de seu mundo de origem.

Ele agora governa este mundo, pois alcançou a condição divina. Sendo deus e sua esposa pessoas exaltadas, ou seja, deidades, possuem ambos um corpo físico e geram filhos espirituais que crescem e amadurecem no reino espiritual. O primeiro espírito que nasceu no reino espiritual foi Jesus. Logo em seguida veio Lúcifer e, então, todos nós. O Mormonismo ensina que nós pré-existíamos no reino espiritual, que fomos gerados pela união de deus com sua esposa deusa. Portanto, já existíamos em espírito antes de entrarmos em nossos corpos humanos através do nascimento aqui na Terra. Durante essa "compressão" na forma infantil, a memória de nossa pré-existência foi "velada".

Contudo Elohim, o deus Pai, preocupava-se com a salvação da Terra e resolveu criar, então, um plano de salvação. Jesus concordou com o plano do Pai. Lúcifer se opôs; encheu-se de inveja e se rebelou contra o Pai. Durante sua rebelião, convenceu um grande número de espíritos para juntar-se a ele em sua oposição a Deus. Porém, sendo Deus mais poderoso do que eles, os amaldiçoou, transformando-os em demônios. Desta forma, eles nunca poderão nascer em corpos humanos. (Alguns escritos Mórmons afirmam que Jesus e Lúcifer elaboraram um plano cada um. Deus escolheu o plano de Jesus, incitando a inveja e a rebelião de Lúcifer.

Os demais espíritos permaneceram ao lado de Deus. E porque escolheram o melhor caminho, quando chegar o momento de viverem na terra, terão o privilégio de escolher nascer no local e na raça que estiver à altura das escolhas que fizeram no reino espiritual.

No plano de salvação Mórmon havia a necessidade de um salvador: Jesus. Mas Ele era um espírito e estava no céu. Para que ele nascesse na terra, Brigham Young - o segundo profeta da Igreja Mórmon - afirma que Deus, o Pai, deitou-se com Maria, em vez de deixar que outro homem o fizesse. Disse, que o nascimento do nosso Salvador foi natural como o dos nossos pais. Isso basicamente significa que Brigham Young ensinou que Deus, o Pai, desceu à Terra e teve relações com Maria, sua filha espiritual, para conceber o corpo de Jesus. Ainda que muitos mórmons não cogitem tais pensamentos incestuosos sobre Deus e Maria, até onde sabemos, foi o que Brigham Young ensinou; ensino que a Igreja Mórmon não nega.

E assim Jesus nasceu, casou-se e teve filhos. Ele morreu na cruz e pagou pelos pecados dos homens - mas não pagou somente na cruz. De acordo com o Mormonismo, a obra redentora de Cristo, começou no Jardim do Getsêmani, antes de ir para cruz.

No Mormonismo, homens e mulheres têm a capacidade de se tornarem deuses. O presidente da Igreja Lorenzo Snow uma vez disse: "Como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem poderá vir a ser." Para poder alcançar este estado de divindade, é preciso se tornar primeiramente um bom mórmon: pagar integralmente os 10% de dízimo à Igreja Mórmon, seguir as várias leis e ordenanças da Igreja e, finalmente, ser merecedor. Nesse estágio, receberão uma aprovação do templo, após a qual será permitido ao mórmon entrar em um templo sagrado para cumprir uma série de rituais secretos: batismo dos mortos, casamento celestial e vários outros juramentos sigilosos e votos. Além disso, quatro aperto de mãos secretos são ensinados para que o crente mórmon, ao entrar no terceiro nível do céu mórmon, possa cumprimentar deus de uma forma específica.

Esse ritual celestial tem o propósito de permitir a entrada no nível mais alto do céu.4 Para aqueles que conseguirem chegar ao mais alto dos céus, a divindade é o próximo passo. Então a estes será permitido ter seu próprio planeta e ser deus ou deusa de seu próprio mundo, e assim o sistema mórmon será expandido para outros planetas.




por Matt Slick
do CARM.org para o INPR Brasil







Novas Luzes ou pisca-pisca? (I)


Minha reflexão de hoje será específica. Gostaria de considerar duas passagens utilizadas pelas Testemunhas de Jeová em sua sanha de convencer aos mais incautos de que é válida a constante mudança nos ensinos e procedimentos organizacionais que a Torre de Vigia patrocina por várias gerações.

Segundo reflete a sua história moderna, a experiência das Testemunhas de Jeová tem sido como a descrita em Provérbios 4:18: “A vereda dos justos é como a luz clara que clareia mais e mais até o dia estar firmemente estabelecido.” A luz tem clareado progressivamente, assim como a aurora é seguida pelo nascer do sol e a plena luz de um novo dia. Considerando os assuntos à luz do conhecimento disponível na época, elas tinham às vezes conceitos incompletos, até mesmo inexatos. Por mais que se esforçassem, simplesmente não podiam entender certas profecias até que estas começassem a se cumprir. Ao passo que Jeová tem lançado mais luz sobre a sua Palavra por meio de seu espírito, seus servos têm estado dispostos humildemente a fazer os necessários ajustes.

