Por que um padre não pode se casar?


Segundo a Igreja Católica, aquele que tem vocação para o sacerdócio não pode se casar. Mas essa tese não resiste a um confronto com o bom senso e, muito menos, com a Bíblia. É o que veremos a seguir.

A Bíblia é contra?

Não, é o que nos salta à vista com o texto a seguir transcrito:

"Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da Igreja de Deus?); não neófito, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo. Também é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em opróbrio, e no laço do Diabo" (1Tm 3.1-7. Grifo nosso.).

O texto acima transcrito dispensa explicação, tal a sua clareza. Mas os padres (não todos, é claro) não cessam de citar versículos isolados do contexto, extraídos de 1Coríntios 7, onde o apóstolo Paulo, além de confessar que optou pelo celibato, ainda aconselha a todos os cristãos (não somente o clero) a fazerem o mesmo. Mas, para que um bom observador se liberte dos sofismas católicos falsamente embasados em I Coríntios 7, basta-lhe atentar para os seguintes versículos:
[...] Bom seria que o homem não tocasse em mulher; mas por causa da prostituição, tenha cada homem a sua própria mulher e cada mulher o seu próprio marido (1Co 7.1,2).

[...] Quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um deste modo, outro daquele. Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se. (1Co 7.7-9).

Ora, quanto às virgens, não tenho mandamento do Senhor, dou, porém, o meu oarecer como quem tem alcançado misericórdia do Senhor para ser fiel. Acho, que é bom, por causa da instante necessidade, que a pessoa fique como está (1Co 7.25,26. Grifo nosso).

À luz dos textos acima citados, certamente salta aos olhos que o apóstolo Paulo estava querendo dizer que quem não sente incontrolável necessidade de sexo, não precisa se atazanar com isso; pelo contrário, deve tirar proveito disso, dedicando-se à obra do Senhor. Lembremo-nos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. E a prova de que esta interpretação esta certa, é o fato de o apóstolo haver dito que “quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um deste modo, e outro daquele” (1Co 7.7). Logo, é uma questão de dom. Ademais, o apóstolo disse ainda: “Se não podem conter-se, casem-se” (1Co7.9). Então há aqueles para os quais a libido não deve ser contida por toda a vida. Sim, há aqueles que “não podem conter-se,” reconheceu o apóstolo. Para esses, o casamento é o que há de melhor “porque é melhor casar do que abrasar-se” (1Co.7.9). E se tais pessoas se sentem vocacionadas ao Santo Ofício Pastoral? Devem ser rejeitadas? Já vimos acima, ao lermos a primeira transcrição que Paulo os aceitava, desde que fossem maridos “de uma só mulher”.

Sugerimos que o leitor leia todo o capítulo 7 de 1Coríntios, comparando-o com 1Timótio 3.1-7, para se livrar de uma falsa interpretação. A Bíblia é toda inspirada por Deus (2Tm 3.16). Logo, uma doutrina bíblica não pode estar apoiada num versículo isolado do contexto. Por que o clero católico não age hoje como o apóstolo Paulo agia? Não se julgam eles os únicos sucessores dos apóstolos? Pense e responda a si mesmo.

A idade do celibato clerical

Segundo os historiadores Knight e Anglin, a obrigatoriedade do celibato eclesiástico foi decretada pelo Papa Gregório VII, ou Hildebrando, a partir do ano 1.074. Gregório exigiu que os padres solteiros não se casassem e obrigou os padres casados a se divorciarem de seus respectivos cônjuges e a abandonarem os seus filhos, os quais foram expostos “à mais amarga dor e vergonha”. [1]

A imposição do celibato clerical não tinha lugar entre os cristãos do primeiro ao terceiro séculos. Até o Padre D. Estêvão Bittencourt, ardoroso defensor do celibato clerical, demonstrou reconhecer que na Igreja Primitiva, o casamento era facultativo aos Ministros do Evangelho. Disse ele: “...A partir do século IV Concílios regionais foram impondo essa prática como obrigatória aos candidatos ao sacerdócio no Ocidente...”. [2]

