Bruxaria Wicca: sua história e crenças não-cristãs

"Você sabia que eu sou bruxa, e minha religião é WICCA? Não se preocupe, pois nossos feitiços na bruxaria Wicca não visam prejudicar ninguém. Nossas varinhas usadas apenas direcionam a energia para alguém ou um objeto. A Wicca tem sido até mesma ensinada nas escolas, em horários extra-curriculares, por professores wiccanianos. Não adoramos a Satanás. Praticamos a bruxaria como uma ciência, uma arte, uma religião".

Essas são algumas das alegações dos wiccanianos para defender esse tipo de bruxaria chamada de "Light", ou "Branca", para passar a idéia de inofensiva. Mas de onde surge a Wicca e por que é perigosa? Que textos bíblicos refutariam as principais crenças wiccanianas?

Histórico da Bruxaria Wicca

A Bruxaria Wicca, ou simplesmente Wicca, é uma religião pagã de origem xamânica que pretende celebrar a natureza. De fato, o Xamanismo é descrito como filosofia que prega o reencontro do homem com os ensinamentos e o fluxo da natureza com seu próprio mundo interior. Mas sobre a origem da Wicca propriamente há muitas divergências. Há aqueles que crêem que a Wicca surgiu na pre-história com a adoração das Madonas Negras, deusas da fertilidade. Outros já creem que suas origens ocorreram entre os celtas, uma sociedade matriarcal que valorizava as mulheres por praticar a herança dos bens passados de mãe para filha. O nome Wicca pode ter sua etmologia das palavras "wit" ou "wic", significando "douto", "sábio". Também, "wicca" pode ter derivado da palavra wick, que em inglês significa "dobrar-se", dando a idéia de que os praticantes de Wicca da época dobravam-se para se adaptar às realidades da vida. Todavia, o site Morte Súbita, afirma:

"Wicca não é “A Antiga Religião”, ainda que influenciada por várias religiões antigas. Wicca como nós conhecemos atualmente é derivada da filosofia oculta do século XIX - incluindo a filosofia do Satanismo literário, entre outros - projetada em uma Deusa e um Deus (não cristãos), acrescida de um estilo descristianizado de magia cerimonial da Golden Dawn e folclore britânico sortido, e mais recentemente reformulado por estudiosos neo-pagãos, e influenciado pelo feminismo e a ecologia. De qualquer forma diversas partes da incerta árvore genealógica da Wicca podem ser traçadas ao Satanismo literário do século XIX, algumas formas têm mais em comum com a Wicca atual do que o Satanismo atual." - Diane Vera.

Crenças

Deusa-Mãe Wicca

De acordo com Paul Tuitéan e Estelle Daniels, escritores wiccanos, os praticantes da bruxaria Wicca, ao redor do mundo, possuem as seguintes crenças em comum e um requisito preenchido para ser wiccaniano:

"1. Dupla poloridade da Divindade. 2. Crença na reencarnação. 3. Respeito por todos os reinos - humano, animal, mineral, celestial e espiritual. 4. Imanência da Divindade. 5. Respeito pela Mãe Terra. 6. O Giro da Roda e as mudanças das estações assinalam os Sabás. 7. Oito Sabás Solares e 12 ou 13 Esbás Lunares. 8. A Wicca é uma religião de livre escolha - não há proselitismo. 9. Todos os iniciados são Sacerdotes e Sacerdotizas. 10. Igualdade de todos os sexos e raças. 11. Uso do Círculo Mágico para culto e celebração. 12. A educação e o aprendizado são valorizados e perseguidos continuamente. 13. A Wicca é contracultural e um tanto clandestina. [...] Para tornar-se seguidor da Wicca são necessárias algumas mudanças no modo de ser [...] O aspecto da Wicca que exige mudança maior no modo de pensar é a prática da magia.[...] A nossa magia é feita num círculo sagrado e produz mudanças pelo uso controlado da vontade pessoal ou grupal." - Wicca Essencial, página 11. São Paulo. Editora Pensamento. 2006.

Deus Cornudo Wicca

Embora em futuras matérias irei explicar melhor cada item acima, gostaria de comentar rapidamente que a dupla polaridade da Divindade refere-se ao seguinte: Um Princípio Criador sem nome teria dado origem às duas polaridades: (1) Princípio Feminino ou a Grande Mãe, representando a Energia Universal Geradora, o útero de toda a criação. Esta aparece na Wicca com três faces: A Virgem, a Mãe e a Velha Sábia. (2) Princípio Masculino ou Deus Cornudo, que nasceu da Deusa anterior, sendo complemento dela. Quando esse Deus cresce e se torna adulto, ele se apaixona pela Virgem, uma das faces da Deusa, e dessa relação a Deusa fica grávida. O Deus morre no inverno e renasce novamente. Além dessa crença, os wiccanos creem na reencarnação e na influência do mundo espiritual. O respeito à Mãe Terra é dado até mesmo através de uma oração dedicada a ela. O Giro da Roda, para os wiccanos, visa o sincronismo energético entre eles e as estações do ano, e para isso, celebram 8 Sabás (Sabbats), com os seguintes nomes e datas:

1. Yule - Solstício de Inverno (21 de Dezembro)
2. Candlemmas ou Imbolc- Festa do Fogo ou Noite de Brigit (02 de fevereiro)
3. Equinócio de Primavera - Ostara (21 de Março)
4. Beltane - A Fogueira de Belenos, Festa da Primavera (01 de Maio)
5. Litha - Solstício de Verão (21 de Junho)
6. Lammas - Lughnnasad ou Festa da Colheita (01 de Agosto)
7. Mabon - Equinócio de Outono (21 de Setembro)
8. Samhain - Halloween ou Dia das Bruxas (31 de Outubro)

Quanto aos Esbás, são celebrações dos ciclos da lua. As demais crenças envolvem o culto aos Deuses, à educação e ao modo clandestino de se reunirem e cultuarem. - LAYLAH. Desmistificando a Wicca. páginas 14, 15.

A Wicca é satânica e perigosa

Embora os wiccanos realmente afirmem não adorar a Satanás, eles certamente o fazempor suas práticas e crenças. Satanás deseja o mal às pessoas, mas o que seria o mal na ética Wicca? Depende do conceito de cada bruxo ou bruxa. Por exemplo, um ex-praticante de Wicca explica sobre isso em seu livro:

"Então, temos a "Lei do Triplo Retorno". Este é um conceito relacionado ao Karma [...] e é um dos ensinos mais difundidos e sustentados por crenças éticas na Wicca moderna. Consiste na crença de que o que você "recebe" deve ter devolvido três vezes mais. Esta Lei se aplica tanto ao bem quanto ao mal. [...] Uma mulher que acabou causando mal a uma das sacerdotizas do meu coven [...] acabou roubando todas as joias de bruxaria da sacerdotiza. Novamente, fiz um ritual e invoquei a "Lei do Triplo Retorno" e a mulher (que nem tinha ainda 18 anos) acabou caindo de um lance de escadas e ficou paralítica permanentemente - quadriplégica." - SCHNOEBELEN, William. Wicca - Por Trás da Bruxaria Branca, páginas 44, 45. Rio de Janeiro. Editora Propósito Eterno. 2007.

O mesmo autor, ex-wiccano, e outros estudiosos sobre Wicca, comentam que o conceito de fazer só o bem é deturpado. Por exemplo, se o esposo de uma wiccana esmurrá-la e ela invocar a "Lei do Triplo Retorno", e esse marido for espancado até perder os movimentos de uma perna, para a sacerdotiza isso foi um bem feito a seu esposo, que lhe ensinará algo para o resto dessa vida e em futuras existências. Quanto à adoração de outros deuses, fica evidente o envolvimento com Satanás, que não deseja de modo algum que pessoas adorem o verdadeiro Deus.

Conceito bíblico sobre a WICCA

Os cristãos não creem na reencarnação. (Hebreus 9:27) Para nós, só há um Deus, triúno, Pai, Filho e Espírito Santo. (Deuteronômio 6:4; 1 Coríntios 8:5; João 20:28; Atos 5:3, 4) A tal polaridade de Deuses criada por um Princípio Criador sem nome é um meio pelo qual Satanás faz pessoas o adorarem. É uma forma de Satanás desejar adoração para si, em lugar de as pessoas adorarem o verdadeiro Deus. (Mateus 4:8-10) A Bíblia, ensina o amor e o perdão, não fazer magia e invocar três vezes mais o mal recebido. (João 13:34, 35; 1 Coríntios 13:1-8) Como diz Romanos 12:17, "não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens". Jesus também ensina: "Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas." (Mateus 7:12) Quanto aos magos e seus feitiços (bruxaria), que são formas do baixo espiritismo, a Bíblia menciona magos usando seus feitiços, os quais endureceram o coração de Faraó para não libertar o povo hebreu do Egito. (Êxodo 7:22) Em 1 Samuel 15:23, feitiçaria, rebelião e idolatria estão em pé de igauldade e causaram a ira de Deus contra Saul. Em Gálatas 5:20, feitiçaria encontra-se entre as obras da carne, e aqueles que a praticam não têm nada a ver com o Reino de Deus. Apocalipse 21:8 garante que "lá fora estão os feiticeiros". Está você preparado para usar essas verdades, e outras, para evangelizar e discipular os wiccanos com amor?



Fernando Galli
do IACS para o INPR Brasil






Como as Testemunhas de Jeová tratam seus ex-membros

“Abenildo! Você não sabe que eu não POSSO falar com você?”

