Reclamantes: Os analistas do caos

Dentre os diversos comportamentos decorrentes das mudanças no mundo pós moderno, encontra-se uma classe de pensadores que cresce assustadoramente – são os críticos ou analistas do “caos”.

É verdade que o diagnóstico e apontamento dos problemas são importantes dentro de qualquer resolução prática. Mas somente a crítica pela crítica não possui qualquer poder transformador.
Do que adiantaria, por exemplo, um médico identificar sistematicamente um câncer, apontando minuciosamente os seus agravamentos e não indicar o tratamento e solução para a cura? Percebo que cada vez mais surgem os diagnosticadores dos problemas, com suas teses, reflexões, compêndios e bibliotecas do caos, enquanto é raríssima a presença dos executores do bem, da justiça e da verdade.

Como disse, a identificação do problema é primordial no processo da restauração, mas estagnar-se apenas na analise da ferida, apenas aprofundará cada vez mais o espanto, o terror e o medo.
De nada adiantaria o profeta Elias analisar a corrupção de Israel, refletir sobre o altar quebrado ou teologizar o contexto social de sua época, senão restaurasse o altar, orasse a Deus e confrontasse a injustiça, o pecado e o engano.

É fato que a Igreja, o mundo e a humanidade estão passando por momentos críticos, de modo que, mais importante do que as análises e reflexões é a necessidade de pessoas que orem como Elias para que a glória de Deus transforme a nação, precisamos neste momento de Simãos (cirineu) para ajudar o próximo a carregar a sua cruz, necessitamos menos de doutores da lei e mais pessoas que destelhem telhados para descer o doente em direção a cura. Precisamos de mais ação e menos teorias.

Analises sem atitudes tem um único poder de transformação – converter o potencial humano em hipocrisia e insensibilidade. O que é válido nesta hora é a análise de uma única pergunta? O que estamos fazendo para mudar esta situação?



Samuel Torralbo
é escritor, ministro do Evangelho, autor da obra "Em Defesa da Igreja" (Ed. Pathos)
e colunista do INPR Brasil







Qual é a melhor maneira para evangelizar um sectário?

A coisa mais importante que nós podemos fazer por aqueles que estão envolvidos em seitas ou falsas religiões é orar por eles. Nós devemos orar pedindo que Deus mude os seus corações e abra os seus olhos (2 Coríntios 4:4). Nós devemos orar pedindo que Deus convença-os da sua necessidade de salvação através de Jesus Cristo (João 3:16). Sem o poder de Deus e a convicção do Espírito Santo, jamais teremos sucesso em convencer alguém sobre a verdade (João 16:7-11).

Nós também devemos viver uma reta vida cristã na frente deles, para que eles vejam a mudança que Deus realizou nas nossas próprias vidas (1 Pedro 3:1-2). Nós devemos orar pedindo sabedoria para sabermos como iremos ministrar a eles de forma poderosa (Tiago 1:5). Depois de tudo isso, devemos estar dispostos e à vontade no nosso compartilhar do Evangelho.

Nós devemos proclamar a mensagem da salvação através de Jesus Cristo (Romanos 10:9-10). Nós devemos sempre estar preparados para defender a nossa fé (1 Pedro 3:15), mas devemos fazê-lo de forma gentil e respeitosa. Eu tive um encontro com alguns membros de uma seita certa vez, e um amigo que estava comigo proclamou a verdade, porém ele não o vez de forma gentil e respeitosa. De fato, os membros da seita eram muito mais “como Cristo” nas suas atitudes e maneiras do que o meu amigo. Nós poderíamos ter ganho a batalha pela verdade, mas nós perdemos a guerra pelas almas daqueles que nós buscávamos alcançar.

Finalmente, nós devemos deixar para Deus a salvação daqueles a quem testemunhamos. É o poder e a graça de Deus que salva as pessoas, não os nossos esforços. Mesmo que seja bom e sábio estar preparado para apresentar uma defesa vigorosa e ter conhecimento sobre as falsas crenças com as quais nos confrontamos - nenhuma dessas coisas irá resultar na conversão daqueles que estão presos nas mentiras das seitas e das falsas religiões. O melhor e o máximo que nós podemos fazer é orar por essas pessoas, testemunhar a elas e viver uma vida cristã na frente delas – confiando que o Espírito Santo irá fazer o trabalho de chamá-las, convencê-las e convertê-las.





Apologética: A Verdadeira Defesa da Fé

Defino Apologética como “a arte de defender a fé dentro do princípio do mandamento de preservação da Palavra de Deus das contaminações do mundo.” O termo tem origem na palavra grega apologia que significa “apresentar a razão” ou “defesa”. Roque M. Andrade em seu livro

“A superioridade da Religião Cristã” – ed. Juerp, pág. 69, afirma: “A apologética vem a ser o conjunto de noções pelas quais se pode empenhar alguém na tarefa de articular qualquer defesa racional”.

E continua: “O cristianismo sempre contou com excelentes apologistas, principalmente no decurso dos primeiros séculos desde seu surgimento na história universal”.

Sim, o cristianismo resistiu às fortes perseguições doutrinárias por parte das seitas porque usou de forma correta e coerente a defesa da fé. A reforma protestante é um grande exemplo, sua base foi a apologética. Costumo dizer para os alunos das faculdades e seminários de ensino teológico que, a base da apologética não é o conhecimento teológico, mas a exposição desse conhecimento. Não basta apenas ter o conhecimento, é preciso saber apresentar tal conhecimento. Defender a fé é oferecer respostas fieis e seguras a todas as pessoas que buscam a Verdade. Assim escreveu Pedro:

“Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós, Tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo” . 1ª Pe. 3.15,16.

O versículo manda estarmos prontos. Talvez, jamais encontraremos alguém que faça perguntas difíceis sobre nossa fé; mesmo assim devemos estar prontos para responder caso alguém pergunte. Estar pronto não é só uma questão de ter a informação correta á disposição, é verdade também a atitude de prontidão e vontade de compartilhar a verdade sobre o que acreditamos.

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos, Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo”. 1ª Pe. 3,4

Tipos de Apologética

A apologética é um campo amplo e por isso possui cinco classificações: apologética clássica, evidencial, experimental, histórica e pressuposicional. Cada classe busca a melhor maneira de fazer sua defesa da fé. Todas seguem uma linha em harmonia com sua pregação ora literária ora verbal. A apologética sempre teve famosos cristãos desde a era primitiva, devido sua maneira de propagar a fé destruindo todo tipo de argumento contrário á Palavra de Deus, mesmo em meio as perseguições.

Apologética Clássica: A apologética clássica enfatiza argumentos a favor da existência de Deus. Vale-se do argumento teísta para estabelecer a Verdade do teísmo à parte do apelo à revelação especial. O passo inicial da apologética clássica é de chegar à conclusão lógica de que, se o Deus do teísmo existe, milagres são possíveis; na verdade o maior milagre, a criação, é possível. A credibilidade dos milagres é essencial ao próximo passo na apologética clássica.

Apologética Evidencial: A apologética evidencial enfatiza a necessidade da prova para apoiar as afirmações das verdades cristã. A evidência pode ser racional, histórica, arqueológica, e até experimental.