Uma pesquisa rápida na história das testemunhas demonstra claramente o grande rol de mudanças de ensinamentos sobre questões como saúde (aceitação de vacinas, uso do sangue e de partículas deste, transplantes de órgãos, etc.), morais e costumes (uso de cigarro, uso da barba e cavanhaque, divórcio, práticas sexuais dentro do matrimônio, como a felação), doutrinários (adoração ou não a Jesus, ressurreição de pessoas de Sodoma e Gomorra, “geração que não passará”) e organizacionais (nascimento repentino de um Corpo Governante, como lidar com desassociados e dissociados, fim do estudo de livro de congregação, mudança na distribuição de literatura, etc.). Não tenho a intenção de contar todas as mudanças, mas segundo Fernando Galli, já passam de 315 desde o começo da seita até o ano de 2010!

Então, consideremos: se é uma questão de “luz que brilha mais e mais”, pelo amor de Deus, quando é que esse dia luminoso vai chegar? O povo de Jeová ainda anda nas trevas até hoje? Pelo número de modificações constantes, parece que sim.

A aplicação do texto de Provérbios 4:18 pelo Corpo Governante é tão forçada, tão sem propósito, que cai ante uma análise simples do contexto. Leiamos a passagem desde o seu início textual, como manda a mais simples lógica exegética:

“Não entres na vereda dos iníquos e não te encaminhes diretamente para o caminho dos maus. Evita-o, não passes por ele; aparta-te dele e passa adiante. Pois eles não dormem a menos que façam alguma maldade, e o sono lhes é arrebatado a menos que façam alguém tropeçar. Pois alimentaram-se do pão da iniqüidade e bebem o vinho de atos de violência. Mas a vereda dos justos é como a luz clara que clareia mais e mais até o dia estar firmemente estabelecido. O caminho dos iníquos é como as trevas; não souberam em que têm estado tropeçando” (Provérbios 4:14-19).

Gente! O proverbista está fazendo uma comparação entre o caminho dos iníquos e o caminho dos justos. Entre o modo como deve SE COMPORTAR o justo em contraponto com o iníquo. Diz que a pessoa precisa olhar em qual caminho deve andar. Se for escuro, não vá. Se for uma luz que clareia mais e mais até que o dia esteja firmemente estabelecido, então pode ir neste último. O texto não tem nada a ver com aumento de conhecimento, nem de instrução bíblica, nem nada semelhante. Trata-se de um aconselhamento de conduta!


Cleber Tourinho

ex-testemunha de Jeová, professor, linguista, revisor de textos, orientador em Medotodologia da Pesquisa Científica e está mestrando em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia



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Seitas & Heresias: devemos ou não testemunhar o Evangelho?

O que você tem feito pela evangelização das seitas? Essa é a pergunta que eu faço a mim mesmo todos os dias e por meio da qual convido outras pessoas a refletirem sobre a problemática da fé.

J. Cabral escreveu que a humanidade vive um tremendo caos espiritual. Essa é a mais pura realidade. As seitas e religiões falsas estão por toda parte a procura de mentes ávidas para enganar com falsas promessas de prosperidade, igualdade com Deus, desfrute carnal nos céus, holismo, cura para traumas emocionais etc. É uma avalanche de doutrinas espúrias a dominar a mente e o coração dos incautos. Nem mesmo os salvos estão seguros diante da sedução das religiões. Jesus nos advertiu para que tomássemos cuidado para que ninguém nos engane, pois muitos virão em seu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”, e enganarão a muitos (Mt. 24. 4,5).

Luiz Carlos Ávila escreveu algo que acredito ser uma síntese do que presenciamos hoje no mundo.

“As pessoas sentem-se atraídas pelas ofertas que o misticismo faz (...) O brasileiro, por suas raízes e herança colonial, é de modo geral propenso a crer na influência que exercem em sua vida bruxas, astros, anjos, ondas positivas e magnetismo de pedras e outros amuletos. O crescimento veloz dessas práticas místicas no Brasil segue o modismo que tomou conta do mundo inteiro nos últimos tempos, vendendo milhões de exemplares em livros, filmes e discos que procuram oferecer fórmulas de ocultismo e soluções mágicas para os problemas espirituais, econômicos e sociais”. [1]

O quadro descrito pelo autor reflete de maneira nítida o estado caótico que o mundo se encontra. Seria hipocrisia nossa dizer que a igreja cristã tem dado a devida atenção a essa problemática. Há um certo conformismo por parte de alguns cristãos que acham que as seitas estão longe de mais para serem alcançadas; que devemos evitar o contato com sectários. Foi ao ouvir uma dessas interpretações que uma irmã, cansada de ser incomodada por testemunhas-de-jeová, colocou uma placa na frente de sua casa com os seguintes dizeres:

"Não recebo testemunhas de Jeová. Sou evangélica. Não insista”.