Essas palavras martelavam a minha cabeça enquanto eu dirigia meu carro para o supermercado. Depois de ter tido a má ideia de dar meus pêsames a uma antiga amiga, que tinha perdido o pai. Mas esperem aí! Não era o caso de que a Margarida não quisesse falar comigo, como se ela tivesse uma inimizade pessoal comigo. Não, ela não “podia”. Não tinha nenhum problema físico, ela não é muda, ou surda. O que a proíbe de ter qualquer contato comigo, até mesmo um cumprimento, é a doutrina da desassociação das Testemunhas de Jeová. Para que entendam, vou esclarecer do que se trata essa doutrina, contando um pouco da minha história dentro dessa “religião”.

Nasci numa família que tinha ligações estreitas com a seita. Minha mãe era testemunha antes de meu nascimento. Minha irmã mais velha, tinha se batizado aos treze anos. Meu pai simpatizava, mas não era frequentador. Eu vim a ter esse envolvimento quando era adolescente, batizando-me aos dezesseis. Lembro que meu pai tinha me aconselhado a ter cuidado, pois, caso eu fosse desassociado, iria perder muito. Sábios conselhos do meu velho... Mas como a maioria dos adolescentes, não dei ouvidos e segui em frente. Entrei na seita. Entrei com tudo.

Um dos dogmas mais controversos é que o resto do mundo pertence a Satanás e logo não merece a amizade dos “verdadeiros adoradores”. Assim, tratei de me desfazer das antigas amizades em nome de Deus. Meu mundo assim se tornava circunscrito a esse círculo social. Amigos, só entre as Testemunhas de Jeová.

Eu era dedicado. Logo me tornei “Pioneiro Regular”, uma espécie de missionário que se compromete a pregar diariamente, ao menos três horas, perfazendo noventa horas no mês, o que resulta mil horas por ano, com um mês de “férias”. Isso tudo era um trabalho voluntário, não remunerado. Eu trabalhava para “Jeová”, pregando a sua palavra tal como Jesus fazia. Ledo engano... Não passava de um jovem manipulado por uma gráfica multinacional travestida de religião. Meu zelo ao divino foi assim explorado por anos a fio.

Embora tivesse angariado o respeito e a amizade de muitos, também despertava a inveja, e esta a perseguição. Não demorou muito para que os anciãos (como são conhecidos os pastores da seita), colocassem seus “cabrestos” em mim. Vários foram os motivos e várias as formas. Uma vez era a inveja do irmão que tinha casado com a filha do ancião e vivia armando contra mim. Outra o ex-namorado de uma menina que eu paquerava, enfim, meu zelo e dedicação não adiantavam muito. Mudei de congregação. Retomei meu trabalho. Tudo corria bem, quando um dia, decidi entrar na faculdade.

O ensino superior é fortemente desincentivado no meio. Afinal, pra quê estudar tanto para trabalhar num mundo que poderia acabar amanhã no Armagedom, quando Deus destruirá a tudo e a todos que não eram testemunhas? Especialmente na área de saúde! Seria inútil esse conhecimento no paraíso, que se seguiria ao Armagedom, onde todos teriam saúde perfeita, garantida por Deus! Se expuser ao mundo iníquo, às más associações de mundanos!

Foi a melhor coisa que eu fiz! O ensino superior obriga o pensar, o questionamento, o embasamento científico. Passei a questionar o que eu mesmo pregava. Desta forma, os dogmas foram caindo um por um, até que um dia percebi que a única crença que eu tinha em comum com as Testemunhas de Jeová, era que Deus existia. Nada mais.

Assim fui me distanciando da seita. Depois que minha mãe morreu, já nem pensava nisso.

Até que numa tarde, no meu consultório, recebo a visita de um ancião. O pai da Margarida. Ficou nervoso e inquieto por ter de esperar sua “consulta”. Como principiava a fazer tumulto na sala de espera, fui ter com ele.

A sua intenção era que eu pedisse dissociação. No que eu respondi que não seria bode expiatório de ninguém e não iria me sujeitar a nenhum tribunal eclesiástico, Deus é meu juiz. Resultado: fui desassociado à revelia.

O que é dasassociação? Vejam o que a Torre de Vigia orienta seus seguidores...
“Como tratar uma pessoa desassociada?Poucas coisas podem nos deixar tão tristes quanto ver um parente ou um amigo achegado ser expulso da congregação por ter cometido um pecado e não ter se arrependido. O modo como encaramos a orientação da Bíblia sobre esse assunto pode revelar a profundidade de nosso amor a Deus e quanto somos leais aos seus princípios. Considere algumas perguntas que surgem sobre esse assunto.

Como devemos tratar uma pessoa desassociada? A Bíblia diz: “Cesseis de ter convivência com qualquer que se chame irmão, que for fornicador, ou ganancioso, ou idólatra, ou injuriador, ou beberrão, ou extorçor, nem sequer comendo com tal homem.” (1 Coríntios 5:11) Com respeito a qualquer pessoa que “não permanece no ensino do Cristo”, lemos: “Nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis. Pois, quem o cumprimenta é partícipe das suas obras iníquas.” (2 João 9-11) Nós não nos associamos com desassociados, quer para atividades espirituais, quer sociais. A Sentinela de 15 de dezembro de 1981, página 21, disse: “Um simples ‘Oi’ dito a alguém pode ser o primeiro passo para uma conversa ou mesmo para amizade. Queremos dar este primeiro passo com alguém desassociado?

É realmente necessário evitar todo e qualquer contato com a pessoa? Sim, por várias razões. Primeiro, é uma questão de lealdade a Deus e à sua Palavra. Obedecemos a Jeová não apenas quando é conveniente, mas também quando envolve grandes desafios. O amor a Deus nos motiva a obedecer todos os seus mandamentos, reconhecendo que ele é justo e amoroso, e que suas leis visam o bem dos que o servem. (Isaías 48:17; 1 João 5:3) Segundo, cortar o contato com o pecador não-arrependido evita que nós e a congregação sejamos corrompidos em sentido espiritual e moral, e preserva a boa reputação da congregação. (1 Coríntios 5:6, 7) Terceiro, nossa firme posição a favor dos princípios bíblicos pode até mesmo beneficiar o desassociado. Por apoiarmos a decisão da comissão judicativa, talvez contribuamos para tocar o coração de um pecador que até então não correspondeu aos esforços dos anciãos para ajudá-lo. Perder a preciosa associação com pessoas amadas talvez o ajude a ‘cair em si’, a ver a seriedade de seu erro e a tomar os passos necessários para retornar a Jeová. — Lucas 15:17.

E quando o desassociado é um parente? Nesse caso, os laços achegados entre familiares podem ser um verdadeiro teste à lealdade. Como devemos tratar um parente desassociado? Não podemos incluir aqui toda e qualquer situação que possa surgir nesse sentido, mas vamos nos concentrar em duas situações básicas. Em alguns casos, o parente desassociado talvez faça parte da família imediata e ainda more na mesma casa. A dasassociação não põe fim aos laços familiares, por isso as atividades e os tratos normais do dia-a-dia da família podem continuar. Contudo, pelo seu proceder, o desassociado escolheu romper o vínculo espiritual que tinha com a família. Sendo assim, os membros leais da família não podem mais ter associação espiritual com ele. Por exemplo, caso o desassociado esteja presente quando a família se reunir para estudar a Bíblia, ele não deve participar do estudo. Mas, se o desassociado é um filho menor, os pais ainda são os responsáveis pela sua instrução e disciplina. Por isso eles, como pais amorosos, podem dirigir um estudo bíblico com o filho. — Provérbios 6:20-22; 29:17.

Em outros casos, o parente desassociado talvez não faça parte da família imediata ou seja um membro da família imediata que não mora na mesma casa. Embora em raras ocasiões talvez se precise cuidar de um assunto familiar com um parente desassociado, tal contato deve restringir-se ao mínimo possível. Membros leais de uma família cristã não procuram desculpas para ter tratos com um parente desassociado que não more na mesma casa. Em vez disso, a lealdade a Jeová e à sua organização os faz seguir os princípios bíblicos relacionados com a dasassociação. Seu proceder leal visa o bem do desassociado e pode ajudá-lo a se beneficiar da disciplina recebida. — Hebreus 12:11.”

Desta forma, o desassociado perde todos os vínculos que ele formou dentro da seita. Não só os de amizade, mas também vínculos familiares. Não importa se for um menor. Não importa que fira o Estatuto da Criança e do Adolescente, não importa os Direitos Humanos, não importa nem o que Cristo disse, que devemos amar até nossos inimigos. (Mateus 5:44.) Não é por amor que se espera que um desassociado volte, mas por pressão, humilhação e constrangimento. Sim, na bíblia das Testemunhas de Jeová também se encontra a história do “Filho Pródigo”, só que é sistematicamente ignorada. Aliás, muito do que o Cristo disse é ignorado.

Não, não me arrependo de ter seguido a Margarida e ter prestado minhas condolências, essa é uma atitude cristã. Mesmo sabendo que iria ser ignorado. A culpa não é dela, e sim da loucura de homens megalomaníacos que se colocam no trono do Nosso Senhor e passam a julgar e condenar eu Seu lugar.

-“Um dia, Margarida, essa discriminação acaba.” Foi minha despedida.

Atitudes concretas para isso já estão sendo tomadas. Sebastião Ramos denunciou esse abuso no Ministério Público que acatou a denúncia. Você pode conferir tudo nesse link: http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=16&t=3910

Somos um grupo de ex testemunhas que unidos lutamos contra essa segregação, além de analisar os erros doutrinais absurdos da seita.

Que o amor de Deus e de Nosso Senhor Jesus Cristo supere as injustiças cometidas em Seu Nome! Que irmãos possam se abraçar sem medo. Que a paz de Deus, que excede todo pensamento, esteja entre nós. (Filipenses 4:7).