Apologética Experimental: É a experiência como evidência da fé cristã. Alguns apelam à experiência religiosa em geral. Outros à experiências religiosas especiais. O valor da experiência religiosa geral é de valor limitado para a apologética exclusivamente cristã. Na melhor das hipóteses, a experiência geral estabelece a credibilidade da crença em algum tipo de ser supremo (não necessariamente o Deus teísta). No entanto, as provas da experiência religiosa têm sido oferecidas por cristãos e outros. Experiências gerais estão disponível a todos.

Apologética Histórica: A apologética histórica enfatiza a evidência histórica como base para demonstração da veracidade do cristianismo. Esses apologistas acreditam que mesmo a existência de Deus pode ser provada apenas pela evidência histórica. Por um lado a apologética histórica pertence à classe mais ampla da apologética comprobatória, mas é diferente por que enfatiza a importância, até mesmo a necessidade de começar com o registro histórico.

Apologética Pressuposicional: A apologética pressuposicional afirma que é preciso defender o cristianismo a partir do alicerce de certas pressuposições. Geralmente o apologista desta escola de apologética pressupões a verdade básica do cristianismo e depois continua demonstrando que só o cristianismo é verdadeiro.

Deus lhe chamou para defender a fé!

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo”

Isso significa que devemos confrontar questões nas nossas mentes e nos pensamentos expressos por outras que por ventura impeçam a nós e a eles de conhecer Deus. Essa é a essência da apologética.

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos, Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo”. 1ª Pe. 3,4

A Bíblia não precisa ser defendida! Afirmam alguns. Sim, a Bíblia é viva e eficaz (Hb. 4.12), mas como sabemos que a Bíblia e não o Alcorão (livro sagrado dos mulçumanos) ou o livro de Mórmon é a Palavra de Deus? A apologética é uma grande necessidade! É um dever de todo cristão fiel á palavra de Deus.

Deus lhe chama para defender a fé com sabedoria, mansidão e unção da Palavra. Defenda a fé e mostre ao mundo o verdadeiro caminho para a salvação. Jesus Cristo, o Senhor!


Alex Belmonte

é Mestre em Teologia, Pós-graduado em Apologética Cristã e Lato Sensu em Heresiologia. Doutorado em Clínica Pastoral atua em ministrações com especialização em História das Religiões, Apologética e Escatologia, possui os títulos Honoris Causa de Doutor em Divindade pela Faculdade Luther King de Teologia e Filosofia de Franca (SP) e Fatecom. Pós-graduando em Línguas Originais (Grego e Hebraico).

Foi membro do Departamento de Educação Cristã da Convenção Batista Nacional (CBN-ES), Coordenador da Jornada Teológica pela Fates – Faculdade Teológica do Espírito Santo (Extensão Itabatã – BA) e palestrante do ICP – Instituto Cristão de Pesquisas.



Reflexões sobre o teísmo e a cosmovisão cristã

A necessidade de cada cristão ter em mente a definição e entendimento da cosmovisão cristã é muito importante, já que a cada dia somos bombardeados por conceitos, filosofias e ideologias extremamente anticristãs. Sabendo que cosmovisão representa a forma como cada indivíduo observa o mundo ao seu redor, discernir “o todo” de acordo com a cosmovisão cristã é essencial.

Existe uma manobra contra a cosmovisão cristã que vai além da paranóia vivida por alguns crentes em seu dia-a-dia, que acreditam mais em teorias de conspiração contra a igreja do que crêem na soberania absoluta e irrestrita de Deus. A igreja deve estar mais alerta com uma severa mudança de cultura que está forçando a mentalidade pós-cristã na sociedade, que começou na modernidade e que hoje, num ambiente pós-moderno ainda vigora.

Para que cada indivíduo que confessa ser cristão possa de fato ser denominado cristão, é necessário que este pense e aja como cristão. Já disseram que a igreja brasileira é muito mais propensa a sentir do que a pensar, e concordo plenamente com tal ponto de vista por tudo aquilo que o cenário evangélico apresenta.

O fato de muitos cristãos ficarem chocados com algumas vozes que tem se manifestado nos arraiais tupiniquins é impressionante. A maioria não está disposta ao labor teológico e a análise daquilo que crê. Poucos estão interessados na reflexão sobre temas pertinentes – ou não – à fé cristã. Isso nada mais é que o modo relativista de pensar que se infiltrou na cultura cristã e que faz com que, em estado de transe, muitos ignorem o fator da veracidade dos fatos. O ranço do pragmatismo grudou na mentalidade de muitos, ao ponto de perderem sua identidade bíblica e desvirtuar sua cosmovisão, trocando o cristianismo bíblico e autêntico por uma religião sincretista e estranha.

Vivemos hoje a época do Censo do IBGE (2010), e infelizmente a maior parte da igreja brasileira está em frenesi pelo resultado a ser divulgado, para saber se de fato os números mostrarão que o ‘povo de Deus’ tem crescido nesta terra. Não sou contra o crescimento da igreja, isso seria contraditório. Quero ver muitas pessoas rendidas aos pés de Cristo e inseridas de fato no Reino de Deus, mas que cresçam não apenas em números, mas principalmente em qualidade.

Gostaria de ver toda essa expectativa sendo lançada de modo mais reflexivo. Se nós, como igreja, nos engajarmos e percebemos que existe a formação de uma barreira contra a cosmovisão cristã, creio que teremos resultados mais positivos, que passam do mero conceito quantitativo e adentram o valor qualitativo do povo de Deus. E qualidade sim é relevante.


João Rodrigo Weronka
do NAPEC para o INPR Brasil





Maria teve outros filhos?

Um dos ensinos mais controversos da Igreja Católica é a virgindade perpétua de Maria. Essa doutrina diz que Maria continuou sendo uma virgem após o nascimento de Jesus, e que as referências bíblicas que sugerem que Jesus tinha irmãos são, na verdade, referências a primos (Catequismo da Igreja Católica, parágrafo 510).

À medida que a adoração a Maria foi aumentando pelos séculos, a Sagrada Tradição se tornou um meio de promover novas doutrinas não ensinadas explicitamente na Bíblia. Maria perdeu sua virgindade depois que Jesus nasceu? A Bíblia revela que Maria teve outros filhos, que Jesus tinha irmãos e irmãs? A Bíblia não declara que Maria permaneceu virgem, uma vez que ela teve outros filhos além de Jesus. Vejamos as seguintes passagens bíblicas que provam o nosso conceito sobre Maria.

Mateus 1:24-25 - "E José, tendo despertado do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher;e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de JESUS."

Mateus 12:46-47 - "Enquanto ele ainda falava às multidões, estavam do lado de fora sua mãe e seus irmãos, procurando falar-lhe. Disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, e procuram falar contigo."