Sim, leitor, “Na Igreja Primitiva não havia monges nem freiras”. [3]

Incoerência

Eu disse que, segundo o Catolicismo, aquele que tem vocação para o sacerdócio não pode se casar. Certamente, o leitor já sabia disso. Todos sabem que os seminaristas católicos, que aspiram ser Padres, só têm duas opções: pegar ou largar. Ou se submetem ao celibato, ou abrem mão da ordenação, visto que, quanto a isso, os Papas são intransigentes. Mas, como incoerência é o que não falta no Catolicismo, certo livro oficial da Igreja Católica – sim, oficial, visto ter sido editado com “aprovação eclesiástica”-, nos diz que a alguns pastores protestantes, casados, que se converteram ao Catolicismo, foi concedida a ordenação ao sacerdócio católico. Veja esta transcrição:

[...] há a possibilidade do pastor Jones entrar para o seminário e se tornar padre [...] católico. Pastores casados de outros credos têm feito exatamente isso [...]. Casado e pai de três jovens rapazes, Anderson recebeu a permissão de Roma para se tornar um padre católico [...] [4]

Ora, por que conceder aos ex-pastores que se converteram ao Catolicismo, o que é negado aos demais católicos? Por que ao jovem seminarista católico, se impõe o celibato como condição sine qua non à ordenação sacerdotal, e, ao mesmo tempo, admitem ex-pastores casados? Achando que estou à altura de responder a essas curiosas perguntas, respondo-as assim: Esses que, como Judas Iscariotes abjuram a verdadeira fé, são mais que relevantes ao Catolicismo.

Logo, é importantíssimo que sejam investidos de autoridade, para melhor impressionar os incautos; por cujo motivo, merecem tratamento diferenciado. Imagine a força do testemunho desses renegadores do protestantismo? Isso era tudo que a “Igreja” precisava para impressionar os desavisados. Sim, leitor, há muitos católicos leigos, de moral ilibada, profundos conhecedores da teologia católica, que atuam como Diáconos, Leigos Consagrados, etc., mas que não podem ser padres, por não serem solteiros. E isso, é, sim, sintomático. Porventura, não é revelador o fato de imporem o celibato a todos os que almejam o sacerdócio, exceto aos ex-pastores evangélicos? Ora, aqui a politicagem salta aos olhos, não? O leitor não desconfia de nada? O que os ex-pastores possuem, que os outros católicos não têm? É como dizia o ex-Padre Aníbal Pereira dos Reis: “O Diabo não consegue esconder o rabo”. Pensem nisso os sinceros! Os Papas, de bobos não têm nada! Eles sabem o que estão fazendo! Cuidado, ó caro leitor, com as astúcias dos que enganam e são enganados!

Referências Bibliográficas

1.
Knight, A.E. e Anglin W. Breve esboço da História do Cristianismo, Teresópolis, Casa Editora Evangélica, segunda edição, 1947, pág. 127.
2. Pergunte e Responderemos, Ano XLIV, nº 489, março/2003, página 32 [ou página inferior 128.]
3. HURLBUT, Jesse Lyman. História da Igreja Cristã. São Paulo: Editora Vida. 8 ed. 1995, p. 83.
4. MOURA, Jaime Francisco de. Por que estes ex-protestantes se tornaram católicos? São José dos Campos: Editora COM DEUS. 4 ed. 2008, pp. 97-8.



Joel Santana
do SAB para o INPR Brasil






A CCB em crise: escândalos e dissidências dividem adeptos

Conhecida pela maneira nada carismática como trata as demais igrejas evangélicas, a CCB completou 100 anos em meio a inúmeras crises e dissidência de adeptos. Sua origem está ligada ao italiano Luigi Francescon, que em 1910 desembarcou em São Paulo e conseguiu reunir um grupo de vinte seguidores e fundou a Congregação Cristã do Brasil. Apesar de fundada em 1910, o nome “Congregação Cristã do Brasil” somente foi dado a Igreja por ocasião da Convenção de 1936, sendo substituída a preposição “do” por “no” Brasil na década de 60.