Abenildo Galindo Florêncio
ex-testemunha de Jeová e colaborador do INPR Brasil






O Neopentecostalismo e a ética cristã

“Crédito ou débito? - Quem pergunta é o pastor da Igreja Internacional da Graça de Deus que recolhe o dízimo e outras doações munido da máquina para registrar operação com cartão de crédito."

O trecho acima introduz a matéria Templo é dinheiro, da jornalista Sarah Corazza, da revista paranaense Ideias. A matéria é resultado de um mês de visitas a templos neopentecostais de Curitiba, quando a autora constatou que os “neopentecostais fazem sucesso de público e de bilheteria.” Segundo Corazza, houve um tempo em que Curitiba era conhecida como a “cidade das farmácias”, dada a quantidade de farmácias por metro quadro. Hoje a realidade é outra: são os templos neopentecostais que chamam atenção.

Presentes na capital paranaense desde pelo menos o começo dos anos 80, uma das que mais se destacam é a IURD, que, segundo a reportagem, adquiriu a antiga fábrica Matte Leão para abrigar o seu rebanho que não para de crescer. A jornalista atribuí tal façanha ao crescimento desenfreado e ambicioso dos cofres da instituição.

“Logo se vê que as neopentecostais fazem sucesso não apenas de público, mas também de bilheteria. É incalculável o que arrecadam diariamente. O suficiente para abrir templos e também para financiar o proselitismo eletrônico que ocupa boa parte do horário televisivo e radiofônico. Isso custa dinheiro. Muito dinheiro. Tanto que a Universal do Reino de Deus, do financista e bispo Edir Macedo, comprou a sua própria rede de televisão.” [1]

O que vemos em Curitiba se perpetua por todo o país e atravessa as fronteiras, com adeptos nos EUA, Europa e também nos países abaixo do Saara. Não apenas a IURD, mas também boa parte das igrejas neopentecostais vivem o bom da ignorância de milhares de brasileiros que diariamente peregrinam para seus templos em busca de cura e prosperidade. São massas sem doutrina que orbitam em torno de crendices populares e sessões de descarrego da Igreja Universal, passando pelas campanhas do sabonete ungido da Graça de Deus e do lenço abençoado do Valdomiro. Isaltino Gomes Coelho completa.

“As igrejas neopentecostais, e a IURD é o maior exemplo, não são compostas de pessoas envolvidas em uma Koiononia cristã. A maior parte não se conhece. Não há um projeto eclesiástico comum aos frequentadores, que são apenas clientes que buscam uma resposta mágica para seus problemas”. [2]

Essas igrejas, diria Antonio Gouveia Mendonça em sua obra “O Neopentecostalismo, Excerto de Estudos da Religião”, são controladas por pessoas ou por grupos sem dever para com os clientes, a não ser passar-lhes um produto, normalmente sob contribuição financeira. São usuários sem os direitos e sem um procon ao qual recorrerem. Consomem o produto, mas não têm poder de ingerir no sistema.

De acordo com o sociólogo Ricardo Marinho, autor de “Neopentecostais – Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil” -, “a preocupação dos neopentecostais é com esta vida. O que interessa é o aqui e o agora”. Essa citação consta da matéria “Evangélicos, quem são eles, por que crescem tanto e o que essa expansão significa para o Brasil e para o mundo”, publicada em fevereiro de 2004 pela revista Super Interessante. Nela, o jornalista Sérgio Gwevman faz uma análise do crescimento dos evangélicos brasileiros e atribui ao Neopentecostalismo um papel central nessa expansão. Uma das características do proselitismo praticado pela IURD, segundo Gwevman, é a atribuição aos demônios boa parte dos males que atingem os fieis.

“Para os neopentecostais, os homens não são responsáveis pelos atos de maldade que cometem: é o Diabo que os leva a pecar. Numa sessão de descarrego da Igreja Universal, o pastor explicou que, se o fiel enfrenta um problema há mais de três meses, é provável que esteja carregando um encosto. ‘Se a dificuldade completar um ano, daí não há dúvida: a culpa é do demônio’, disse a congregação. Ele não se referia só a entraves financeiros ou comportamentais. A receita vale para tudo, inclusive para doenças incuráveis. Assim, expulsar o demônio do corpo é a receita única para todos os males, de casamento infeliz até câncer no pulmão”. [3]

Wemerson Marinho, em sua análise “Pontos Discutíveis do Movimento Neopentecostal” levanta estas e outras questões relacionadas ao sistema litúrgico e isolamento espiritual que são submetidos os frequentadores das igrejas neopentecostais. Ele cita, entre outras coisas, a falta de uma liturgia eclesiástica e a pouca atenção dada às Escrituras Sagradas como a única regra de fé e conduta.

“Os neopentecostais afirmam que a Bíblia é a Palavra de Deus e, com isto, nós concordamos. Mas para eles, a palavra dos “profetas”, dos visionários, também é a Palavra de Deus. E, por isto, baseiam suas vidas e suas doutrinas também em visões, ‘novas revelações’ e em experiências místicas.” [4]

Esse é o ponto “x” da questão colocada pela maioria dos estudiosos do movimento, ou seja, a falta de uma doutrina sólida acompanhada de um discipulado sistêmico e bíblico. Há casos de indivíduos que se deixam batizar por mais de cinco vezes nos templos da IURD por acreditar que tal prática irá “purificá-lo por completo” (sic) como se as águas batismais possuíssem qualquer poder a não ser o simbolismo que proporciona aos verdadeiros nascidos da água e do Espírito.

É a falta de uma hermenêutica sadia a causa da maioria das crenças e práticas impuras praticadas pela liderança da IURD, segundo conclui o dossiê “Análise da Teologia e Práxis da Igreja Universal do Reino de Deus” publicado pela Igreja Presbiteriana do Brasil e que se encontra disponível no livro “Igreja Universal do Reino de Deus – Sua doutrina e prática” (S. Paulo: Editora Cultura Cristã, 1997 p. 28). O documento faz a seguinte afirmação com relação à maneira como os líderes da IURD interpretam as Escrituras.

“O método de interpretação das Escrituras utilizado por bispos e pastores da IURD consiste em geral numa atualização ou transposição das experiências religiosas de personagens bíblicas para os dias atuais. Isto ocorre em virtude do que entendem ser a Bíblia. Macedo não parece ver a Bíblia como a revelação proporcional de Deus, mas como um livro de experiências religiosas, que começa com Israel no Velho Testamento e termina com a humanidade em Apocalipse, experiências estas que podem ser repetidas nos mesmos moldes, nos dias atuais.

Assim, a repetição ou re-encenação de episódios e eventos bíblicos é utilizada como ferramenta que lhes permite usar as Escrituras como base de sua prática... Por exemplo, assim como Noé fez uma aliança com Deus, podemos nós também fazê-la. Assim como Josué cercou as muralhas de Jericó e ao som de trombetas elas caíram, assim podemos cercar as muralhas das dificuldades e problemas e derrubá-los em nome de Jesus (usando uma trombeta de plástico e uma muralha de isopor). A vara que Moisés usou, o cajado de Jacó, os aventais de Paulo – todas estas coisas, e muitas outras tiradas das histórias bíblicas, se tornam tipos da utilização de apetrechos semelhantes, aos quais é atribuída (apesar das negações em contrário) algum valor espiritual na resolução de problemas”. [5]

Leonildo Campos, usado como referência pelo dossiê, faz coro ao dizer que a Bíblia é muito mais que um depósito de símbolos, alegorias e de cenas dramáticas ou até um amuleto para exorcizar demônios e curar enfermos do que a Palavra de Deus, encarada por outros protestantes como “regra de fé e prática”, e para os fundamentais, a “regra infalível”. Campos é autor do livro “Teatro, Templo e Mercado” (S. Paulo: Simpósio Editora, 1999, p. 82) onde faz uma análise do uso da fé como instrumento de riqueza pelas igrejas neopentecostais e demais grupos positivistas.

Superficialidade e engodo psicológico

Devido à ênfase na liturgia envolvente, curas e exorcismos, os neopentecostais são na sua maioria superficiais na fé e no conhecimento das Escrituras, segundo expõe Marinho em “Pontos Discutíveis do Movimento Neopentecostal”. Não somente isso, mas também a falta de uma doutrina bíblica e discipulado fazem com que os indivíduos que recorrem aos templos neopentecostais permaneçam ignorantes em suas crendices e continuem a praticá-las. Nesse ponto, a IURD se assemelha ao catolicismo ao incorporar todo tipo de religiosidade oferecendo-lhe valores cristãos, ao mesmo tempo em que libera seus dizimistas para que frequentem outros locais de culto e não tenham que se submeter aos princípios bíblicos e cristãos.

Por outro lado, existe uma tentativa de “isolamento” desses indivíduos, tirando-lhes sua capacidade de discernimento e/ou compreensão dos fatos que ocorrem em seu entorno. Um exemplo disso é o uso da psicanálise nas reuniões da IURD, como revela o artigo A ciência dos transes (Época, 28 de abril, 2003) que compara as práticas neopetencostais aos princípios psicológicos defendidos por Emile Durkhein (autor do estudo sobre a função dos transes nas sociedades primitivas) e o neurologista Jean-Martin Charcot (que mostrou como as técnicas de hipnose induzem as incorporações de “espíritos”). Na matéria, a revista cita uma declaração de uma ex-fiel da Igreja Universal que revela como os bispos e seus auxiliares aprendem a induzir o transe.