Mateus 13:55 - "Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas?" (Vide ainda: Mc. 6. 2-3; Jo. 2.12; At. 1.4; I Cor. 9. 4-5; Gl. 1.19

Uma leitura inicial desses textos bíblicos parece resolver a questão: Jesus tinha irmãos e irmãs. Mas esses textos óbvios são respondidos por teólogos católicos. O argumento principal que eles têm contra esses textos bíblicos é o seguinte:

"Em grego, a palavra para irmão é adelphos, e para irmã é adelphe. Essa palavra é usada em contextos diferentes: filhos dos mesmos pais (Mt 1:2; 14:3), descendentes mais distantes (Atos 7:23, 26; Hb 7:5), os judeus como um todo (Atos 3:17,22), etc. Logo, o termo irmão (e irmã) pode se referir aos primos de Jesus, e nesse caso se refere."

Com certeza há algum mérito nesse argumento. Porém, contextos diferentes dão significados diferentes a palavras. Não é correto dizer que, porque uma palavra tem vários significados possíveis, pode-se transferir um significado qualquer para qualquer texto que use a palavra. Em outras palavras, só porque a palavra irmão significa primo em um texto, não significa que ela tem esse mesmo significado em outro texto. Logo, cada versículo deve ser analisado em seu respectivo contexto, para determinar o seu significado.

Vamos analisar brevemente alguns versículos que lidam com os irmãos de Jesus.

Mateus 12:46-47 - "Enquanto ele ainda falava às multidões, estavam do lado de fora sua mãe e seus irmãos, procurando falar-lhe. Disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, e procuram falar contigo."

Mateus 13:55 - "Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas?"

Se, nesses dois trechos, os irmãos de Jesus não são realmente seus irmãos, e sim seus primos, então quem é a sua mãe, e quem é o carpinteiro? O carpinteiro, em Mateus 13:55, se refere a José. Ainda assim, os teólogos católicos afirmam: "Mesmo o carpinteiro se referindo a José, e a mãe se referindo a Maria, irmãos não significa irmãos, e sim primos." Essa não parece ser uma conclusão legítima. Você não pode mudar todo o sentido contextual no meio de uma frase, a não ser que seja obviamente necessário. O contexto é claro. Esses versículos estão falando sobre José, Maria e os irmãos de Jesus. O contexto todo é um de relacionamento familiar: pai, mãe e irmãos.


Fonte: CARM.Org


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O Brasil está livre da ameaça nazista?

Chamado por Dave Hunt de "quase-anticristo", Adolf Hitler abalou o mundo pós-primeira guerra mundial com sua doutrina e ideologia nazista. Os líderes nazistas estavam todos convictos de que o nacional-socialismo era uma nova religião destinada a governar o mundo e estabelecer uma nova era. Hitler disse: "Quem quiser ver somente um movimento político no nacional-socialismo sabe pouco a seu respeito... vamos eliminar o verniz cristão e produzir uma religião peculiar à nossa raça". O Dr. Ley, chefe da Frente de Trabalho Nazista, declarou: "Nossa fé é o nacional-socialismo, e essa fé religiosa não tolera qualquer outra jé junto com ela". [1] Com tais premissas Hitler dirigiu seu furor contra judeus, testemunhas de Jeová, ciganos, negros e homossexuais. Seu conceito de domínio era de que o governo deveria exercer controle total, submeter tudo e todos às suas diretrizes. Além dos seis milhões de judeus mortos nos campos de concentração, as infames SS torturam e assassinaram dezenas de outros civis dentro e fora da Alemanha.

Ambição mundial

Hitler não visava apenas à reestruturação política e social da Alemanha, mas ambicionava estender seu domínio para todos os países do mundo, num projeto que ficou conhecido como "Nova Ordem". Utilizando o conceito de guerra - relâmpago (Blitzkrieg, em alemão), em pouco tempo a Alemanha nazista estendeu seu domínio para diversos países europeus, encontrando resistência apenas por parte dos britânicos. Conquistada a Europa, Hitler se concentraria no domínio do Novo Mundo.

Em um discurso proferido em 1928, Hitler demonstrou seu interesse de conquista dos EUA. Também ambicionava estender seu domínio à Argentina, de onde submeteria os demais países da América do Sul. No livro Crônica de uma Guerra Secreta, Sergio Correa da Costa revela que a Argentina planejava expandir seu domínio sobre terras brasileiras com o apoio do Nazismo. Correa teve acesso à informação durante a década de 30, período em que serviu o Brasil como cônsul para a Argentina.

Prejudicada pela resistência britânica e a entrada dos EUA e a URSS na Segunda Guerra Mundial, aos poucos a Alemanha viu seu plano de conquista do mundo desfeito. A batalha de Stalingrado marcou o início da queda do Império Nazista, que veria sua última resistência cair com o avanço das tropas soviéticas sobre Berlim. A sete de maio de 1945 a URSS conquistava o último reduto nazista, pondo fim ao 3º. Reich. Cercado, Hitler e sua mulher cometem suicídio.

O Neonazismo no Brasil

Antes da derrota nazista e a prisão de membros importantes do 3º Reich, a presença do Nazismo em terras brasileiras já era uma realidade. Visando os mais de 100 mil alemães residentes no Brasil, fora os quase um milhão de descentes, em 1928 o Partido Nazista abriu sua primeira seção na cidade de Timbó, Santa Catarina. Não chegou a ser um partido organizado, com representação política, mas conseguiu agregar 2.822 alemães de dezessete estados da Federação. A imparcialidade de Getulio Vargas (que tinha interesses comerciais com a Alemanha) permitiu que o Nazismo atuasse livremente no Brasil. Em 1937, com a declaração do Estado Novo, Vargas colocou na ilegalidade todos os partidos políticos e perseguiu os que se recusavam a aceitar o novo modelo de governo – o que incluía a seção nazista.

Com a fuga de altos oficiais nazistas para a América do Sul (principalmente para o Brasil e Argentina) após a derrota da Alemanha frente ao exército soviético, um novo modelo de nazismo começou a ser difundido – o neonazismo. No Brasil, o neonazismo inicialmente ficou restrito às colônias alemãs, mas com o tempo passou a ganhar novos adeptos. Presentes principalmente na região sul (especialmente Santa Catarina e Rio G. do Sul) e São Paulo, o Neonazismo passou a incorporar características locais, como a oposição aos nordestinos. Embora não se intitulem racistas, os neonazistas têm sido protagonistas de uma série de atentados contra negros e homossexuais, mas também tem sua atenção voltada para os judeus.

Terror urbano

No Brasil, gangues como a Resistência Nacional, Ultradefesa, White Power, Carecas do Brasil e Kombat RAC promovem um verdadeiro terror urbano. Somente na capital paulista existem 25 gangues que espalham terror pela cidade. No site da Universidade de São Paulo (USP), a revista de História apresenta um boletim detalhado e em ordem cronológica dos principais incidentes envolvendo gangues de ideologia nazista contra grupos opositores, como os punks, e outras “raças inferiores”. A seguir destacamos alguns dados apresentados pela USP.

1. OESP, p. 2, Cidades 19/10/92 - Em Copacabana, briga entre duas gangues provoca tumulto entre os banhistas. Segundo o comandante do 19° Batalhão da PM,"há indícios de que a gangue dos Carecas, os mesmos que destruíram a casa de espetáculos Canecão no show dos Ramones no mês passado, queria expulsar as gangues dos morros da praia". Duas pessoas ficaram feridas na briga.