Com sede no Brás (SP), a CCB rapidamente se espalhou pelo país e em pouco tempo atravessou a fronteira alcançando um número significativo de adeptos. Dados da Pentecostalism Encyclopedia (Enciclopédia Pentecostal – uma publicação americana que monitora o crescimento dos pentecostais no mundo) revelou que já no ano 2000 a CCB ocupava a 6º posição no ranking mundial em número de membros pentecostais. No Brasil, somente era superada pela Assembleia de Deus que à época somava cerca de 8,4 dos quase 26 milhões de evangélicos – a CCB reunia cerca de 2,4 milhões de seguidores.

Não se sabe se por esse motivo ou simplesmente pelas diferenças doutrinárias e de usos e costumes, a CCB evita qualquer tipo de contato com a A.D. Ao se referir a A.D – e também as demais igrejas evangélicas – a CCB utiliza o termo pejorativo de “primos”. Aos que decidem frequentar suas congregações, ordena que sejam novamente batizados e se submetam a regras rígidas de comportamento e de expressão social. Caso seja pego em prática de adultério, o membro é destituído de suas obrigações na Igreja e evita-se qualquer tipo de contato com ele – isso porque, segundo eles, o adultério é um pecado contra o Espírito Santo ao qual não existe possibilidade de perdão.

Dissidências

Interpretações como essas e outras mais são um dos motivos do surgimento de inúmeros grupos dissidentes da Congregação Cristã no Brasil, ainda na década de 50. A primeira ruptura de que se tem notícia ocorreu no alto escalão da CCB, com a saída do cooperador Aldo Ferreti que abdicou do seu cargo para fundar a Igreja Renovadora Cristã. Sua atual sede fica na Vila Madalena (SP) em um prédio cuja arquitetura é semelhante aos templos da CCB.

Amigo de longa data de Francescon, Ferreti denunciou – na noite de 14 de maio de 1952, no Brás – os motivos pelos quais ele decidira abandonar o ministério, como a falta de humildade do Colégio de Anciões e o uso excessivo por parte destes de bebida alcoólica – sendo este um dos motivos que mais preocupavam Ferreti. Seguindo o exemplo da IRC, nos anos seguintes novos grupos dissidentes surgiram da CCB, tais como:

  • Igreja Cristã Remanescente (fundada em 1967 pelo ancião Nilson Santos, em Telêmaco Borba, PR);
  • Congregação Cristã no Brasil Renovada (fundada em 1991 pelo ancião José Valério, em Goiás);
  • Congregação Cristã do Sétimo Dia (fundada em 1993 pelo ancião Luiz Bento Machado, em Santa Catarina);
  • Congregação Cristã Apostólica (fundada em 2001 pelo cooperador Antônio Silvério Pereira, em Aparecida de Goiás, GO. Surgiu de uma fusão da Congregação Cristã no Brasil com a Igreja Renovação Cristã);
  • Congregação Cristã Moriá (fundada em 2004 por Saulo Corcovado Macedo, em Mairinque, SP);
À lista podemos acrescentar também os adenominacionais ou Assembleias Cristãs (grupo de irmãos que se reúnem em casas e possui ministério próprio, embora alguns congreguem na CCB. Sua característica principal é a busca pelo “primitivismo apostólico”, sendo considerado um “movimento de reforma”), a Igreja da Sã Doutrina (fundada no Maringá pelo advogado Laertes Souza), a Congregação Cristã Primitiva (fundada em Goiás e que também promove campanhas pelo retorno à fé primitiva), a Congregação Evangélica Apostólica do Brasil (Imperatriz, Maranhão) etc.

A situação se agrava

Além de dissidências, a CCB se vê às voltas por uma crise que vem se arrastando desde 2000 e que tem causado prejuízos incalculáveis à instituição. De um lado, há os que argumentam haver um “complô” contra o Conselho, enquanto outros dizem possuir evidências que comprovariam corrupção, homossexualismo e prostituição envolvendo o líder máximo da CCB, o ancião e ex - presidente mundial José Nicolau.