“Quando a pessoa está tonta, fica mais aberta para manifestar os demônios”, diz a obreira Aparecida Santos, ex-fiel da Igreja Universal, atualmente na Igreja Internacional da Graça de deus. Ela costuma pôr a mão na cabeça dos fieis e fazê-la rodar. Outro recurso que funciona é tocar músicas altas no teclado, com acordes bem tenebrosos. ‘Porque o demônio não gosta de silêncio’, explica a obreira. Aparecida aprendeu as técnicas do exorcismo na Universal, onde passou cinco anos como auxiliar de pastores.” [6]

Outro recurso utilizado pela IURD é o chamado “Jejum dos 21 dias” período em que os fieis devem se concentrar nos discursos da igreja e se isolar do mundo externo, sendo proibidas de ter acesso a qualquer tipo de informação, seja por meio de jornais, sites, rádio ou televisão. “O Bispo Romualdo e os pastores têm sugerido acessar apenas o blog do Bispo Macedo onde haverá textos para meditação nesse período de Jejum”, revela o frequentador Alexandre Fernandes em uma página da web.

O objetivo do “jejum da separação”, segundo os líderes da IURD, é a busca de uma vida espiritual equilibrada. No site IURD.pt encontramos a seguinte afirmação.

“O jejum, para muitos, indica apenas o abster-se da bebida e da comida, e esse é o jejum normal. Já o santo jejum não está relacionado só com isso. E o que é que o/a impede de estar em espírito? Por exemplo, ler livros ou revistas que não falem de Deus, ouvir músicas ou notícias que não falem de Deus, ou seja, que não o/a conectem a Ele e não alimentem o seu espírito.

Iremos fazer um jejum que inclui não assistir televisão, não usar a Internet, não ler revistas e livros, etc. Vamos orar três vezes por dia, de manhã, à tarde e à noite, e você vai fazê-lo e vai-se santificar, fortalecer e investir no seu espírito, para que seja cheia d’Ele”

Apesar do objetivo aparentemente louvável da Igreja Universal, existe por trás um engodo psicológico perigoso e que nos remete aos grupos conhecidos como “seitas destrutivas”. Tais segmentos recrutam novos discípulos com promessas de cura, prosperidade e encontro com Deus. Uma vez fisgado, o indivíduo é convidado a se juntar à igreja e se afastar de tudo que possa impedi-lo de desenvolver sua espiritualidade, como familiares e amigos próximos. A partir de então ele passa a pertencer à comunidade, isolando-se física e psicologicamente do mundo exterior. Nestas condições, a manipulação ou lavagem cerebral torna-se fácil, fazendo com que o novo discípulo concorde em entregar suas economias e se dedicar exclusivamente à comunidade religiosa, desenvolvendo atividades que beiram ao “escravismo”. É o caso da Seita do Rev. Moon, a Família (antiga Meninos de Deus), o Templo dos Povos etc.

A Igreja Deus é Amor, com toda sua ritualística e imposição doutrinária, promove algo semelhante ao submeter seus membros a um fanatismo cego e quase doentio, proibindo-lhes de assistir televisão, participar de festas ou mesmo ir à praia. O motivo pelo qual não há uma modernização nos padrões doutrinários da Igreja deve-se ao fato de que submetidos ao manto do fanatismo seus membros continuarão a ofertar e seguir fielmente os desmandos de seu líder máximo, o missionário David Miranda.

Na IURD, apesar da não-obrigatoriedade de se desenvolver uma vida religiosa pautada em usos e costumes, há problemas sérios relacionados às campanhas de prosperidade, como a fogueira santa que todos os anos arrecada milhões de reais e deixa famílias desamparadas, com a entrega quase que total de suas propriedades. Sendo não poucos os casos de ex-fieis que recorrem à justiça para reaver seus bens, com a alegação de indução ao erro.

Ausência da ética cristã

O maior problema relacionado às igrejas neopentecostais, e a IURD é o principal exemplo, é a ausência da ética cristã. Ela compreende diversos aspectos, desde a questão doutrinária até princípios morais defendidos pelo cristianismo bíblico. Augustus Nicodemos define a ética cristã nos seguintes termos:

“A ética cristã, em resumo, é o conjunto de valores morais total e unicamente baseado nas Escrituras Sagradas, pelo qual o homem deve regular sua conduta neste mundo, diante de Deus, do próximo e de si mesmo. Não é um conjunto de regras pelas quais os homens poderão chegar a Deus – mas é a norma de conduta pela qual poderá agradar a Deus que já o redimiu. Por ser baseada na revelação divina, acredita em valores morais absolutos, que são à vontade de Deus para todos os homens, de todas as culturas e em todas as épocas.”

A ética cristã pressupõe defesa dos bons costumes, da moral e de uma vida pautada nas Escrituras Sagradas. Aí temos a questão da defesa da vida, da família e da sociedade como pertencentes a Deus. Questões como o casamento e o aborto são uma das problemáticas quando comparamos a IURD a outras denominações cristãs. Com base em fatos puramente comerciais (digo “comerciais” no sentido literal da expressão), a IURD deixou de ver a vida como elemento máximo das decisões humanas, para transformá-la em uma oportunidade de negócio. A defesa do aborto nada mais é do que uma estratégia, um meio encontrado pela igreja para atrair católicos descontentes com sua religião. É com base em tais parâmetros que a Igreja Universal se define, delineando para o mundo que tipo de indivíduos frequentam seus templos.

São esses mesmos indivíduos que traem seus cônjuges, segundo pesquisa realizada pelo BEPEC – Bureau de Pesquisa e Estatística Cristã. De acordo com o estudo, a porcentagem de neopentecostais que afirmam terem alguma vez praticado infidelidade conjugal é de 26,51%, contra os 21,43% de pentecostais. Os dados revelados pela pesquisa comprovam que a ausência de um discipulado eficiente e ética cristã nas igrejas neopentecostais, resultam em uma massa crua e sem vida composta por indivíduos das mais diferentes confissões religiosas que procuram seus templos atraídos pela propaganda de prosperidade e cura divina. Uma nova reforma se faz mais que urgente.

Notas

1. CORAZZA, S. Templo é Dinheiro, Curitiba. Revista Ideias, maio de 2011

2. COELHO, I.G. Neopentecostalismo, Campinas – SP. Palestra ministrada em abril de 2004 na Faculdade Teológica de Campinas.

3. MARINHO, R. Evangélicos, quem são eles, por que crescem tanto e o que essa expansão significa para o Brasil e para o mundo. São Paulo – SP. Revista Super Interessante, fevereiro de 2004, pág. 55

4. MARINHO. W. Pontos Discutíveis do Movimento Neopentecosta. Ipatinga – MG.

5. Comissão Permanente de Doutrina da Igreja Presbiteriana do Brasil. Igreja Universal do Reino de Deus – Sua Teologia e Sua Prática. S. Paulo: Editora Cultura Cristã, 1997, p. 28

6. A Ciência dos Transes. São Paulo – SP. Época, abril de 2003 págs. 73 e 74

7. NICODEMOS A. Ética Cristã. São Paulo – SP. O Tempora, O Moraes, 2010.



Johnny Bernardo

é pesquisador, jornalista, escritor, colaborador da revista Apologética Cristã, do jornal norteamericano The Christian Post, do NAPEC (Núcleo Apologético Cristão de Pesquisas), palestrante e fundador do INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas). Há mais de dez anos se dedica ao estudo de religiões, seitas e heresias, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e seitas do mal.

É também o autor da matéria “Igreja Dividida, as fragmentações do Catolicismo Romano”, publicada no final de 2010 pela Revista Apologética Cristã (M.A.S Editora). Assina também a coluna Giro da Fé da referida revista.

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Você sabe defender sua fé?

"Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo". (João 7:17)

Estava meditando em minha fé, e me deparei com uma questão que assume um espaço muito grande nas dúvidas dos cristãos nos dias de hoje: - Tenho fé, mas não sei como defendê - la.

Defender a fé é ter em nossas mentes e corações a convicção de que Jesus morreu por amor de nós, e que na sua infinita misericórdia é nosso salvador. Simplesmente crer, pois, assim é nos dado o poder de ser chamados filhos de Deus. Mas, como mostrar isso: estamos em uma sociedade onde ser evangélico é moda, não se tem respeito, não se tem postura diante do Evangelho de Jesus.

Muitos se gabam de ganhar almas para Jesus, mas é conversa fiada não está ganhando almas coisa nenhuma, estão sim dando espetáculos de tonificação da voz, fazendo uma espécie de tratamento da oratória confundindo e emocionando as pessoas, lógico existem pessoas que são tocadas pelo Espírito Santo, mas é inaceitável, vergonhoso, não se defende a fé, não tem transmissão de conhecimento ou mesmo uma vertente que abra os olhos e se aplique o Evangelho genuíno. É certo que inicialmente não se pode esperar muito de uma pessoa que conheceu o Evangelho, mas isso tem que ser primordial para o andamento de uma obra para o Senhor.

Um cristão bem formado e que sabe defender sua fé por natureza é um apologista, sabe defender o que é certo (Judas 3), sabe santificar suas posições e obedecer aos mandamentos de Deus (1Pedro 3:15), não quer dizer que não tenha que estudar e buscar aprimoramento, mas que, Deus esta com ele dentro ou fora de uma igreja ele sabe levar o Evangelho, ricos ou pobres vão entender a mensagem que ele passa, vão ser impactados.

Esteja pronto a defender sua fé, adquira conhecimento suficiente na Palavra de Deus para que a defenda com louvor, por que vocês acham que as seitas heréticas mórmons, as TJs consegue fazer muito, porque tem completo conhecimento do que estão falando, simplesmente sabem defender a fé que professam mesmo que biblicamente seja deturpada.Tenha em mente que sempre, sempre vão existir situações e pessoas aplicando uma filosofia ou mesmo ideologia para sobrepor sua crença, e desmoralizar a Palavra de Deus.