Quando me contaram essa história inicialmente achei engraçada, mas logo passei a refletir: com que frequência isso acontece em nosso meio? Será que Jesus não incluiu os perdidos nas seitas ao delegar a grande comissão de Mateus 28.19? Cheguei à conclusão que embora alguns crentes não sejam iguais à irmã que se recusava receber testemunhas-de-jeová, de uma maneira diferente eles também evitam qualquer contato com sectários. Esse pensamento tem sido em parte estimulado por uma análise equivocada de 2 João 1.10. De acordo com essa passagem, não devemos receber em nossa casa, ou até mesmo saudar, pessoas cuja doutrina não é baseada nas Escrituras Sagradas. Mas será que isso deve ser interpretado literalmente? Como isso se aplica a um sectário?

Walter Martin foi expressivo ao dizer que os adeptos das seitas são almas preciosas, pelas quais Jesus Cristo se sacrificou; que são seres humanos com lar, família, amigos, emoções, problemas, sonhos, temores e frustrações como todos os outros. Eles são especiais apenas no sentido em que se consideram “profundamente religiosos”, e por causa dessa noção são dos mais difíceis de ser alcançados pelo evangelho de Jesus Cristo. Ainda segundo Martin, não há nada na Bíblia que nos exima de nossa responsabilidade como embaixadores de Cristo, e as seitas não constituem uma categoria especial para o evangelismo. [2]

Notas

1. ÁVILA, L.C. O Brasil Místico, o caso Rosacruz, São Paulo – SP: Multiletra, 1995, pág. 17.

2. MARTIN, W. O Império das Seitas, volume II, Belo Horizonte – MG: Editora Betânia, primeira edição, 1992, pág. 195.


Johnny Bernardo

é pesquisador, jornalista, escritor, colaborador da revista Apologética Cristã, do jornal norteamericano The Christian Post, do NAPEC (Núcleo Apologético Cristão de Pesquisas), palestrante e fundador do INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas). Há mais de dez anos se dedica ao estudo de religiões, seitas e heresias, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e seitas do mal.

É também o autor da matéria “Igreja Dividida, as fragmentações do Catolicismo Romano”, publicada no final de 2010 pela Revista Apologética Cristã (M.A.S Editora). Assina também a coluna Giro da Fé da referida revista.

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A verdade sobre Chico Xavier


Natural de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, Francisco Cândido Chavier (1910 – 2002), conhecido como “Chico Xavier”, começou a exercer a função de médium espírita psicógrafo aos 17 anos de idade. É autor de mais de 400 livros, além de inúmeros bilhetes e breves mensagens. A Federação Espírita Brasileira (FEB) apresentou pessoalmente Chico Xavier, com seus livros, por diversas cidades dos Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália e Portugal. Uma das mais destacadas consequências práticas dessas viagens foi a fundação do “Christian Spirit Center”, em Ellon College, Carolina do Norte (EUA).

A Trajetória de um louco

Marcel Souto maior relata que quando começou a ter as primeiras visões, ainda criança, Chico passou a ser chamado de louco pelo próprio pai e por moradores de Pedro Leopoldo. Só sua mãe o entendia, mas morreu cedo, quando Chico tinha apenas 5 anos. Logo depois da morte, ele começou a ver – e ouvir – o espírito da mãe no quintal da madrinha. Era com ela ( o espírito) que Chico desabafava. [1]

O próprio Chico confessou mais tarde com relação a sua iniciação mediúnica:

"Meu pai queria me internar em um sanatório para enfermos mentais (...) Devia ter suas razões; naquela época me visitavam também entidades estranhas perturbadoras." [2]

Que entidades estranhas eram essas que visitavam Chico Xavier? Certamente eram os mesmos demônios que o acompanharam durante toda sua vida, e através dos quais ele foi iniciado no espiritismo. Os espíritos que Chico supostamente dizia ver e ouvir, eram na verdade demônios que assumiam a forma de pessoas mortas. Não é de estranhar, pois o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz (2 Cor. 11.14).

O Cruzeiro

Quando começou a ganhar fama nacional, lá pelos anos de 1940, Chico Xavier foi procurado por um dos repórteres mais implacáveis da época, David Nasser, da revista “O Cruzeiro”. Cansado de ser alvo da desconfiança e da curiosidade dos repórteres, Chico tentou escapar a todo custo, mas foi vencido por um artifício usado por Nasser. O repórter enrolou a língua, começou a falar um francês arrastado e, com a ajuda de seu fotógrafo estrangeiro, Jean Manzon, convenceu Chico de que eles tinham vindo de muito longe, de Paris, só para entrevistá-lo.