No vídeo acima, José Nicolau fala de seu afastamento da CCB

Afastado de sua função no final de 2000, Nicolau – que teria sido alvo de um processo judicial movido por Mário e Lúcio – teve sua credencial definitivamente cassada por ocasião de uma assembléia realizada entre os dias 09 e 13 de abril de 2001, quando Jorge Couri – até então vice – presidente da CCB – interveio para que Nicolau fosse de fato expulso da presidência e abrisse caminho para sua posse. O que de fato ocorreu. Concluído o processo contra José Nicolau, Couri foi empossado como o novo presidente da Congregação Cristã no Brasil e uma nova batalha judicial teve início.

Pessoas ligadas ao ex-presidente da CCB acusaram Couri de ter agido secretamente – e com uso de artifícios mentirosos – para convencer o Conselho a desempossar Nicolau. Tal consta de uma circular e dossiê enviado ao Conselho Nacional de Anciões, na página 30 que reproduzimos em parte.

“Consta que inconformado com a maneira apressada e errada como foi decidido o caso, o saudoso irmão Basílio Gitti, teria proposto rever o assunto logo em seguida, por ocasião da assembléia, realizada nos dias 09 a 13 de abril de 2001, quando seria feito um julgamento responsável.

Porém, sabendo da proposta e da possibilidade do caso ser revisto e a injustiça reparada, JORGE COURI, que era o vice de NICOLAU, de olho na “cadeira da presidência” e sedento para tomá-la a todo custo, tudo fez para embaraçar o reexame da causa. Foi assim, que após incansáveis diligências, localizou SERGIO, ex-motorista de NICOLAU, que havia se mudado para o interior de São Paulo, cidade de Itápolis. Ligou pessoalmente para SERGIO e convocou-o para vir a São Paulo com urgência, onde no interior do apartamento de COURI, começaram as negociações malignas.

Para reforçar as falsas acusações apresentadas anteriormente e aplicar o golpe mortal, COURI teria lançado mão de expediente diabólico, traiçoeiro e criminoso. Aproveitando-se do caráter vulnerável de SERGIO, persuadiu-o após prometer recompensas de todo tipo, inclusive com pagamento em dinheiro, a que aceitasse fazer o papel de mais um falso acusador contra NICOLAU.

O plano foi estabelecido sob as instruções diretas de COURI, que cuidadosamente passou as instruções com todos os detalhes, no interior de seu próprio apartamento; ficando apenas em aberto o preço total da traição. Foram pagos duas parcelas de R$ 5 00,00, pelo próprio COURI e R$ 4.000,00, por seu amigo JEREMIAS GUIDO; enquanto o restante ficou por conta dos depósitos a serem feitos após o cumprimento do acordo.”

Resultado: Jorge Couri foi empossado presidente e José Nicolau seguiu impedido de exercer seu ministério. No entanto, passados alguns dias da posse de Couri, o motorista Sérgio – que segundo a circular teria se arrependido das acusações – procurou o ex-presidente para revelar os detalhes da conspiração criada por Couri e Jeremias Guido. Mesmo após as revelações do motorista, nada foi feito pela Comissão para reverter o quadro.

Há pelo menos 11 anos Couri segue na direção da CCB e enfrenta acusações de desvio de verbas – algo em torno de 20 milhões -, acobertamento de anciões e falsidade ideológica. Juntamente com Jeremias Guido e Sergio Anísio Soares Alves (o motorista), Couri é alvo de um processo impetrado na 8º Delegacia de São Paulo – IP 343/2008, com acusações de estelionato e crime contra a honra. Dois anos antes, o comerciante e membro da CCB de Piedade, José Aparecido da Cruz, foi acusado pelo Ministério Público de ter desviado R$ 19. 962 00 do setor de assistência social da Igreja. Casos como esse demonstram que a corrupção saiu do alto escalão da CCB para se alastrar pelas congregações, havendo até mesmo denúncias de estelionato envolvendo anciões do Japão e em outros países onde a instituição se faz presente (algo em torno de 80).