Ibimon Pereira Morais

é apologista, membro do ABAC (Associação Brasileira de Apologistas Cristãos) e colaborador do INPR Brasil







Maria: virgem, santa ou pecadora?

Maria surgiu na história com uma missão específica: trazer o Messias ao mundo, por meio da concepção. Ela figura não mais como um "canal" ou "meio" pelo qual o Filho veio ao mundo. Sua vida pode ser vista como exemplo de fé e devoção, mas não como um objetivo de culto.

Ao nascer, Maria não se distinguiu de nenhum ser humano; ela foi concebida em pecado e assim permaneceu até a sua morte. Ela não foi e não pode ser considerada divina, ou parte da santíssima Trindade. É Jesus e não Maria quem intercede por nós diante do Pai. Amamos Maria, mas adoramos Jesus. Epifânio, um grande apologista cristão do século IV, fez a seguinte observação:

"Não se deve honrar os santos mais do que é justo, mas deve-se honrar o Senhor dos santos. Maria, de fato, não é Deus nem recebeu seu corpo do céu, mas de uma concepção de um homem e uma mulher. Ela é digna de muita honra mas não foi dada para adoração, antes, adora aquele que nasceu de sua carne. Honre-se Maria, mas adore-se o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Ninguém adore Maria".

Sempre virgem?

É um erro pensar que Maria permaneceu virgem por toda a vida, uma vez que o relato de Mateus parece não deixar dúvida.

"E José, despertando do sono, fez como o anjo lhe ordenara e recebeu sua mulher, e não a conheceu até que deu à luz seu Filho, o primogênito..." (Mt. 1.24)

Essa passagem declara que, depois do nascimento de Jesus, José e Maria tiveram uma vida conjugal normal como qualquer outro casal. Mateus é incisivo em dizer que "José não a conheceu até que...", uma vez que tanto a palavra "conheceu" como a preposição "até", possuem um mesmo sentido no texto. Primeiro, sempre que a Bíblia emprega o termo "conheceu", ele está associado a uma relação sexual. É o que encontramos em Gêneses 4.1.

"E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim..".

Segundo, sabemos pelos evangelhos que Maria teve outros filhos além de Jesus.

"Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua Mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs?

Esse texto é enfático em afirmar que Maria teve outros filhos além de Jesus, pondo por terra a teoria católica da virgindade perpétua. É fácil de perceber pelo texto que Mateus se refere mesmo a família de Jesus, porque faz referência aos pais do mestre. Logo, seria de se imaginar que os "irmãos de Jesus" eram mesmo irmãos de carne, e não "primos", como o catolicismo quer provar.

Todos pecaram

Também é um erro pensar que Maria foi concebida sem pecado, uma vez que a Bíblia é taxativa ao dizer: "Em iniquidade foi formado, e em pecado me concebeu minha mãe" (Sl. 51.5). Embora tais palavras tenham sido proferidas por Davi, elas se aplicam a todos os seres humanos. É o que Paulo tinha em mente quando disse: "pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm. 3.23). O pecado trouxe separação entre o homem e Deus, fazendo com que todos nascessem na iniquidade.

Com exceção de Jesus, todos os que vieram após Adão possuem a semente do pecado. Ele faz parte da natureza humana, sendo removido somente pelo sangue de Jesus. Mesmo assim, para ser redimido, o homem precisa ter um encontro com Deus. A salvação é recebida de graça, mediante a fé em Cristo. Isto é, ela resulta da graça de Deus (Jo. 1.16) e da resposta humana da fé (At. 16.31). Maria, como qualquer outra pessoa, não poderia fugir à regra. Ela não poderia alcançar a salvação por si só - ela necessitava da graça de Deus (Lc. 1.29).



Johnny
Bernardo
do INPR Brasil



Leia também








Auto-ajuda ou Ajuda do alto?

O aconselhamento secular começa e termina com o ego; o aconselhamento profissional “cristão” começa e termina com cristianismo interpretado através de teorias do “ego”. Ambos os casos são contrários ao que a Bíblia ensina. Não existe um único versículo, de Gênesis ao Apocalipse, que dê uma alusão de apoio aos conceitos de “ego” da psicologia (MT 16.24).

Ao invés de buscar conhecer melhor a Deus através do sofrimento, alguns cristãos procuram conhecer-se melhor através das teorias psicológicas dos homens. Karl Jung, ao se referir à Jesus, disse certa vez: “ Ele é, vocês sabem, ao mesmo tempo macho e fêmea. Mas, sabe, a gente se esquece disso.” Esquece onde ele achou essa versão macho-fêmea de Jesus na Bíblia?

Por incrível que pareça, há inúmeros casos de pastores que deixaram o ministério para se dedicarem à psicoterapia. Infelizmente alguns cristãos preferem à psicoterapia ao invés de buscar a santificação, ao lidarem com problemas da alma. A nossa posição é que a Bíblia fornece tanto uma base espiritual para o crescimento cristão quanto soluções espirituais para problemas mentais, emocionais e comportamentais de origem não-orgânica.



Marcos Lopes
do INPR Brasil






O que é Yoga

Vishal Mangalwadi, cidadão hindu e filósofo por natureza, tem, por um longo período, desenvolvido um ministério muito frutífero entre os hindus. Ao passo que o ocidente volta-se progressivamente para o hinduísmo e para os gurus da “nova era”, precisamos estar preparados para contra-atacar esse falso evangelho.

De acordo com o ensino hinduísta, o problema básico do homem não é de ordem moral e sim metafísica. Esse problema não consiste no fato do homem ser culpado de haver infringido a lei moral de Deus, mas sim no fato dele, por alguma maneira, haver se esquecido de sua natureza verdadeira e estar experimentando ser outro alguém que não ele próprio. O homem não é pecador, ele é apenas alguém que ignora o seu verdadeiro eu. O problema dele está na consciência. A salvação do homem consiste em alcançar aquele estado original de consciência que ele perdeu. A verdadeira natureza ou consciência original do homem é definida de maneiras diferentes por gurus monísticos e não-monísticos. Os gurus monísticos acreditam que Deus, o homem, e o universo constituem enfim uma unidade e ensinam que o homem é uma Consciência Infinita, ou seja, o homem é Deus, mas de algum modo, este se enredou numa consciência finita, pessoal e racional. Enquanto ele permanecer nesse estado ele nascerá sucessivamente nesse mundo de sofrimentos. Salvação consiste em transcender a consciência finita e pessoal e imergir na (ou experimentar tornar-se a Consciência Infinita Pessoal, saindo assim, do ciclo de nascimentos e mortes.

Salvação é uma questão de percepção ou realização. O homem já constituiu uma unidade com Deus e só tem que perceber ou realizar esse fato. Nesse contexto, “perceber” não é uma atividade cognitiva. Não está em pauta a questão do individuo saber intelectualmente ou deduzir logicamente que ele é Deus, mas sim de transcender essa consciência racional cognitiva e experimentar um estado “mais elevado” do desenvolvimento da consciência, que se acredita ser Deus e nosso verdadeiro eu.

Os gurus, bem como os movimentos não-monísticos (o movimento Hare Krishna) não acreditam que o homem seja Deus nem que jamais venha ser. Segundo a seita Hare Krishna, Deus é um Ser pessoal – Krishna. O estado original do homem é o de Consciência Krishna e sua natureza verdadeira é ser um servo amável de Krishna. Mas o homem se esqueceu disso e se envolveu nesse mundo material. Ele tem que restabelecer seu vínculo com Krishna e adquirir Consciência de Krishna. Somente assim o homem sairá do ciclo de nascimentos e mortes e viverá para sempre com Krishna na Goloka ou céu. [1]

Portanto, salvação no hinduísmo consiste em realização, percepção ou experiência do que os hinduístas chamam de natureza verdadeira do individuo. Essa realização ocorre quando o individuo consegue alterar sua consciência e atingir, segundo eles, um estado “mais elevado” de consciência.

Mas como é que se pode alterar a consciência? Através da manipulação de nosso sistema nervoso.

Há milhares de anos, numerosas técnicas foram desenvolvidas para se manipular o sistema nervoso do individuo com a finalidade de alterar-lhe a consciência. Essas técnicas são geralmente chamadas de Yoga. Nsta palestra discutiremos apenas algumas das técnicas que os gurus modernos tem popularizado. [2]

CINCO CAMINHOS PARA A SALVAÇÃO NO GURUÍSMO CONTEMPORÂNEO

HATHA YOGA: Salvação por meio de exercício físico

A Hatha Yoga, que consiste de exercícios físico e de respiração, é um método muito antigo. A crença de que o individuo pode alcançar “salvação” por meio de exercícios físicos baseia-se no fato de acreditar-se que a salvação é um problema de percepção, e que percepção depende do sistema nervoso do individuo, o qual, por sua vez, depende da condição física dele. O sistema nervoso pode ser afetado e a consciência alterada pela manipulação fisiológica do corpo do individuo.