Chico decidiu então dar a primeira entrevista internacional de sua vida e foi além. Reclamou do assédio da imprensa e dos visitantes, e pousou para fotos nas situações mais extravagantes. Até dentro de uma banheira ele apareceu em fotos de página inteira na revista “O Cruzeiro”.

Quando a edição chegou às suas mãos, Chico desabou. No meio da crise e do choro, viu seu guia, Emanuel, surgir no quarto:

- Por que você está chorando?- Por quê? É muita humilhação, um vexame..Emanuel encerrou a choradeira com um trocadilho:- Jesus foi para a cruz. Você foi só para Cruzeiro. [3]

Chico foi uma fraude do começo ao fim. Ser entrevistado por um repórter francês seria uma oportunidade unica. A França é o berço do espiritismo moderno, onde Allan Kardec publicou seus primeiros escritos e a partir de onde o espiritismo se alastrou pelo mundo. Ter uma entrevista publicada em Paris seria bom para sua imagem: ele deixaria de ser alvo de críticas no Brasil, e seria reconhecido como médium e santo. Mas no lugar da honra, veio a desonra. O Brasil foi inundado por uma edição da revista “O Cruzeiro”, que trazia estampada na capa uma foto de Chico Xavier dentro de uma banheira numa posição extravagante. Para quem não sabe, Chico Xavier era homossexual e adorava pousar para fotos. Uma atitude estranha para alguém que dizia ser “iluminado pelas forças lá do alto”.

Um bilhete para o além

Marcel Souto Maior nos relata algo inusitado.
“Em 1996, Chico pendurou na porta do quarto um bilhete endereçado aos espíritos.O texto, escrito com letra miúda e trêmula, avisava: naquela noite ele dormia no quarto ao lado, por causa de uma obra na caixa d' água sobre o quarto. Se algum amigo espiritual quisesse fazer uma visita, deveria ficar à vontade. Chico teria muito prazer em recebê-lo no endereço provisório. Amanhã já voltarei ao meu próprio aposento”, comunicou no bilhete, antes de se despedir. [4]

Como diz o pastor Natanael Rinald: quem entende semelhante barafunda? Chico Xavier poderia ser animador de palco, não fosse um médium confuso. Mesmo supondo que um espírito poderia se comunicar com ele, o que aconteceria se um espírito vindo da Europa se deparasse com um bilhete escrito em português? E se fosse um japonês, um árabe ou um africano? Teria Chico um espírito tradutor a sua disposição? Um bilíngue?

A paranóia emocional de Chico chegou a um ponto tão alto que ele não sabia mais distinguir vivos de mortos.

"Na mesma época, uma senhora se aproximou de Chico no Grupo Espírita da Prece e foi cumprimentada por ele com uma pergunta preocupante:

- Desculpe, mas a senhora está viva ou morta?
- Viva, Chico. Graças a Deus - suspirou Chico.

Era comum Chico confundir vivos com mortos e cumprimentar o invisível." [5]

O Médium é desmascarado

Como acontece com todos os falsos profetas, Chico Xavier não passou na análise crítica e cientifica e tornou-se desacreditado do ponto de vista religioso, científico e filosófico. Nada do que ele dizia ver e ouvir foi realmente comprovado, e suas alegações de “humildade”, “despreendimento”, “analfabetismo” e “pobreza” sabe-se não corresponder com a verdade.

Antes que qualquer especialista denunciasse Chico como impostor, ele foi denunciado por Amauri Pena, sobrinho e auxiliar do médium. Ele disse, em entrevista ao Diário de Minas, que “tudo o que ele psicografou foi criado por sua própria imaginação, sem que precisasse de interferência de almas do outro mundo. Resolvi contar toda a verdade por uma questão de consciência. Não denuncio meu tio como homem, mas como médium”. [6]

A resposta veio logo em seguida. Amauri Pena foi ridicularizado e denunciado pelo próprio pai como “alcoólatra” e “doente de alma”. Chico Xavier usou todos os recursos e influência que tinha para calar o sobrinho, alegando não ter qualquer relação com ele e que Pena nunca participou de nenhuma reunião ao lado dele. Mais uma vez o médium faltou com a verdade. Todos sabem que Amauri Pena era auxiliar e homem forte de Chico, sendo na época o indicado para substitui-lo futuramente no trabalho de psicografia.