2. FSP, p. 1-7, 23/11/92 - Aécio Cândido dos Santos, gráfico, negro, 32 anos, foi surrado por 8 Skinheads, quando estava sentado num banco da praça Trianon, na av. Paulista, Durante a surra, os agressores diziam "negros, judeus e nordestinos lêm que morrer". Segundo a nota da imprensa, um dos Carecas, Adriano, de 16 anos, declarou que"os judeus querem ter poder, eles se infiltram nos lugares para fazer pressão e dominar todas as situações". Os oito rapazes foram detidos pela polícia militar e levados ao 78° D.P, Foram apreendidos com o grupo um revólver 38, um garfo e duas chaves de fenda. Segundo a versão dos rapazes, Santos teria tentado assaltar um deles e eles teriam reagido.

3. JB, 4/04/93 - Um grupo de 15 jovens neonazistas, levando bandeiras com a suástica, chutava carros de luxo em frente a um clube de elite, em Manaus. O cearense Severino Oliveira da Costa, 37, foi espancado e xingado de"rato e sub-raça". Severino registrou queixa contra a agressão, confirmada por motoristas de táxi.

4. FSP, p. 1-12,06/06/93 - Integrantes de gangues neonazistas foram indiciados pela polícia Federal, acusados de fazer propaganda racista através de revistas (fanzines) e meios de comunicação (programa Documento Especial, SBT, setembro de 1993), Os indiciados são Ivan Guidi Ferreira, André Luiz Ribeiro Sterckele, Christian Geltonogoff de Souza, Ranulfo Tales Dias de Macedo Soares, Nelson Ronaldo Ferreira, Cláudio Rossi, Luciano Castanho Xavier Rabello e Rodrigo Martinelli. Segundo o delegado da P. F. João Côncio Pereira, eles podem ser condenados por racismo e formação de quadrilha, com penas que vão de três a oito anos de prisão.

5. 12/03/94 - Carta anônima, endereçada ao Cônsul Geral dos EUA, defende as ações dos nazistas contra os judeus na segunda guerra, porque"os judeus fizeram alguma coisa para isto...". Acusa os judeus, entre outras coisas, pela alta do custo de vida no Brasil e pelo tráfico de cocaína. Segundo a missiva, que repete velhos chavões anti-semitas, o objetivo dos judeus seria de corromper o mundo para tomar o poder e subjugar as outras raças. Não sou racista nem anti-semita, diz o autor anônimo, que termina a carta afirmando:"hoje os judeus, mandam e desmandam no mundo... Hoje o mundo é só depravações e corrupções e podridões".

O boletim de ocorrências transcrito pela USP vai de outubro de 1992 a fevereiro de 1994 e revela um dado preocupante: o neonazismo está crescendo no Brasil e ficando cada vez mais radical e perigoso. Para combater os crimes, em 1993 foi inaugurada, em São Paulo, a Delegacia Especializada em Crimes Raciais (DECRADI) que nos seus dezoito anos de existência vem prendendo e desmantelando diversas quadrinhas formadas por neonazistas e colaborando com informações para diversos órgãos do governo e meios de comunicação.

Perseguição aos judeus

Com base em um relatório de mais de 100 páginas publicado pela Universidade de Tel – Aviv com respeito ao neonazismo no Brasil, a revista de História da USP estabelece a década de 80 como o período de reaparecimento do anti-semitismo no Brasil.

No Brasil o anti-semitismo reemergiu no final dos anos oitenta. Ele iniciou-se com negações da existência do holocausto e o aparecimento dos Skinheads brasileiros. Estes Skinheads são ativos especialmente nos estados ricos do Sul, como São Paulo. Eles não aluam apenas contra judeus. Os membros destes grupos enfatizam que são superiores porque pertencem a raça branca e assim eles também atacam aos migrantes pobres provenientes dos estados empobrecidos do nordeste.

O Brasil é um país conhecido por sua tolerância racial e harmonia, embora esta descrição idílica não seja precisa. O Brasil foi no passado um país de escravidão e, embora os negros sejam aceitos na sociedade e desfrutem de tolerância, não estão em situação de lotai igualdade. A emergência dos Skinheads e sua organização põem fim ao mito da tolerância. Os Carecas não deixam de efetuar violências contra negros ou mulatos dos estados nordestinos. Violência foi também utilizada contra judeus. [2]

As várias frentes do neonazismo

No Rio G. do Sul, a descoberta de um novo grupo neonazista pela polícia civil revelou a maneira como eles se organizam. Chamado de Neuland (nova terra em alemão), o grupo teria surgido em 1991 e descoberto um ano depois após a prisão de seu líder, um gaúcho de 21 anos, natural de Teutônio (RS), que teria assassinado um casal neonazista de um grupo rival. Segundo a polícia, o grupo se divide em três seguimentos: político, propaganda e paramilitar. O terceiro teria a obrigação de selecionar soldados, que seriam encarregados de preparar bombas e explodi-las em locais específicos. Sinagogas e passeatas de homossexuais seriam os principais alvos do grupo. [3]

Encarregados da difusão política e ideológica, membros intelectuais do neonazismo teriam como objetivo se infiltrar em governos através de candidatos simpáticos ao movimento ou diretamente associados a ele. Três políticos em especial são mencionados como “ligados” ao neonazismo: Jair Bosonaro (PP), Kátia Abreu e Demóstenes Torres (ambos do DEM). Bosonaro é tido como um dos mais atuantes, tendo recentemente se envolvido em disputas contra políticos favoráveis ao movimento gay e em recente pronunciamento no qual chama a presidente Dilma de homossexual. Em abril de 2011 neonazistas iniciaram uma manifestação de apoio ao deputado Bosonaro e convocaram via Internet militantes para um “ato cívico” a ser realizado no dia 9, às 11 horas, no vão da Masp, em São Paulo.

Segundo apurou o UOL, a convocatório, publicada por um membro do movimento neonazista “White Pride World Wide” no fórum “Stormfront.org”, denominado “Erick White”, diz: “Vamos dar o nosso apoio ao único Deputado que bate de frente com esses libertinos e Comunistas!!! Será um manifesto cívico, portanto, levem a família, esposa, filhos e amigos... (sic).” O autor finaliza a mensagem com os números “14/88”, simbologia nazista que faz referência a Hitler e ao nacionalista norteamericano David Lane, defensor do mito da supremacia branca. [4]

Disponível na Internet, o site do Partido Nacional-Socialista Brasileiro 88 (PNSB), na página principal traz a seguinte frase: “Quem jura pela Suástica deve renunciar a qualquer outra lealdade (sic)”. A que “outra lealdade” se refere o PNSB 88? A toda forma de governo, ideologia e credo religioso que contrarie seus ideais nazistas. São cinco os objetivos do PNSB 88 (1) Difusão e esclarecimento doutrinário; (2) Formação e qualificação da militância; (3) Denúncia da infiltração sionista nas esferas do poder; (4) Lançamento das bases de um movimento nacional-socialista estruturado e com perspectivas futuras; e (5) Atuação como um núcleo de resistência civil.