O problema com a Hatha Yoga é que a mesma consiste de um processo longo e tedioso que requerem muita disciplina e um professor competente. Indaga-se muitas vezes se um crente pode praticar a Hatha Yoga. Muitos crentes não acham errado praticá-la, pois a mesma é freqüentemente divulgada como despida de natureza religiosa e vendida por seus valores terapêuticos. Contudo, quando uma pessoa experimenta a alteração da consciência e tem uma “visão de possibilidades” (Mahesh Iogi), ela se torna aberta para a filosofia hinduísta na qual a Hatha Yoga se baseia. Pode haver alguns professores de Hatha Yoga completamente desinteressados em divulgar as bases filosóficas dessa pratica, os quais a ensinam somente para ganhar dinheiro e promover a saúde. Não me sinto qualificado para falar sobre os benefícios terapêuticos da Hatha Yoga, mas me parece que se uma pessoa estiver praticando certos exercícios desenvolvidos na Índia por razões de saúde, ela não deveria dizer que está praticando Yoga, pois os exercícios físicos só se tornam Yoga quando praticados para alterar a consciência, ou causar uma fusão do individuo com Deus. O próprio significado do vocábulo Yoga é “união da alma com “Deus”. [3]

Pode-se indagar, “Que mal há em alterar-se artificialmente a consciência?” Não acho que existe algum mal no estado alterado da consciência por si só. Loucura, sonambolismo e alucinação, apesar de indesejáveis, representam estados alterados da consciência que não são males morais. Contudo, do ponto de vista bíblico, é certamente pecado considerar que a própria consciência alterada seja Deus. E atribuir importância espiritual a exercícios físicos é tornar-se vitima do engano de Satanás.

Há séculos que na Índia o uso de alucinógenos tem sido um método aceitável de alteração da consciência. Mas muitos gurus modernos têm desencorajado o uso dessas drogas por produzirem resultados imprevisíveis, causarem dependência e serem prejudiciais.

JAPA YOGA: “O Caminho Mecânico” para a salvação

Japa é a repetição ou cântico de uma mantra, (geralmente um nome para Deus ou espírito maligno). O movimento Hare Krishna canta os nomes de Krishna e Rama:

Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna, Krishna, Hare Hare, Hare Rama, Hare Rama, Rama. Rama, Hare, Hare.

Os gurus monísticos preferem usar um nome simbólico de Deus, como “Om”, ou uma mantra cujo significado o mediador desconheça, para que o nome ou mantra não venha a criar, por associação, quaisquer pensamentos ou imagens na mente.

A repetição constante de sons elimina todos os outros estímulos, concentrando assim a mente e tornando-a eventualmente em um não-estimulo. Isso induz a um estado em que a mente não é consciente de qualquer coisa ou pensamento, mas somente da própria consciência. A esse estado chama-se Consciência Pura ou Consciência Transcendental. [4]

Para que essa técnica seja eficaz na “realização divina”, o individuo tem que pratica-la cerca de 3 a 4 horas por dia.

Mahrishi Mahesh Yogi, o divulgador da Meditação Transcendental ser uma pratica confidencial, muitos crentes consideram-na uma coisa misteriosa. Realmente a iniciação consistem em um ato muito simples: Ao interessado em ser iniciado pede-se que traga flores, doces, um lenço branco, cânfora e outras coisas alem de uma considerável soma em dinheiro correspondente a uma taxa para a cerimônia “puja”. Durante a cerimônia o professor adora a foto do guru de Maharishi Mahesh Yogi e também pede que o iniciante se curve diante da foto. O professor invoca as bênçãos de vários deuses e deusas e em seguida dá a mantra ao iniciante. Geralmente a mantra é uma palavra curta, o nome de alguma deidade como Ram, Om, Hrim, Sring, Aing. Pede-se ao discípulo que se sente confortavelmente, feche os olhos e repita silenciosamente o mantra, como por exemplo, da seguinte forma: “Ram…Ram…Ram…” por 20 minutos. Informa-se o iniciante de que primeiro se esquecerá do resto do mundo e ficará consciente apenas da mantra. Em seguida ele se esquecerá também da mantra, transcenderá todos os pensamentos e sentimentos e se tornará consciente apenas da consciência. Esse é o estado Transcendental da Consciência.

Depois de algum tempo, o meditador alcança um estado mais elevado de consciência, chamado Consciência Cósmica, em que ele tem consciência tanto do mundo como da Consciência Pura. Então, depois de muitos anos de meditação, o individuo pode atingir a Consciência de Deus, com a qual vem a perceber os níveis mais sutis do mundo objetivo, que se lhe apresenta como pessoal. Nesse estado diz-se que o individuo pode até mesmo se comunicar com pássaros, animais, plantas e pedras. Seguindo esse estado vem o estado final de Unidade de Consciência, em que o individuo percebe a unidade dele mesmo com o universo. Nisso consiste a liberação.

Mahesh Yogi chama esse método de “Método Mecânico para a Concretização de Deus”. Ele diz que é possível concretizar Deus de uma maneira mecânica, pois a concretização de Deus é uma questão de percepção e o “processo de percepção é ambos mecânico e automático”. Para percebermos os objetos externos basta “abrirmos nossos olhos e a visão do objeto vem automaticamente sem o uso do intelecto ou das emoções”. Semelhantemente, para percebermos a consciência interior temos que direcionar nossa atenção para dentro e automaticamente chegamos a percebe-la.

Quer seja interior ou exterior, a percepção é automática e mecânica”, escreve Maharishi. A percepção na direção exterior é o resultado de um aumento progressivo da atividade do sistema nervoso. E a percepção na direção interior é o resultado de diminuição de atividade… até que todo o sistema nervoso atinja um estado de calma, um estado tranqüilo de vigilância. Isso concretiza o seguinte preceito: “Fique tranqüilo e saiba que eu sou Deus… [5]

SURAT-SHABD YOGA: O Caminho do Som e da Luz

“Deus é Luz”, afirmam muitos gurus, e acrescentam que essa luz está dentro de nós. “No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus” declaram muitas seitas, acrescentando ainda que esse verbo está dentro de nós. Quando a alma estabelece contato com esse verbo, o verbo a leva de volta para Deus, onde é o lugar original dela.

A Missão da Luz Divina e a Radha Saomi Satsang (Beas), tem sido as principais organizações responsáveis pela popularizacao da Surat-Shabd Yoga no Ocidente. Surat significa alma e Shabd significa verbo, palavra ou som; assim, Surat-Shabd Yoga é a união da alma e do verbo. [6] [7]

As seitas que ensinam esse método tentam manter suas técnicas em sigilo absoluto. As técnicas recebem vários nomes, tais como: Nam (nome) e Updesh (conhecimento), etc. Os vários nomes são atribuídos às técnicas com o intuito de propositalmente enganar não-iniciantes. “nome” e “conhecimento” realmente referem-se a técnicas de manipulação fisiológica dos sentidos e de meditação associada à respiração do indivíduo.

Ao contrario da Meditação Transcendental, as seitas que ensinam o método do som e da luz não iniciam todos que manifestam o desejo de serem iniciados. Não existe um critério definido para julgar se a pessoa está apta ou não para a iniciação: isso depende dos sentimentos arbitrários do iniciador. Algumas seitas estipulam também outros requisitos como: abstinência de bebidas alcoólicas, drogas, alimentações não vegetarianas, etc.

Depois de escolhido para a iniciação, o individuo é conduzido a uma sala fechada onde o iniciador explica a importância do “conhecimento”; do Satsang (o verdadeiro Mestre). O iniciante em perspectiva faz dois votos: um de sigilo e outro de seguir somente a seu próprio guru. Em seguida ele curva-se, ajoelha-se, ou prostra-se diante do guru ou da fotografia deste, e o adora. Depois disso o iniciador ensina-lhe as técnicas de meditação.

As outras seitas que ensinam salvação por meio desse método descrevem suas experiências de modo diferente. Segundo algumas seitas, a Radha Soami Satsang por exemplo, durante a meditação o “terceiro olho” abre-se e a alma sai do corpo através desse olho juntamente com o fluxo do som (Logos ou Verbo), e viaja para o céu. Ao longo do caminho ela passa por muitas experiências maravilhosas e finalmente funde-se em Deus.

KUNDALINI YOGA: Salvação pelo “Poder da Serpente”

A psicologia hindu ensina que no corpo humano, três centímetros acima do reto e três centímetros abaixo dos órgãos genitais, na ponta da espinha está um triangulo no qual localiza-se a Kundalini Shakti, ou o “Poder da Serpente”. O que realmente é a Kundalini ninguém sabe, mas acredita-se que a mesma seja nas cores vermelha e branca. Ela é também descrita como “espiral do poder” ou “energia sexual criativa”. Normalmente ensina-se que a Kundalini permanece encaracolada e dormente, mas quando acorda ela levanta-se e começa a se dirigir para a parte superior do corpo. Nesse trajeto da ponta da espinha à parte superior da cabeça ela passa por 6 centros psíquicos chamados chakras. Cada vez que ela passa por um chakra ela proporciona vários poderes e experiências psíquicas ao individuo. Quando finalmente ela alcança a chakra superior, chamada sahasrara chakra, presume-se que o individuo pode alcançar a libertação e o poder de realizar milagres.

Muitos meios são usados para despertar a Kundalini, os quais variam de exercícios de respiração, como Pranayam, ao manuseio homossexual dos órgãos genitais. O guru mais influente da última década que pregava a Kundalini Yoga era Swami Muktananda de Ganeshpuri, perto de Bombay. Ele descreveu a Kundalini Yoga como “Yoga Maha” (Yoga Magna) ou “Siddha Yoga” (Yoga Perfeita), pois, segundo ele, esta é a única Yoga em que o praticante não tem que fazer nada. Ele somente entrega-se ao guru e a graça deste faz tudo para ele.

TANTRA: Salvação pelo Sexo

Tantra é um sistema freqüentemente considerado como o oposto da Yoga, mas ambos os sistemas visam o mesmo objetivo.

O Tantra é o oposto da Hatha Yoga, pois esta ultima é um método que consiste de muita disciplina e esforço, enquanto o Tantra é, em parte, um sistema de técnicas de prolongar o orgasmo para se experimentar “Deus” ou a “Unidade de Consciência”.