Além de processos judiciais, Couri também acumulou inimigos dentro e fora da CCB. Grupos reformistas, como a CCB a Verdade – um site criado por anciões que veicula denúncias contra o atual presidente e prega o retorno ao “primitivismo congregacional” – tem deflagrado uma crise sem precedentes dentro da instituição. Mudanças na liturgia – como a proibição de os membros darem glória a Deus nos cultos e a forma de coleta da oferta da piedade – também são motivos de desentendimentos e troca de acusações. Um dossiê completo sobre a crise na CCB pode ser visto no site ccbverdade.com.br e no Scribd.

Não por acaso, a crise vivida pela CCB ocorre em meio às comemorações do centenário – algo semelhante acontece na CGADB, com denúncias envolvendo os líderes da Assembleia de Deus do Belém, como favorecimento da família Bezerra da Costa e problemas nas contas da Convenção. Ambas as instituições fazem parte da chamada “onda Pentecostal” (termo utilizado pela imprensa e estudiosos do pentecostalismo) que demarcaram o início do Pentecostalismo no Brasil, lá pelos idos do começo do século XXI. Por triste coincidência, adentraram ao centenário em meio a uma crise sem precedentes e que promete abrir novas feridas nas duas principais representantes do pentecostalismo brasileiro – embora, como dissemos, existam inúmeras diferenças entre a irmandade e os assembleianos. No entanto, este é um tema para uma futura reflexão.





Johnny Bernardo

é pesquisador, escritor, jornalista, colaborador da revista Apologética Cristã, do jornal norteamericano The Christian Post, do NAPEC (Núcleo Apologético Cristão de Pesquisas), palestrante e fundador do INPR Brasil (Instituto de Pesquisas Religiosas). Há mais de dez anos se dedica ao estudo de seitas e heresias, sendo um dos campos de atuação a religiosidade brasileira e seitas do mal.

É também o autor da matéria “Igreja Dividida, as fragmentações do Catolicismo Romano”, publicada no final de 2010 pela Revista Apologética Cristã (M.A.S Editora). Assina também a coluna Giro da Fé da referida revista.

Contato

pesquisasreligiosas@gmail.com
johnnypublicidade@yahoo.com.br




Chico Xavier, Rede Globo e o Evangelho sem Jesus

Vou confessar: não assisti o filme "Nosso Lar" e provavelmente não terei tempo de assistir o novo seriado sobre a vida de Chico Xavier, mas vamos ao que interessa.

A Rede Globo investiu pesado em 2010 na propagação do Evangelho Segundo o Espiritismo (by Alan Kardec), que no Brasil teve como expoente a figura emblemática de Chico Xavier. A série tem algumas características impressionantes:

Serão quatro episódios com uma hora a mais de conteúdo no total do que o filme. A produção contou com 135 atores e cerca de 90 locações. A mini série mostra detalhes da infância de Francisco de Paula Cândido, quando começava a ter suas primeiras manifestações mediúnicas, vendo e ouvindo espíritos, incluindo o de sua mãe, já desencarnada.


Quer saber mais sobre seitas e heresias?
Assine a revista Apologética Cristã aqui



Impressiona o investimento, a doutrinação, a força da Globo para propagar as ideias do espiritismo. Ano passado também apresentou uma novela no horário das 18 horas e participou da produção do filme Nosso Lar.

Segundo o Wiki, muito cedo Chico perdeu a mãe e foi parar nas mãos de uma mulher cruel (sua madrinha) que abusou física e emocionalmente do menino. É neste contexto de violência que Chico começa a ter visões mediúnicas, passando a conversar com o espírito "desencarnado" de sua mãe.




E o que nós temos a ver com isso? Em Eclesiastes lemos: “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Ec. 12.7). Outros textos bíblicos esclarecem como pensam os cristãos evangélicos sobre a alma e o espírito do homem após a morte - Atos 7.59; Ap. 6.9-11; Lc. 12.4-5, só para citar alguns.