Denominados “Eixos da Militância NS”, o PNSB 88 apresenta sete principais frentes de atuação do militante nacional-socialista. Tais eixos revelam a forma como o neonazismo se articula no Brasil e como podemos identificá-lo no dia-a-dia.

1. Divulgação

“Definitivamente a principal frente de ativismo. Cada militante deve ter a consciência de que deve trabalhar como um agente de divulgação da Doutrina NS. Mas como? Espalhando material doutrinário em diversos ambientes e promovendo o despertar crítico daqueles que ainda não conhecem a nossa versão da História, principalmente através da Internet nosso principal espaço de atuação... Fora do meio virtual, ainda, há a possibilidade de que distribuam pequenos panfletos ou outros materiais sobre o nosso ideal (de forma segura, bem planejada e com conteúdo lícito) em bibliotecas, sebos, universidades, passeatas, manifestações, clubes e demais locais de concentração popular; lembrando que vale mais focar nas camadas sociais de maior capacidade intelectual, especialmente a classe estudantil, que naturalmente possui inclinação ao debate político e são mais receptíveis a idéias contestadoras)...

2. Produção

Dentro da proposta do estabelecimento de uma forte base doutrinária, não basta que apena reproduzamos o material pronto que outros já tenham elaborado; devemos trabalhar incessantemente na produção de material novo e de qualidade... Aqueles com bons conhecimentos em idiomas (principalmente inglês e alemão) tem a responsabilidade em concentrar seu ativismo nessa área de traduções.

3. Captação

Destacamos um problema que, mais de uma vez identificado, parece ser recorrente em nosso meio: a perda da "memória" de outros momentos da cena NS e conseqüente perda de material. Devemos procurar manter back-ups e arquivar tudo (de forma segura; por exemplo, o material eletrônico cabe perfeitamente em uma mídia de DVD, que pode ser facilmente guardada em local seguro). A idéia de captação não se restringe a isso, devendo ser entendida como um trabalho constante de colhimento de material, com posterior circulação. Uma coisa que pode parecer muito trivial, mas de resultados surpreendentes é a gravação do endereços eletrônicos (links) nos seus favoritos e posterior arquivamento em local seguro, através da criação de uma lista de sites de interesse.

4. Controvérsia

Promova a discussão sempre que possível; seja uma agente da controvérsia, de forma que possa "marcar uma posição" e fazer frente aos valores dominantes. Numa roda entre amigos, na apresentação de um seminário, num debate, sempre que possível questione, ainda que indiretamente, o poder estabelecido. Afronte o Sistema. Não necessariamente através da exposição de opiniões declaradamente NS, mas um ataque "pelos flancos".

5. Articulação

Ao mesmo tempo em que uma importantíssima meta do movimento (aglutinar a forças nacional-socialistas), a articulação entre os militantes é também a maior fenda na nossa segurança. Devemos promover a integração entre as diversas células, com o intuito de cooperação, mas de forma inteligente. Sempre que possível procure se aproximar de pessoas com idéias similares. Promova o contato entre grupos que estejam separados, mas que você eventualmente conheça. Informe-se a respeito de outros grupos nacionalistas que atuem na sua região e procure por nacional-socialistas em potencial.

6. Infiltração

Num projeto de longo prazo, tenha como objetivo ocupar posições sociais de destaque que lhe dêem a possibilidade de influir no seu grupo social. Uma forma de fragilizar o Sistema é através da infiltração de nossos militantes em variados segmentos, desde setores públicos, liderança de organizações diversas, grupos de estudo e pesquisa, empresas privadas, até quaisquer outros em que possamos difundir nossa visão de mundo.

7. Planejamento

A arte de conspirar, resistir contra o poder estabelecido, é algo que se aperfeiçoa com a prática. Procure sempre planejar o futuro do seu grupo, analisando as perspectivas do movimento. Reúna-se regularmente com sua célula e faça o Planejamento Estratégico das ações (daí a preferência a grupos pequenos, em torno de 4 pessoas). Analisem as ações passadas, façam uma leitura do momento atual e tracem metas futuras; tudo de forma objetiva, mediante a concordância e comprometimento de todos e com mecanismos de controle de resultados. O ativismo eficaz não se limita a agir cegamente seguindo orientações alheias. Pratique a discussão interna no seu grupo e tenha a iniciativa de propor novas frentes de atuação. [5]

Conclusão

Conquanto afirme respeitar e reconhecer as diferenças entre os seres humanos e a convivência pacífica com outros povos, o Nacional-Socialismo se diz uma doutrina Ariana. Um fato relevante revelado nas estratégias do PNSB 88 é a existência de “células nazistas” (há em torno de seis) em atividade no Brasil e a presença de seus militantes em diversas esferas da sociedade, embora o próprio PNSB 88 reconheça que tais ideais tenham como objetivo a divulgação intelectual (teórica) dado que não existem perspectivas atuais de uma atuação ostensiva. As diversas vertentes do neonazismo no Brasil, o aumento da violência e a constante formação intelectual de seus quadros são sinais de que o Brasil não está livre da ameaça nazista, apesar do esforço empreendido pelo Governo Federal e delegacias de combate ao racismo na tentativa de inibir tais movimentos e desmantelar suas organizações.

Referências Bibliográficas

1. Hitler, o quase-anticristo, Dave Hunt, Chamada da Meia Noite, págs. 9 - 10
2. Revista de História, Boletim de informação do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo e da Comissão Teotônio Vilela, versão online
3. Jornal Zero Hora, março de 1992, versão online
4. UOL Notícias, 06/04/2011
5. nacional-socialismo.com/index.htm



Johnny T. Bernardo

é pesquisador, escritor, jornalista, colaborador da revista Apologética Cristã e fundador do INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas). Há mais de dez anos se dedica ao estudo de seitas e heresias, sendo um dos seus campos de atuação a fenomenologia religiosa e religiosidade brasileira.

É também o autor da matéria “Igreja Dividida, as fragmentações do Catolicismo Romano”, publicada no final de 2010 pela Revista Apologética Cristã (M.A.S Editora). Assina também a coluna Giro da Fé da referida revista.

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Evidências da ressurreição de Cristo


O apologista William Lane Craig aponta três grandes evidências da ressurreição de Cristo.

Primeira evidência: o túmulo vazio. A história da ressurreição de Cristo não teria durado um minuto se o corpo de Jesus estivesse na tumba. Contudo, há grandes evidências que comprovam o fato de que o túmulo de Jesus ficou vazio.

a) A credibilidade da história do enterro de Jesus. Existe ênfase no Novo Testamento no sepultamento de Cristo. Paulo escreveu em 1Coríntios 15.3-5: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultados e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois ais Doze”. No período em que esse texto foi escrito, como as testemunhas de Jerusalém estavam vivas, elas poderiam desmentir Paulo afirmando que não houve sepultamento de Jesus. Contudo, isso não ocorreu. Além disso, não havia tempo suficiente para que uma lenda a respeito do sepultamento de Cristo tivesse surgido e sido aceita por todos.