Mal acabou de se recuperar, o médium sofreu um novo revés. A pedido do repórter Hamilton Ribeiro, Chico Xavier “psicografou” uma mensagem do “espírito” da mãe do sr. João Guignone, presidente da Federação Espírita do Paraná. Acontece que tudo não passou de uma artimanha de Ribeiro – a senhora “comunicante” estava viva em Curitiba. Ribeiro continua:

“Agora vou ler a receita psicografada do pedido que fiz hoje em nome de Pedro de Alcântara Gonçalves, Alameda Barão de Limeira, 1327, ap. 82, São Paulo (...) Na letra inconfundível de Chico, lá esta: Junto dos amigos espirituais que lhe prestam auxílio, buscaremos cooperar espiritualmente ao seu favor. O que pensar disso? Nem a pessoa com aquele nome, nem mesmo o endereço existem. Eu os inventei”. [7]


Referências Bibliográficas

1. As lições de Chico Xavier, Marcel Souto Maior, p. 10, editora Planeta
2. Jornal O Estado de São Paulo, 1986
3. As lições de Chico Xavier, Marcel Souto Maior, p. 21, editora Planeta
4. Ibidem, p. 24
5. Id. Ibidem, p.24
6. Diário de Minas, 20/1/1971
7. Revista Realidade, nov. 1971



Johnny Bernardo

é pesquisador, escritor, jornalista, colaborador da revista Apologética Cristã, do jornal norteamericano The Christian Post, do NAPEC (Núcleo Apologético Cristão de Pesquisas), palestrante e fundador do INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas). Há mais de dez anos se dedica ao estudo de seitas e heresias, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e seitas do mal.

É também o autor da matéria “Igreja Dividida, as fragmentações do Catolicismo Romano”, publicada no final de 2010 pela Revista Apologética Cristã (M.A.S Editora). Assina também a coluna Giro da Fé da referida revista.

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A Abóboda Inexpugnável Mórmon

Chamada por Jimmy Swaggart de "abóboda inexpugnável" (abóboda é uma construção em forma de arco), o empreendimento que custou cerca de 2 milhões de dólares aos cofres mórmons e que localiza-se a 32 quilômetros de Salt Lake City foi construída entre os anos de 1958 e 1963. Com seis aberturas no lado norte do Canyon, escavadas a 600 metros de profundidade, a abóboda dispõe de escritórios, laboratórios de processamento de microfilmes, câmaras de armazenamento de dados, casas de envio e docas.

Depois dos laboratórios, as câmaras são as mais importantes dentre os departamentos do quartel general mórmon. Com cerca de 190 metros de cumprimento cada uma e com portas que pesam 14 toneladas, as seis câmaras são acessadas por uma entrada principal e duas menores e foram projetadas para resistir a uma explosão nuclear. Objetivo? Servir de abrigo para os microfilmes genealógicos e outros registros da igreja.

A preservação e pesquisa genealógica é uma constante no Mormonismo que investe milhões todos os anos. As informações contidas nos microfilmes advêm de pesquisas em bibliotecas, igrejas, órgãos governamentais e se referem ao nascimento, casamento, óbito de inúmeros indivíduos. O processo de preservação dos originais por microfilmes começou em 1930 pela Sociedade Genealógica de Utah, entidade criada pelo Mormonismo em 1894. Em 1940, a tecnologia passou a ser usada em bibliotecas da Inglaterra, Dinamarca, Holanda, País de Gales, Noruega, Itália etc.

Com o crescimento do número de microfilmes produzidos a partir de Utah, que em 1950 chegaram a 100.000 rolos, foi proposta a ideia de construção de um abrigo subterrâneo onde os rolos seriam ao mesmo tempo produzidos e armazenados. Foi assim que, em 1963, foi concluída a construção do bunker. Sessenta e cinco pessoas se revezam na administração do local, realizando tarefas que envolvem duplicação de microfilmes, masterização de impressão e conversão de microfilme para tecnologia digital.




De acordo com a Biblioteca de História da Família e da Sociedade Genealógica de Utah, há em torno de 2,4 milhões de rolos de microfilmes disponíveis nos subterrâneos da montanha. Embora o acesso ao local não seja aberto ao público, a Igreja desenvolveu um sistema em que qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo, possa acessar os arquivos através dos centros de história da família ou por meio da página familysearch.org. No Brasil, o principal centro de pesquisa foi inaugurado em 1984, no bairro do Morumbi (SP). Em Portugal, há em torno de 20.

As genealogias estão no cerne da crença mórmon. Desde que foi estabelecido o batismo pelos mortos (ou batismo por procuração), os mórmons perceberam a necessidade de conhecer seu próprio passado como forma de "salvar" seus ancestrais. No livro "Ensinamentos dos presidentes da Igreja", Heber J. Grant faz o seguinte comentário sobre o trabalho de compilação de genealogias.