A questão aqui não é uma aula sobre espiritismo, mas um alerta: já vi muito crente impressionado com façanhas mediúnicas. Alguns duvidando mesmo se aquilo (Dr. Fritz, p.ex.) não era obra do evangelho de Jesus.

Meu ponto de vista é exatamente este: o evangelho espírita, que a Globo divulga intensamente, é uma boa nova sem a novidade. O que diferencia o evangelho do Evangelho é exatamente o tema da notícia. Vejamos:

- No Kardecismo temos uma repetição devidamente repaginada da doutrina do salve-se a si mesmo. Um assunto presente na maior parte das religiões.

- No Cristianismo o Evangelho da Graça revela minha total incapacidade de salvar a mim mesmo; de me tornar bom por qualquer atitude que seja; da possibilidade de após a morte ter alguma oportunidade de mudar minhas ações.

Jesus nos ensina que é aqui e agora que decidimos nossa eternidade. Não reencarnaremos. Não teremos infinitas chances de nos redimir. Temos uma grande oportunidade de abraçar a Graça e receber o presente de Amor sem ter que pagar por ele. Temos um Pai a nos esperar.

Portanto igreja, alerta. Não permita que a ilusão do espiritismo seduza mais pessoas. Não podemos ficar inertes. Precisamos deixar claro que apesar de todas as coisas boas que são feitas pelo espiritismo (como obras sociais), ele carece de Jesus, único caminho oferecido ao homem para reconciliar-se consigo mesmo e especialmente com Deus, o autor da vida.

Não pretendemos deflagar uma nova "caça as bruxas", mas devemos anunciar com amor a verdade que liberta o homem do peso de sua própria história - até mesmo de uma história de abuso como sofreu Chico Xavier. O nome desta verdade é Jesus Cristo.


Graça e paz, sempre



por Marcus Vinicius
editor de Mídia do INPR Brasil



Leia outros artigos do autor aqui








É bíblica a oração para santos?

Um dos ensinos errôneos da Igreja Católica Romana é a doutrina de orar para os santos. O catolicismo ensina que é correto não só orar para Deus, mas também para criaturas, como Maria, José, e outros que já entraram no céu. É bíblico orar para qualquer pessoa, além de Deus? Nós acreditamos fortemente que não é bíblico, e que orar para qualquer pessoa além de Deus consiste em idolatria. Porém, católicos romanos tentam achar qualquer trecho das escrituras para demonstrar que orar para santos é permitido. Uma das seções das escrituras mais usadas para defender isso é Apocalipse 5:8-14:

"Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a Terra. E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na Terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos: e os quatro seres viventes diziam: Amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram." (Ap 5:8-14)

Vamos olhar para esse trecho de escritura da perspectiva católica romana, e analisar a posição deles.
O versículo 8 fala de "taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos". Os versículos 9-10 falam sobre um cântico novo, cantado no céu. O versículo 11 fala sobre aqueles ao redor do trono de Deus, e o versículo 12 fala que eles estavam dizendo "Digno é o Cordeiro...". O versículo 13 menciona todas as criaturas na Terra e no céu dizendo "Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos."

Nós não temos problemas com aqueles que estão no céu poderem ouvir o que é dito na Terra. Muitos cristãos dizem que isso não é possível, mas pelo visto é isso que é ensinado claramente aqui. Isso então justifica o ensinamento católico romano que diz para orar para aqueles que estão no céu? De forma alguma. Vamos dar uma olhada melhor nesses versículos.

Primeiro, sobre o versículo 8, as orações podem vir daqueles que já estão no céu? Não fica claro. Há interpretações diferentes acerca de quem os santos são exatamente, uma vez que as identidades dos mesmos não são demonstradas precisamente; afinal de contas, o Apocalipse é um livro altamente simbólico. Logo, não é possível demonstrar de forma conclusiva quem eles são, e por sua vez de quem são as orações. Por outro lado, o versículo 9 diz que "eles cantavam um cântico novo." Quem são "eles"? Teriam que ser ou os quatro seres viventes e/ou os 24 anciões, uma vez que "orações dos santos" não cantam. "Seres viventes" e "anciões" cantam.
Nos versículos 11-12 os anjos, os seres viventes, e os anciões, que estavam todos ao redor do trono (o que significa que eles estavam no céu), estavam adorando a Deus diretamente. O versículo 13 diz claramente que toda e qualquer criatura do céu ou da Terra estava adorando a Deus, e no versículo 14 os anciões prostraram-se e adoraram.