O próprio Paulo esteve por duas semanas em Jerusalém (Gl 1.18) e lá pode confirmar o fato de que todos sabiam que Jesus foi sepultado. Outro ponto importante é considerar a figura de José de Arimatéia. Nenhum acadêmico de nosso tempo afirma que José é uma invenção dos primeiros cristãos, sobretudo por se afirmar que ele era um membro do Sinédrio, fato que poderia ser facilmente desmentido. Além disso, até mesmo detalhes incidentais que os evangelhos fornecem sobre José corroboram sua existência histórica. As narrativas afirmam que ele era rico (o que justifica o tipo de túmulo) e que ele era de Arimatéia (um lugar sem nenhuma importância e simbolismo na Bíblia).

b) O túmulo vazio foi descoberto por mulheres. Dado o relativo baixo status que as mulheres ocupavam na sociedade judaica e sua pequena qualificação para servir como testemunha legal, é surpreendente o fato de que foram mulheres que descobriram o túmulo vazio. Se, de fato, não fossem mulheres que tivessem descoberto o túmulo vazio, por que a igreja afirmaria isso e humilharia seus líderes afirmando que esses permaneceram escondidos em Jerusalém como covardes? Além disso, os nomes das mulheres citadas eram conhecidos por toda a igreja primitiva e seria muito fácil desmenti-las caso elas não tivesses visto o túmulo vazio primeiro.

c) A investigação que Pedro e João fizeram do túmulo vazio é historicamente provável. A visita dos discípulos à tumba vazia é extremamente plausível porque eles estavam em Jerusalém.

d) Seria impossível para os discípulos anunciarem a ressurreição em Jerusalém se a tumba não estivesse vazia. O túmulo vazio é a condição sine qua non do anúncio da ressurreição de Cristo. A pregação dos discípulos não duraria um minuto se o corpo de Jesus estivesse sepultado.

e) Os próprios opositores do cristianismo não negaram o fato do túmulo vazio. Os judeus opositores à fé cristã em nenhum momento negaram que o túmulo estivesse vazio, pelo contrário, acusaram os discípulos de terem roubado o corpo de Jesus. Essa é uma evidência muito persuasiva de que o túmulo estava vazio.

f) O fato de que o túmulo de Jesus não foi venerado indica que ele estava vazio. Os judeus veneravam e preservavam os túmulos dos profetas e homens santos. Essa veneração era aspecto importante na religião judaica. Contudo não existe o mínimo vestígio de que o túmulo de Jesus foi venerado. A razão para isso é que ele estava vazio.

Somadas, tais evidências são um forte argumento para comprovar o história de que o túmulo de Jesus estava vazio.

Segunda evidência: as aparições de Jesus ressuscitado. Há grande comprovação histórica de que Jesus foi visto depois de morto por várias pessoas. Em 1Coríntios 15.3-5 Paulo afirma que Jesus apareceu a Pedro e aos demais discípulos, e prossegue dizendo: “Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo” (1Co 15.6-8). Essas informações de Paulo foram escritas muito próximas aos eventos e, por isso, não podem ser lendas. A maioria das quinhentas pessoas que viram Jesus ressurreto poderia ser questionada para comprovar a história.

Terceira evidência: a origem da crença dos discípulos na ressurreição de Jesus. Por que os discípulos acreditariam que Jesus ressuscitou se de fato ele não tivesse ressuscitado? Não há explicação satisfatória para essa pergunta a não ser admitir que Jesus realmente ressuscitou dentre os mortos. È importante notar que os judeus acreditavam na ressurreição, como comprovam os textos de Isaías 26.19, Ezequiel 37 e Daniel 12.2. Contudo, eles acreditavam que a ressurreição seria no fim do mundo e não no meio da história, e também que a ressurreição seria para todas as pessoas e não para um indivíduo isolado. Portanto, os discípulos de Jesus só poderiam crer na ressurreição de Jesus e morrer afirmando que o viram depois da morte, se verdadeiramente Jesus tivesse ressuscitado e aparecido para eles. É um contra-senso afirmar que alguém morre por algo que sabe ser uma mentira. [1]

Nota

[1] CRAIG, Willian L. Did Jesus rise from the death? In: WILKINS, Michael J.; MORELAND, J.P. Jesus under fire. Grand Rapids, Michigan: Zodervan, 1995, p.141-176


Davi Lago
do NAPEC para o INPR Brasil




Trigueirinho e a Comunidade Figueira


Confesso que a primeira vez que tomei conhecimento de Trigueirinho e suas comunidades alternativas foi em setembro de 2004, quando de uma de nossas visitas a uma livraria em São Paulo. Havia depositado em uma mesa diversas cópias do boletim informativo Sinais de Figueira, que trazia em suas páginas inúmeros artigos e uma entrevista com Trigueirinho. Com apurada curiosidade e espírito crítico apanhamos um exemplar e nos dirigimos a uma área de leitura disponível para clientes da loja. Após analisar minuciosamente todas as páginas e verbetes do jornal, fiquei particularmente abismado com tamanha ignorância expressa em tão poucas palavras. Desde então passamos a investigar a vida de Trigueirinho e suas profecias “mirabolantes”.

Quem foi Trigueirinho

Concordo com Jimmy John que a força de uma organização esta em seu fundador. José Hipólito Trigueirinho Netto, paulista, nascido em 1931, e autor de 76 livros e mais de 1.400 CDs gravados ao vivo, é o fundador de uma comunidade dita “Complexo de Figueira”. Segundo uma biografia divulgada pela SPEC (Sociedade para Pesquisa e Expansão da Consciência), o pouco que se sabe de Trigueirinho antes de iniciar a carreira de “escritor” e líder espiritual, é que ele foi gerente do ramo hoteleiro, radialista, dono de restaurante e cineasta. Neste último quesito, Trigueirinho ficou conhecido no Brasil e no exterior pelo documentário “Bahia de Todos os Santos” (1960), no qual retrata o quotidiano de um grupo de marginais nas ruas de Salvador.

Como parte de sua busca interior, Trigueirinho viajou por vários países, conhecendo e interagindo com inúmeros mestres e instrutores ligados a diversas tradições místicas. A experiência mais “importante” – revelaria o próprio Trigueirinho mais tarde – ocorreu quando de sua visita ao vale de ERKS, na Argentina. Vejamos o que diz um verbete publicado pelo complexo Figueira, na página oficial da organização.

“A história de Trigueirinho inclui a experiência que é chamada de transmutação ou troca de alma, experiência acenada também nas obras de H. P. Blavastsky, Rudolf Steiner e Alice A. Bailey. Por meio da transmutação, o Ser Interno de uma pessoa pode deixar seu corpo para que outro Ser Interno venha assumi-lo. Mas a história de Trigueirinho difere da maioria das trocas de alma conhecidas, uma vez que ele, depois de já ser um instrutor espiritual, contatou um membro encarnado da Hierarquia que o convidou a servir do modo como agora faz. Acompanhou Trigueirinho até o vale de ERKS, na Argentina, onde permaneceram enquanto ocorriam as mudanças necessárias. Nível após nível a natureza de Trigueirinho foi purificada e realinhada energicamente para que a nova consciência que estava transmutando em seus corpos pudesse levar adiante não só trabalhos públicos, através de palestras e encontros, mas também a manifestação de novos livros, bem diferentes dos que Trigueirinho havia escrito até então”.