"A partir da época da visita de Elias, o profeta, restaurando as chaves que ele possuía e voltando o coração dos filhos aos pais [ver D&C 110.13-15], tem-se observado, no coração das pessoas de todo o mundo, o surgimento de um desejo de aprender sobre seus antepassados.

Os homens e mulheres de todo o mundo têm organizado sociedades, procurado dados de seus antepassados e compilado registros genealógicos de seus familiares. Têm-se gasto milhões de dólares com essa finalidade. Já conversei diversas vezes com homens que despenderam grandes somas para coligir um registro de seus antepassados, e depois de terminarem, quando alguém lhes perguntava o motivo de tal empreitada, eles respondiam: "Não sei; fui impelido por um desejo incontrolável de compilar esse registro e de investir financeiramente nisso. Agora que terminei, não tenho nenhum uso especial para ele". Os santos dos últimos dias dão a esse tipo de dados um valor inestimável.

Oro para que o Senhor nos inspire a todos para que tenhamos maior diligência ao realizarmos com todas as nossas forças os deveres e labores que nos cabem no tocante à obra vicária por nossos antepassados (...) Quando buscamos com sinceridade, ano após anos, conhecer sobre nossos familiares que morreram sem o conhecimento do evangelho, tenho certeza de que o Senhor nos abençoa para que tenhamos êxito". Grant concluiu dizendo que "a salvação dos mortos é um dos propósitos da restauração do evangelho eterno e do restabelecimento da Igreja de Jesus Cristo nesta época".

De acordo com Mario Silva, diretor responsável pela coleta das informações genealógicas na região que abrange Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, "na doutrina da Igreja, os relacionamentos familiares são eternos, não acabam com a morte. Daí a importância de as pessoas conhecerem a fundo a origem de suas famílias".


Johnny Bernardo

é pesquisador, escritor, jornalista, colaborador da revista Apologética Cristã, do jornal norteamericano The Christian Post, do NAPEC (Núcleo Apologético Cristão de Pesquisas), palestrante e fundador do INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas). Há mais de dez anos se dedica ao estudo de seitas e heresias, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e seitas do mal.

É também o autor da matéria “Igreja Dividida, as fragmentações do Catolicismo Romano”, publicada no final de 2010 pela Revista Apologética Cristã (M.A.S Editora). Assina também a coluna Giro da Fé da referida revista.

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Entrevista com F. Fernandes, autor de Em Busca de Vera Cruz

F. Fernandes é Engenheiro Mecânico, especialista em Cavaleiros Templários e autor de Em Busca da Vera Cruz. Nesta entrevista o autor fala sobre o livro e assuntos relacionados às cruzadas católicas.

INPR Brasil - Você é católico?

F. Fernandes - Tecnicamente sim, pois fui batizado na Igreja Católica Apostólica Romana, mas não sou praticante.

INPR Brasil - Qual é o seu escritor preferido?

F. Fernandes - Não tenho um autor preferido, mas os autores que me inspiram são Umberto Eco, Ken Follet, Bernard Cornwell e Agatha Christie.

INPR Brasil - Como você se define?

F. Fernandes - Costumo dizer que sou um Engenheiro muito Humano. Sou formado em Engenharia Mecânica, mas sempre fui louco por história e por leitura. Acho que essas características contribuíram muito para que eu chegasse a escrever o livro Em Busca da Vera Cruz, a saga de um templário.

INPR Brasil - Quando começou o seu interesse pelos Templários?

F. Fernandes - Para ser preciso, foi em 1999. Naquela época eu era sócio do Círculo do Livro e certo dia eu vi que eles estavam vendendo o livro Templários: Os cavaleiros de Deus, de Edward Burman. Comprei e me encantei com a história desses cavaleiros e o mistério que sempre envolveu sua história. Daí então eu fui me embrenhando cada vez mais nos livros ligados aos Templários.

INPR Brasil - Do que trata o livro Em Busca da Vera Cruz?

F. Fernandes - É um romance que se passa em meio a Terceira Cruzada. A Terceira Cruzada acontece historicamente logo após a perda de Jerusalém para o sultão Saladino. Eu tenho como mote do romance a recuperação da Vera Cruz tomada pelos sarracenos na batalha de Hattin, fato também histórico. Todavia, eu aproveitei este mote para romancear uma aventura onde Elísio, um cavaleiro templário, juntamente com dois companheiros se aventuram pelos desertos da Palestina para recuperar a cruz para a cristandade. Neste ínterim acontecem muitas aventuras, inclusive o romance proibido de um templário com uma sarracena.

INPR Brasil - Quanto tempo você levou para escrever o livro?

F. Fernandes - Acho que comecei a escrever este livro há quase dez anos, desde o momento em que tomei contato com a história dos templários, mas resolvi começar o meu projeto de livro há cerca de três anos. Vamos considerar então que para escrever, pesquisar e lançar o livro foram três anos.