Paulo escreve que quando os homens mudam a verdade de Deus em mentiram e adoram a criatura em lugar do Criador, Deus os entrega a uma disposição mental reprovável, ou à “concupiscência de seus próprios corpos entre si” (Rm 1:24). Essa disposição mental reprovável juntamente com as paixões, conduz tais homens a imundícias e tolices inacreditavelmente profundas.

NOTAS

[1] Outros dualistas ou monistas qualificados explicam o problema do homem e a salvação de modo diferente, mas em quase toas as seitas o problema é metafísico, e a solução é em termos de realização.

[2] Para muitos ocidentais o vocábulo Yoga tem se tornado sinônimo de exercícios físicos de Hatha Yoga. Yoga física é somente uma forma de Yoga. Yoga significa união: a união da alma com Deus ou a fusão da consciência finita com a infinita.

[3] Originalmente a Yoga estava associada à filosofia dualista chamada de Sankhya. Seu objetivo original era a separação de Purush (alma) e Prakriti (natureza). Mas desde então a Yoga tem sido aceita pelas escolas monísticas e seu objetivo tem sido definido como união, e não separação.

[4] A Japa Yoga é também chamada Mantra Yoga. Algumas formas de Japa Yoga se assemelham ao principio de Raya Yoga ou Pantajali Yoga. A Raja Yoga consiste de oito passos. Os cinco primeiros são externos e preparatórios. Os últimos três são internos: concentração, meditação, e experiência de alteração de consciência. O indivíduo deve se concentrar e meditar numa fotografia, ídolo, nome ou pensamento. Essa concentração focalizada pode eventualmente proporcionar uma experiência ou sensação de vazio, a qual, presume-se, é a experiência da Consciência Pura ou Deus.

[5] The Science of Being and Art of Living (New York: New American Library, 1968), p. 291.

[6] A Missão da Luz Divina foi dividida em 2 grupos: um é liderado por Bal Yogeshwar (popularmente conhecido como Guru Maharaj Ji), e o outro liderado por seu irmão mais velho, Bal Bhagwan.

[7] Radha Soami Satsang iniciou o trabalho em Agra (Norte da Índia, em meados do século passado. Recentemente houve uma ruptura e a formação de um grupo às margens do rio Beas no Punjab (Oeste da Índia). Atualmente esse último é mais influente.


Joaquim de Andrade
do NAPEC para o INPR Brasil




Deísmo: a cosmovisão de um Deus ausente

Seguindo a proposta de estudo e análise sobre Cosmovisões e dada a apresentação a respeito do Teísmo darei andamento apresentando uma cosmovisão pouco conhecida, mas que precisa ser apresentada e refutada. Trata-se do Deísmo. E não devemos de modo algum pensar que pelo fato de nos dias de hoje tal cosmovisão não ser muito difundida que a mesma não precisa ser examinada, até por que os ideais do Deísmo permanecem ativos. [1]

Farei uma apresentação histórica sobre o Deísmo, mostrarei os principais expoentes de tal pensamento e os pontos totalmente contrários a fé cristã que tal cosmovisão apregoa. Crenças e Histórico Apesar de alguns pontos semelhantes entre o Deísmo e o Teísmo, é preciso ressaltar logo de início que as discrepâncias são o bastante para fazer de tais cosmovisões coisas totalmente distintas. Uma simples definição sobre o termo pode ser vista abaixo:

“O Deísmo (lat. deus, deus) é etimologicamente um cognato de Teísmo (gr. theos, deus), sendo que as duas palavras denotam a crença na existência de um deus ou deuses e, portanto, é a antítese do Ateísmo.” [2]

Embora creia na existência de Deus, o Deísmo difere do cristianismo ortodoxo por apresentar a cosmovisão onde Deus fez o mundo, mas que não interfere e interage na criação. No Teísmo cremos que o Senhor interfere na criação de modo sobrenatural, ou seja, é a intervenção de Deus em nosso mundo natural, ou simplesmente “milagres”. A crença deísta é que não existem milagres e interferência de Deus na criação. No Deísmo, Deus criou todas as coisas, mas as deixou para que mediante as imutáveis leis da natureza sigam seu curso. Deus é um fazendeiro que não se importa com seu campo. Ou mesmo como um exemplo muito usado para definir a cosmovisão deísta: Deus é como um relojoeiro que deu corda no relógio por ele feito e o deixou para funcionar, sem se interessar em intervir. Vejamos:

“Deísta é alguém que aceita Deus, mas descarta a intervenção divina no mundo. Mais importante que isso, a posição do deísta não é apenas que Deus não realizou nenhum milagre, mas que seria contra a própria natureza divina realizá-los. Deus criou uma ordem natural, e seria irracional e, conseqüentemente, impossível para Ele quebrar a ordem da natureza criada por Ele mesmo.” [3]

Outro grande erro do Deísmo é o conceito de autoridade. Enquanto que no Teísmo a autoridade é a Palavra de Deus inspirada e o testemunho do Espírito Santo, o Deísmo tem como autoridade o primado da razão. Desta forma os deístas até davam crédito ao cristianismo como religião, mas reinterpretaram de modo radical a teologia ortodoxa cristã. Na contramão da parceria sadia entre fé e razão, os deístas relegaram ao Espírito de Deus lugar secundário e substituem a revelação especial das Escrituras pela razão humana. Além disso, negam a existência da Trindade, a encarnação (ou seja, o nascimento do Messias, Jesus Cristo, o Filho de Deus), a autoridade divina da Bíblia, e a expiação através de Cristo. Todo este sistema de crença faz do Deísmo algo, no mínimo, estranho. Mesmo alegando a crença em Deus, o Deísmo se aproxima muito do Agnosticismo e Ateísmo.

Um Deus que não se envolve com Sua criação, faz do todo um vazio angustiante. Faz de Deus um ser distante que não se interessa pela humanidade, que não se preocupa com o pecado e que, como já dissemos, não participou do milagre da encarnação. No Deísmo não temos o milagre da vinda miraculosa e providencial do Filho, para expiação, redenção e justificação, reconciliando todas as coisas; logo, não temos o milagre da ressurreição, e nem mesmo a presença do Espírito Santo. Este “relógio” tende a travar sem a graciosa intervenção do relojoeiro. Enquanto no conceito panteísta a ênfase é muito grande quanto à imanência de Deus, o deísta faz questão de enfatizar a transcendência de Deus, fazendo dEle um “Deus ausente”, tão ausente que se esquecem que o Senhor está imanente à criação em Sua Providência e como um Redentor na pessoa de Jesus Cristo. A origem desta cosmovisão se deu no contexto do Iluminismo, que resumidamente pode ser definido:

“O Iluminismo do século 18 foi um movimento de idéias que buscava libertar a humanidade do erro e do preconceito e alcançar a verdade, o que, por sua vez, produziria liberdade. Muitos pensadores iluministas tinham como alvo a religião, pois eles a consideravam algo que incorporava o erro e o preconceito tão abominados. Em especial, consideravam o cristianismo e todas as outras religiões irracionais e inadequadas à época cientifica. O Iluminismo procurava explicações racionais para tudo o que era real, e a religião não era exceção.” [4]

O cenário armado da racionalidade levou o Deísmo à ênfase no aspecto puramente racional da religião. São também definidos como os pensadores religiosos europeus e norte-americanos dos séculos XVII e XVIII. Os deístas procuraram, diante do cenário Iluminista, adaptar a fé cristã a seu pensamento, sob o medo de que o cristianismo se tornasse irrelevante para o novo mundo (pós-Iluminista). Vale a reflexão interessante de notar como as tentativas de adaptação do cristianismo à cultura vigente podem ser trágicas. É evidente que existe todo um panorama ao qual o surgimento do Deísmo está relacionado. A questão dogmática desta cosmovisão é o resultado da mescla de visões científicas-filosóficas, surgindo na Inglaterra do século XVII e se propagando pela França, Alemanha e Estados Unidos. [5]

Temos em Herbert de Cherbury (conhecido também como Edward Herbert, lord de Cherbury) (1583-1648), a figura precursora do Deísmo, conhecido como “pai do Deísmo inglês”. De certa forma, considerava a fé comum como irracional e lutava contra tal. Em sua linha de pensamento, propôs cinco “noções comuns da religião”, expostas pelo teólogo e historiador brasileiro Alderi Souza Matos:

“Cherbury propôs cinco ‘noções comuns da religião’ que são universais, racionais e naturais: 1. Há um Deus supremo; 2. Esse Deus deve ser adorado; 3. A essência da prática religiosa é a conexão entre virtude e piedade; 4. Os vícios e crimes humanos são óbvios e devem ser expiados pelo arrependimento; 5. Após esta vida haverá recompensas e castigos. Segundo Lorde Herbert, essas noções abrangiam todos os lugares e todas as pessoas. Ele se considerava cristão, embora fosse cético quanto a certas doutrinas, como a da Trindade. Seu livro foi amplamente lido no século XVII e lançou as bases do Deísmo.” [6]

O impacto que o ideal deísta tinha encontrou solo fértil influenciando o pensamento de muitos nomes amplamente conhecidos e sobre fatos históricos extremamente relevantes. Deístas como Charles Blount (1654-1693), John Tolard (1670-1722) e Lord Shaftesbury (1671-1713) levaram de modo ferrenho a filosofia deísta afirmando que o lado de mistério do cristianismo não comprovado por pressupostos racionais deveria ser descartado. O Deísmo foi exportado da Inglaterra para França, vigorando seu ideal entre os filósofos do século XVIII. Dada a influência dos escritos de Herbert e Shaftesbury, traduzidos ao público francês, tivemos obras impregnadas com o pensamento deísta francês levadas ao público inglês, de autores como Rousseau (Jean Jacques Rousseau, 1712-1778) e Voltaire (François-Marie Voltaire, 1694-1778), que apesar de muitos não os considerarem deístas, tinham o pensamento norteado por tal cosmovisão. O impacto foi tamanho que “na França a Igreja Católica Romana lutava contra esses deístas, livres pensadores que acabaram exercendo uma influência fortíssima sobre a Revolução de 1789, que se refletiu em toda a Europa”. [7]