Em uma outra biografia divulgada pela SPEC encontramos o seguinte relato:

“Durante o período de sua estada em solo Argentino, por ocasião de conferências naquele país, Trigueirinho estabeleceu contato com um ser que mudaria os rumos da sua vida e do seu trabalho dali por diante. Uma breve narrativa deste encontro pode ser lida em seu livro “ERKS – mundo interno”. Este ser, conhecido por Sarumah, assumia a aparência de um famoso médico de Buenos Aires de origem grega conhecido como Angel Accoglanis (morto em 1989 em circunstâncias misteriosas). Internamente, Sarumah apresentava-se como um mestre de origem extraterrestre, mensageiro da cidade intraterrena de ERKS. No mundo material, esta cidade metafísica se projetaria visivelmente em determinadas ocasiões nos arredores de Capilla Del Monte, na província de Córdoba. Sarumah/ Accoglanis costumava levar pessoas e grupos para contatos e cerimônias noturnas com as entidades ligadas a ERKS em certas áreas de Capilla. Na qualidade de representante de ERKS, e por consequência dos Seres Cósmicos que lá habitavam. Sarumah propôs a Trigueirinho assumir uma nova e desafiadora missão espiritual em sua vida. Sentindo-se autoconvocado, Trigueirinho aceitou a incumbência. Como parte de sua preparação e compromisso, Trigueirinho foi formalmente “iniciado” em cerimônia noturna conduzida por Sarumah no vale de ERKS (descrita no livro “Sinais de Contato”).

Ainda segundo a SPEC, Trigueirinho passou a divulgar uma série de informações vitais para o futuro do mundo, relacionadas com a transição planetária rumo a um novo patamar consciencial e vibratório. Estas informações constavam de uma espécie de dossiê entregue por Sarumah a Trigueirinho, com farta documentação e fotos, cujo conteúdo seria diluído por este ao longo de diversas publicações suas, em especial na trilogia “ERKS – mundo interno”, “Miz Tli Tlan-um mundo que desperta” e “Aurora-Essência Cósmica Curadora”. De posse deste novo material, Trigueirinho passou a proferir conferências no Brasil e Argentina numa linha radicalmente diferente das que havia ministrado até então. A reverenciada Fraternidade de Shamballa da primeira fase do seu ensinamento daria lugar à Fraternidade de Miz Tli Tlan de Trigueirinho da nova etapa. Novo código genético, civilizações extraterrestres e intraterrenas, abertura do consciente direito, polaridade feminina, transmutação, transmigração, passaram a ser alguns dos temas dominantes.

Comunidades Alternativas

Antes de Figueira – que veremos adiante e com mais detalhes – Trigueirinho fundou nos anos 80 a “Comunidade de Nazaré”, também conhecida como “Centro de Nazaré” ou simplesmente “Nazaré”. A Comunidade de Nazaré foi instalada no município de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, em um terreno doado por um dos adeptos. A Sociedade para Pesquisa e Expansão da Consciência afirma que para a futura estruturação da Comunidade de Nazaré, foi fundamental a viagem que Trigueirinho fez à Fundação Findhorn, na Escócia, na qual entrou em contato com o seu “bem-sucedido” modelo de organização. Ainda nessa ocasião, Trigueirinho conheceu Sara Marriott, antiga residente de Findhorn, com quem posteriormente partilharia uma parceria espiritual. A convite de Trigueirinho, Sara veio ao Brasil e passou um mês em contato com o grupo por ele coordenado.

Em 1983, Sara decidi deixar Findhorn e se mudar definitivamente para Nazaré. Após a saída de Trigueirinho para fundar uma nova comunidade, alguns integrantes de Nazaré acompanharam Trigueirinho em seu novo empreendimento, enquanto outros decidiram permanecer fiéis à proposta comunitária de Nazaré sob a orientação espiritual de Sara. Após ter a sua saúde gradualmente enfraquecida nos meses antecedentes, Sara vem a falecer aos 95 anos de idade nos Estados Unidos, em 2 de novembro de 2000. A Comunidade de Nazaré ainda existe e realiza atividades e estudos regulares, agora sob a condução de um conselho gestor.

Figueira

O texto a seguir é parte de um artigo publicado no site anjo-dourado, e que se intitula “Trajetória de um Espiritualista brasileiro”.

O Complexo Figueira surgiu após a saída de Trigueirinho de Nazaré. Localizada na área rural da cidade mineira de Carmo da Cachoeira (sul de Minas Gerais, nas proximidades de Varginha), transformou-se ao longo dos anos em um gigantesco complexo sempre em expansão. Figueira é composta por diversas fazendas relativamente próximas umas das outras, por casas e extensões ou núcleos por São Paulo e Belo Horizonte. Nestes anos todos, passaram por Figueira milhares de pessoas, prévia e “rigorosamente” selecionadas mediante questionários e entrevistas feitas por colaboradores da comunidade espalhados por diversas regiões do Brasil. A comunidade é habitada por um núcleo de dezenas de residentes fixos, e por um número variável de hóspedes que passam períodos mais ou menos determinados nas suas dependências.

Nas construções e áreas comuns da comunidade, cultiva-se uma vida de trabalho, silêncio, oração e estudos místicos, estabelecida sob um ritmo altamente regrado e nutrida por uma alimentação vegetariana estrita. As atividades comunais realizadas em Figueira, em geral se iniciam diariamente nas primeiras horas da manhã e se estendem pelo resto do dia, alternando trabalho com intervalos de repouso e com palestras regulares de Trigueirinho e demais colaboradores próximos.

Doutrinas pregadas por Trigueirinho

a) A origem da humanidade

Trigueirinho define da seguinte maneira a origem da humanidade:

“A primeira raça não esta registrada nos anais da história; originou-se da fusão de uma raça inteligente, vinda de certo planeta, com outra, rude, vinda de outro. Naquele momento estavam sendo preparados os corpos para os seres humanos que habitariam este planeta e, portanto, tal raça não era física. A segunda raça também não foi física, e por isso ninguém tem noticias dela, já que as pesquisas buscam apenas o que restou de concreto de outros tempos. A terceira raça foi a lemuriana, e a quarta, a atlante.

A chamada “raça ária”, de hoje, só poderá ser chamada realmente de “quinta raça” quando despertardes para as Sete Mônadas. Enquanto o homem não tiver esse conhecimento e as Sete Mônadas não forem consideradas despertas, os ários não poderão usar a denominação de Quinta Raça. Embora estejais na quinta sub-raça dos ários, conforme vos ensinaram no passado, sereis verdadeiramente a Quinta Raça somente quando tiverdes cumprido a tarefa que lhes cabe: quando manifestara a consciência de que sois Sete Mônadas”. [1]

b) Depravação da raça humana

Segundo Trigueirinho, os homens hoje existentes na superfície da terra em grande parte se depravaram, cedendo a forças involutivas. Ora, há um Governo Celeste Central – com seus Conselhos Intergalácticos e Conselhos Interplanetários – que se reuniu e resolveu vir em ajuda aos homens na terra, inaugurando aqui a Quinta Raça da humanidade. Tal ajuda se dará do seguinte modo:

- Serão transportados para fora da terra os homens não resgatáveis, involutivos. Partirão em naves espaciais poderosíssimas. Esses indivíduos serão levados para planetas de pouca evolução, existentes nesta galáxia ou em outras; não voltarão a pisar na terra por muitos milênios.