INPR Brasil - Você pretende escrever um novo livro sobre o assunto?

F. Fernandes - Certamente. Tenho uma ideia de fazer a continuação do livro Em Busca da Vera Cruz, a saga de um templário, mas quero primeiro ver os frutos desse projeto antes de continuar outro.

INPR Brasil - O que foram as Cruzadas?

F. Fernandes - A definição mais simples e direta que encontrei para as Cruzadas foi no site www.discoverynaescola.com. Lá as Cruzadas são definidas da seguinte forma: Campanhas militares que tiveram lugar entre os séculos XI e XIII contra os muçulmanos para a reconquista da Terra Santa?

Em teoria, as Cruzadas foram instituídas para recuperar o Santo Sepulcro que estava nas mãos dos islâmicos que profanavam o lugar sagrado onde viveu Jesus. Na prática foi um movimento de fundo econômico-social. O sistema feudal na Europa estava em colapso e havia uma necessidade urgente de expansão das terras, que eram limitadas devido ao feudalismo. Assim os descendentes dos senhores feudais viram uma ótima oportunidade com a conquista do Oriente Médio, posto que, por acordo, os cruzados poderiam tomar posse das riquezas daqueles que eles combatiam.

Como eu escrevi em meu site embuscadaveracruz.com.br, as cruzadas foram menos românticas do que vemos nos filmes. Relatos informam que após a conquista de Jerusalém pelos Cruzados, em alguns pontos da cidade a quantidade de sangue nas ruas chegava até os tornozelos.

Segundo a tradição são consideradas nove Cruzadas sendo a primeira em 1096 e a última em 1272.

INPR Brasil - Qual foi a importância da Terceira Cruzada na composição de seu livro?

F. Fernandes - Foi fundamental. A Terceira Cruzada, ou Cruzada dos Reis, foi liderada pelos reis da Inglaterra Ricardo Coração-de-Leão (o mesmo das histórias de Robin Hood), pelo rei da França Felipe Augusto e pelo imperador do Império Romano-Germânico Frederico Barba Ruiva.

Esta cruzada foi organizada após a perda de Jerusalém para o sultão Saladino. Ele conseguira fazer o que muitos líderes islâmicos não haviam conseguido e reuniu um exército muito poderoso. Quase todas as cidades que estavam há mais de oitenta anos nas mãos dos cristãos (desde a conquista de Jerusalém em 1099 quando fora instituído o Reino Latino de Jerusalém) foram conquistadas.

Nesse processo de conquista das cidades cristãs houve uma batalha decisiva para as pretensões dos cristãos: a batalha de Hattin. Depois de cometerem muitos erros os cristãos foram derrotados pelas tropas sarracenas e a Vera Cruz, que sempre liderava os exércitos cristãos nas batalhas (eles nunca tinham perdido uma batalha quando tinham na sua frente a Vera Cruz) forma capturada por Saladino. Esta é a deixa para o meu livro, que a partir de fatos reais foi romanceado.

INPR Brasil - Você acredita que os templários estiveram no Brasil?

F. Fernandes - Esta resposta você pode encontrar em meu livro. Não vou estragar a surpresa, não é?

INPR Brasil - Como você define o escritor português Pedro Silva?

F. Fernandes - Pedro Silva influenciou muito na formação de minha obra. Sempre quis escrever um personagem de origem lusitana para formar o meu personagem principal, mas a literatura sobre os Templários em Portugal é muito escassa. Depois de bastante pesquisar encontrei o livro Templários em Portugal: a verdadeira história, onde pude seguir passo a passo os caminhos dos Cavaleiros do Templo na terra de Camões. Pedro Silva é bastante direto e assertivo e como um bom historiador, passa as informações tecnicamente e sem deixar levar-se por paixões o ideias pré-concebidas.

INPR Brasil - Faça um resumo do livro Em Busca da Vera Cruz

F. Fernandes - A Terceira Cruzada esta em pleno curso. A cidade de Acre acaba de ser conquistada pelas tropas de Ricardo Coração-de-Leão, rei da Inglaterra e de Felipe Augusto, rei da França. O rei da Inglaterra tenta negociar um acordo com Saladino, sultão da Palestina, promovendo a troca dos prisioneiros sarracenos pela Vera Cruz, relíquia que contém pedaços de madeira da cruz onde Jesus Cristo foi crucificado. O acordo é quebrado e o rei Ricardo manda decapitar todos os seus prisioneiros. Em represália, Saladino manda esconder a Vera Cruz. Em meio a esta disputa entra em cena o cavaleiro Templário Elísio de Lamego que com seus companheiros, o sargento Templário Edward de York e o sarraceno da seita dos Assassinos Yusuf ibn Rashid, é designado para recuperar a sagrada relíquia cristã.