Por fim, a grande difusão deísta se desdobrou com a imigração de oficiais ingleses aos Estados Unidos por força da guerra de 1756-1763. O pensamento deísta influenciou Benjamin Franklin (1706-1809), Stephen Hopkins (1707-1785), Thomas Jefferson (1743-1826) e Thomas Paine (1737-1809). Paine é considerado o grande difusor do Deísmo nos Estados Unidos por ser fervoroso militante. Seu livro “The Age of Reason: Being an Investigation of True and Fabulous Theology” (A Era da Razão: uma Investigação sobre a Teologia Verdadeira e a Fabulosa) foi obra de defesa da cosmovisão deísta, com propósito de alcançar os mais simples leitores, com tentativa de destruir as afirmações sobrenaturais apregoadas pela igreja. Impactos Como já havia mencionado, poucos são os que conhecem em nossos dias a cosmovisão deísta e muito menos os impactos que o surgimento do Deísmo causou. É importante destacar os impactos e como esta cosmovisão se “dissolveu”:

“Os deístas acabaram organizando sua própria denominação religiosa. Em 1774 surgiu em Londres a Capela de Essex, a primeira congregação unitária, ou seja, não-trinitária. Em 1785, a King’s Chapel, em Boston, antes anglicana, tornou-se a primeira igreja unitária dos Estados Unidos. Esse fenômeno se repetiu na década de 1790 com muitas igrejas congregacionais da Inglaterra e da Nova Inglaterra. Finalmente, em 1825 foi organizada uma nova denominação, a Associação Unitária Americana, tendo como seminário oficial a Escola de Teologia de Harvard. Todavia, a maior parte dos deístas não se filiou a essas igrejas. O Deísmo se infiltrou silenciosamente na vida política e religiosa dos Estados Unidos. Seu Deus se tornou o Deus da religião civil americana, como se pode ver no lema nacional: ‘Em Deus nós confiamos’. Foi também o precursor da teologia liberal dos séculos XIX e XX”. [8]

Ainda segundo Ferreira e Myatt, o Deísmo “foi um precursor importante da teologia liberal que surgiu no século XIX (...) Visto que o conceito de Deus, no Deísmo, não serve para nada (...) o naturalismo surgiu em seu lugar”. [9] Logo, apesar de dificilmente encontrarmos uma pessoa que se defina como deísta, os ideais do Deísmo estão presentes no cotidiano de muitas pessoas. Como cristão, é preciso batalhar pela Verdade contra os erros deístas. Considerações gerais Alguns reconhecem no Deísmo algumas contribuições, tirando algo de proveitoso desta cosmovisão. O uso equilibrado da razão em assuntos religiosos seria um desses pontos úteis, aplicando a razão contra muitas falácias feitas em nome de uma fé cega. De forma bastante prática, ninguém entra num elevador no 25º andar de um prédio sem ter uma boa dose de bom senso e razoabilidade em saber que chegará sob segurança ao térreo. Da mesma forma em matéria de fé, não se deve abraçar qualquer “ultra” revelação (assuntos revelados fora das Escrituras) sem ponderar sobre os mesmos. Nesta matéria os deístas tiveram como mérito no passado expor muitas fraudes e superstições religiosas. Além disso, a prerrogativa da racionalidade gerou saldo positivo no campo da crítica textual e exegese.

Outros defendem que o Deísmo possibilitou reflexão no aspecto da tolerância religiosa, o que possibilita um diálogo interreligioso respeitoso. Vale sempre lembrar e enfatizar: tolerância não é igual a concordância, sendo assim, é possível dialogar de modo respeitoso sem que isso implique em concordância. O Espírito Santo nos convenceu plenamente da veracidade da fé cristã e este testemunho poderoso é único. Entretanto, o mesmo Espírito nos capacita e instrui a examinar matérias de fé, e neste sentido os fideístas erram ao não fazer uso da razão. Apesar disso, o Deísmo é uma cosmovisão que merece ser rechaçada. Como visto acima, possui inúmeros pontos que divergem a fé cristã e estão sob crítica. Primeiro, é incoerente pensar que um ser poderoso o bastante para criar o universo não seja capaz ou não queira intervir na ordem da criação, ou seja, efetuar milagres. Já que Ele criou a água, qual a dificuldade de dividir a mesma ao meio ou permitir que alguém caminhasse sobre ela? Se Deus criou a matéria e a vida, qual a dificuldade de multiplicar pães e peixes? Para um Deus que criou o universo sem material preexistente, ou seja, ex nihilo, do nada, qual o problema ou dificuldade de fazer voltar a vida um ser já morto, fazer o Messias nascer a partir de uma virgem e após a morte Ele ressuscitar em esplendor e majestade?

Diante do grandioso milagre da criação, milagres “menores” seriam problemas e dificuldades? Segundo, para um Deus que criou o universo e deu à humanidade a oportunidade de viver e multiplicar-se num mundo sob boa dose de bem-estar, qual o problema deste Deus relacionar-se com as pessoas que Ele mesmo colocou na criação de todas as coisas? Um Deus que se preocupou com coisas tão grandes, não se preocuparia com detalhes menores? Pensemos neste maravilhoso e poderoso Deus, que se preocupou com a posição de Alfa-Centauri, fazendo dela a mais brilhante estrela da constelação de Centauro e a terceira mais brilhante do céu, e ao mesmo tempo se preocupa com o íntimo de cada pessoa que habitou, habita e habitará o planeta que Ele criou. Que amor é esse? Por fim, muito se criticou sobre o texto bíblico no início do Deísmo. Os racionalistas alegavam que a Bíblia é fraudulenta e intencionalmente manipulada. Muitos alegavam manipulação do texto profético e que os verdadeiros autores não eram os que de fato aparecem no texto bíblico. No entanto, a arqueologia prova a cada dia a veracidade da Bíblia. As “pedras clamaram” e mais de 25 mil descobertas arqueológicas já foram realizadas sobre o relato do mundo antigo em consonância com a Bíblia.

Infelizmente todo ataque deísta contra os ensinamentos cristãos, como na maioria das cosmovisões conflitantes, não passam de erros cometidos em função de um conhecimento superficial e ingenuidade sobre a Verdade que é Jesus Cristo. Providência Divina Deus não para de trabalhar (Jo 5.17)! Dentro da Teologia Cristã o ato de Deus de sustentar todas as coisas é chamado de providência. O Criador preserva tudo, opera em tudo e tudo está patente ao Seu controle. Na doutrina da providência, temos a soberania de Deus e a criação em conjunto. A doutrina da providência trabalha no sentido de mostrar como Deus conduz todas as coisas segundo seu propósito perfeito:

“Ela procura dar resposta para a pergunta sobre se há uma ordem por detrás de todos os acontecimentos, ou se tudo acontece de modo aleatório (...). Na Escritura, podemos ver três modos nos quais a providência divina se manifesta: na preservação, na concorrência e no governo. Esses três modos providenciais de Deus revelam a maneira e o propósito pelo qual o mundo continua a existir, após ter sido criado, e espantam toda noção de acaso ou fatalismo”. [9]

Em resumo: Deus preserva todas as coisas: Hb 1.1-3; Ne 9.6; Sl 145.15-16; Sl 104.27-29; Mt 6.26; Mt 10.29-30. Deus age em todas as coisas: At 17.28; 1Co 15.10; Is 45.1-2; Gn 45.8; Lc 22.21-22. Deus governa todas as coisas: Ef 1.5; Rm 12.2; Rm 8.28. “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele espera”. Is 64.4 Não existe sorte, mero acaso ou abandono de Deus. Existe Sua providência em tudo, e por isso, e por quem Deus de fato é, somos gratos, O adoramos e temos comunhão com Ele. Toda honra e glória ao Senhor!

Notas

[1] MACDONALD, Michael H. “Deísmo” in ELWELL, Walter A. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, Vol. I. São Paulo: Edições Vida Nova, 1988. p. 402 [2] CORDUAN, Winfried. “Milagres” in BECKWITH, Francis J., CRAIG, William Lane e MORELAND, J.P. Ensaios Apologéticos. São Paulo: Hagnos, 2006. p. 196 [3] ECKMAN, James P. Panorama da História da Igreja (Curso Vida Nova de Teologia Básica). São Paulo: Edições Vida Nova, 2005. p. 86
[4] CAIRNS, Earle E. O Cristianismo Através dos Séculos. São Paulo: Edições Vida Nova, 1995. p. 323
[5] MATOS, Alderi Souza de. Fundamentos da Teologia Histórica. São Paulo: Mundo Cristão, 2008. p. 211
[6] CAIRNS, Earle E. O Cristianismo Através dos Séculos. p. 324
[7] MATOS, Alderi Souza de. Fundamentos da Teologia Histórica. p. 213
[8] FERREIRA, Franklin e MYATT, Alan. Teologia Sistemática. São Paulo: Edições Vida Nova, 2007. p. 300
[9] GEISLER, Norman. Enciclopédia de Apologética. São Paulo: Vida, 2002. p. 248



João Rodrigo Weronka
do NAPEC para o INPR Brasil




Revista Povos

Revista Apologética Cristã

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