- Quanto aos homens resgatáveis hoje existentes na terra, serão transferidos para planetas diversos e voltarão à terra logo que esta tenha sido purificada e dotada de novas leis, que farão dela uma espécie de paraíso terrestre; voltarão com um novo código genético implantado em seu ser.

- Animais e plantas também serão evacuados: a fim de se preservarem dos fatos físicos que ocorrerão aqui no mundo de superfície”. [2]

c) A lua

A lua é uma nave-laboratório, utilizada por seres provenientes de galáxias distantes e dotadas de civilização adiantada; eles percorrem mais de 200 anos-luz de distância e fazem parada obrigatória na lua. Seus corpos sutis ou imateriais são, então, preparados para trabalhar na esfera terrestre sem apresentarem algum problema ao chegarem aqui. As naves que esses seres utilizam precisam de se adaptar à energia Ono-Zone atuante na terra, pois cada planeta tem seu código energético. A lua é uma base que serve a todo este sistema solar, e não só à terra. [3]

d) O surgimento de uma nova humanidade

Trigueirinho afirma que logo que terminar a partida dos seres involuidos ou atrasados, a terra será ocupada pelos filhos do Pastor, uma humanidade nova, que com fé aguarda o dia de descer ao nosso planeta. Esses novos homens trazem um profundo desejo de servir; estão em oração, sempre elevados a uma fonte-luz e se acham prontos para o novo ciclo. São dotados de novo código genético, libertos da lei do Karma humano e material. Existem seres superiores andróginos (com bivalência sexual). Constituem a Hierarquia. Entre eles não há matrimônio.

“Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (I Tm 4.1)

NOTAS

1. Quinta Raça, pág. 135, Trigueirinho

2. Ibidem, pág. 144

3. Id. Ibidem, pág. 35


Johnny Bernardo

é pesquisador, escritor, jornalista, colaborador da revista Apologética Cristã, do jornal norteamericano The Christian Post, do NAPEC (Núcleo Apologético Cristão de Pesquisas), palestrante e fundador do INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas). Há mais de dez anos se dedica ao estudo de seitas e heresias, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e seitas do mal.

É também o autor da matéria “Igreja Dividida, as fragmentações do Catolicismo Romano”, publicada no final de 2010 pela Revista Apologética Cristã (M.A.S Editora). Assina também a coluna Giro da Fé da referida revista.

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O mormonismo em poucas palavras


O Mormonismo ensina que Deus era um homem como nós que habitava em outro mundo e que progrediu até tornar-se deus seguindo as leis e ordenanças do deus de seu mundo de origem.

Ele agora governa este mundo, pois alcançou a condição divina. Sendo deus e sua esposa pessoas exaltadas, ou seja, deidades, possuem ambos um corpo físico e geram filhos espirituais que crescem e amadurecem no reino espiritual. O primeiro espírito que nasceu no reino espiritual foi Jesus. Logo em seguida veio Lúcifer e, então, todos nós. O Mormonismo ensina que nós pré-existíamos no reino espiritual, que fomos gerados pela união de deus com sua esposa deusa. Portanto, já existíamos em espírito antes de entrarmos em nossos corpos humanos através do nascimento aqui na Terra. Durante essa "compressão" na forma infantil, a memória de nossa pré-existência foi "velada".

Contudo Elohim, o deus Pai, preocupava-se com a salvação da Terra e resolveu criar, então, um plano de salvação. Jesus concordou com o plano do Pai. Lúcifer se opôs; encheu-se de inveja e se rebelou contra o Pai. Durante sua rebelião, convenceu um grande número de espíritos para juntar-se a ele em sua oposição a Deus. Porém, sendo Deus mais poderoso do que eles, os amaldiçoou, transformando-os em demônios. Desta forma, eles nunca poderão nascer em corpos humanos. (Alguns escritos Mórmons afirmam que Jesus e Lúcifer elaboraram um plano cada um. Deus escolheu o plano de Jesus, incitando a inveja e a rebelião de Lúcifer.

Os demais espíritos permaneceram ao lado de Deus. E porque escolheram o melhor caminho, quando chegar o momento de viverem na terra, terão o privilégio de escolher nascer no local e na raça que estiver à altura das escolhas que fizeram no reino espiritual.

No plano de salvação Mórmon havia a necessidade de um salvador: Jesus. Mas Ele era um espírito e estava no céu. Para que ele nascesse na terra, Brigham Young - o segundo profeta da Igreja Mórmon - afirma que Deus, o Pai, deitou-se com Maria, em vez de deixar que outro homem o fizesse. Disse, que o nascimento do nosso Salvador foi natural como o dos nossos pais. Isso basicamente significa que Brigham Young ensinou que Deus, o Pai, desceu à Terra e teve relações com Maria, sua filha espiritual, para conceber o corpo de Jesus. Ainda que muitos mórmons não cogitem tais pensamentos incestuosos sobre Deus e Maria, até onde sabemos, foi o que Brigham Young ensinou; ensino que a Igreja Mórmon não nega.

E assim Jesus nasceu, casou-se e teve filhos. Ele morreu na cruz e pagou pelos pecados dos homens - mas não pagou somente na cruz. De acordo com o Mormonismo, a obra redentora de Cristo, começou no Jardim do Getsêmani, antes de ir para cruz.

No Mormonismo, homens e mulheres têm a capacidade de se tornarem deuses. O presidente da Igreja Lorenzo Snow uma vez disse: "Como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem poderá vir a ser." Para poder alcançar este estado de divindade, é preciso se tornar primeiramente um bom mórmon: pagar integralmente os 10% de dízimo à Igreja Mórmon, seguir as várias leis e ordenanças da Igreja e, finalmente, ser merecedor. Nesse estágio, receberão uma aprovação do templo, após a qual será permitido ao mórmon entrar em um templo sagrado para cumprir uma série de rituais secretos: batismo dos mortos, casamento celestial e vários outros juramentos sigilosos e votos. Além disso, quatro aperto de mãos secretos são ensinados para que o crente mórmon, ao entrar no terceiro nível do céu mórmon, possa cumprimentar deus de uma forma específica.

Esse ritual celestial tem o propósito de permitir a entrada no nível mais alto do céu.4 Para aqueles que conseguirem chegar ao mais alto dos céus, a divindade é o próximo passo. Então a estes será permitido ter seu próprio planeta e ser deus ou deusa de seu próprio mundo, e assim o sistema mórmon será expandido para outros planetas.




por Matt Slick
do CARM.org para o INPR Brasil







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Revista Apologética Cristã

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