Em sua jornada para a recuperação da relíquia, Elísio conhece a aventura, a traição, a disputa com a Ordem dos Hospitalários além de se apaixonar por uma sarracena e toda a missão poderá vir água abaixo.



Johnny Bernardo
do INPR Brasil




É evangélica a Igreja Sinos de Belém?

A Igreja Sinos de Belém é uma das poucas igrejas cuja história não é plenamente conhecida. Seita? Movimento Contraditório? Igreja Evangélica? São perguntas cujas respostas podem variar de acordo com o ponto de vista de cada leitor ou estudioso da religião. O uso do véu, a batina, a quipá (pequeno chapéu em forma de circunferência), o celibato etc., são aspectos que chamam atenção e que despertam a curiosidade sobre que tipo de igreja é o Sinos de Belém. Há quem acuse o SBMP (Sinos de Belém Missão das Primícias) de ser um meio caminho entre o catolicismo e a Congregação Cristã no Brasil.

Fundada em 1/6/1971, no bairro do Cambuci (SP), pelo missionário Josias J. Souza, o SBMP possui 200 templos espalhados por dez estados da Federação – o número de adeptos não é revelado. No interior de SP funciona, em uma área de 30 alqueires, o “Monte Santo”- uma espécie de local sagrado do SBMP que conta com uma igreja, trilhas e até mesmo um poço chamado pelos adeptos de “Tanque de Betesda” onde são realizados batismos. Em um vídeo promocional, o baiano Josias J. Souza compara o “Monte Santo” ao solo sagrado dos messiânicos (referência ao Solo Sagrado de Guarapiranga, protótipo do paraíso terrestre idealizado pelo fundador da Igreja Messiânica Mundial, Mokiti Okada).

Apesar da desconfiança de alguns pesquisadores, o SBMP se diz uma igreja evangélica, que possui um credo e uma liturgia semelhante às demais igrejas evangélicas – com exceção, talvez, da doutrina das primícias e da mistura de costumes, que envolve elementos do Catolicismo, Judaísmo e da Congregação Cristã no Brasil. No site oficial, a SBMP relaciona a falta de conhecimento do ministério como uma das causas da perseguição movida contra a doutrina das primícias.

“Pela falta de conhecimento ao nosso respeito, sofremos ao longo dos anos, algumas perseguições causadas por uma interpretação errada sobre a forma que conduzimos a obra de Deus. Embora o nosso dogma nos distinga de seitas, o fato de obtermos uma congregação de celibatários, carinhosamente classificados como “PRIMÍCIAS”, trás a discordância de alguns que têm o casamento como um mandamento imperativo em suas igrejas e, desprovidos de fé, não aceitam ou não crêem ser possível ao homem abster-se de relacionamento conjugal.”

A doutrina das primícias compreende uma defesa do celibato como parte da vivência cristã. A Igreja Sinos de Belém se diz possuidora do “verdadeiro celibato” – em uma oposição ao Catolicismo Romano, que desde 1074 proíbe o casamento aos sacerdotes. Apesar de sua defesa do celibato, nem todos os membros do ministério do SBMP são celibatários. A missão é restrita a uns poucos membros, como mensageiros, reverendas e evangelistas. Aos demais integrantes do ministério é dada a opção de se casar, como cooperadores, diáconos, presbíteros e pastores.

As primícias, da qual participam homens e mulheres, atuam como um grupo paralelo no SBMP. A vestimenta é caracterizada por um avental branco (no caso dos homens) e um avental branco acompanhado de um véu também branco (no caso das mulheres). Nos cultos, atuam na ministração de louvores, pregação e oração pelos membros.

Apesar do SBMP se dizer uma igreja evangélica e possuir um credo doutrinário compatível com a ortodoxia cristã, como a crença na divindade de Cristo e o arrebatamento da Igreja, a ênfase dada ao celibato, o sincretismo de costumes e o uso de uma liturgia extravagante e por vezes estranha ao praticado pelas igrejas evangélicas tradicionais, gera suspeita e coloca os pesquisadores em alerta sobre que tipo de igreja é o SBMP e os rumos que ela poderá tomar nos próximos anos.


Johnny Bernardo

é pesquisador, escritor, jornalista, colaborador da revista Apologética Cristã, do jornal norteamericano The Christian Post, do NAPEC (Núcleo Apologético Cristão de Pesquisas) e fundador do INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas). Há mais de dez anos se dedica ao estudo de seitas e heresias, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e seitas do mal.

É também o autor da matéria “Igreja Dividida, as fragmentações do Catolicismo Romano”, publicada no final de 2010 pela Revista Apologética Cristã (M.A.S Editora). Assina também a coluna Giro da Fé da referida revista.

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O Brasil será uma nação evangélica?

 

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