Segundo, o fato daqueles que estão no céu serem capazes de ouvir as orações daqueles que estão na Terra não significa que é correto orar para santos. Se eles podem ouvir as orações das pessoas, é porque Deus os permitiu ouvir. Pense no seguinte: aqueles que estão no céu podem ouvir as orações que só se passam nas mentes das pessoas? Eles podem ler mentes? É somente Deus que sabe todas as coisas, e somente Deus pode permitir que alguém ouça ou saiba das orações daqueles que oram em silêncio. Não vamos dar aos santos poderes sobre-humanos similares a onisciência. Além disso, o texto só está dizendo que eles podem ouvir a adoração e o louvor a Deus. O texto não diz que eles podem receber orações, nem deixa a entender que orar para eles é permitido. Tudo que diz é que eles podem ouvir a adoração e as orações. Não há nada sugerindo que aqueles que estão na Terra estejam pedindo as orações ou intercessões daqueles que estão no céu. Não há nada disso nesse texto, nem mesmo indícios.

Terceiro, mesmo se alguém conseguisse 'provar' que as orações vêm do céu, e que essas orações estão misturadas com as orações daqueles da Terra, ainda não está justificado os da Terra orarem para os do céu. No melhor caso, podemos dizer que as orações todos estão misturadas. Dizer além disso é querer ler nas Escrituras algo que não está lá.

Quarto, os santos que estão no céu podem ouvir todas as orações de todas as criaturas o tempo todo? A Igreja Católica Romana prefere dizer que é possível; caso contrário, não seria possível orar a Maria de forma legítima. A objeção padrão dos protestantes é que orar para santos implica em um tipo de onisciência nos mesmos. A Igreja Católica Romana responde que não podemos saber como é o estado daqueles que estão no céu, e logo não podemos concluir que eles não podem ouvir todas as nossas orações. Mas isso é um argumento vindo do silêncio. Em outras palavras, nós não sabemos como é, então nós concluímos que é possível. Essa é uma forma muito, muito fraca de se apresentar uma posição. Com isso, a Igreja Católica Romana acaba admitindo que as escrituras não ensinam o seu dogma de orar para santos. A Igreja Católica Romana
precisa inferir isso das escrituras, e ler além do texto para defender o seu erro.

Para Quem devemos orar?

Não há nenhum ensinamento bíblico que diga que devemos orar para aqueles que estavam vivos na Terra e agora estão no céu. Apocalipse, o mesmo livro usado por eles para justificar sua posição, diz o seguinte:

"Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia." (Ap 19:10).

João quer se lançar aos pés do anjo e adorá-lo. Mas o anjo o diz para que não o faça, porque ambos são criaturas. Se o anjo diz que é uma criatura, assim como João, e que João não pode se lançar aos seus pés, então ninguém deve se prostrar perante um anjo, ou qualquer outra criatura, para oferecer adoração. Orações estão incluídas em adoração. Logo, ninguém deve orar para nenhuma criatura.

Biblicamente, orações sempre são oferecidas a Deus, como uma forma de adorá-Lo. Toda e qualquer religião vê oração como um ato de adoração ao seu(s) deus(es), uma vez que orações contém pedidos, confissões de pecados, pedidos por intercessão, etc, coisas que são recebidas e respondidas por Deus, não por criaturas. Além disso, oração não é a mesma coisa que uma conversa cara-a-cara.

Oração é uma petição humilde para o Senhor, e não para um amigo que está no mesmo quarto que você, ou do outro lado da linha do telefone -- ou no céu. A oração é oferecida a Deus, nunca a nenhuma criatura. Orar para uma criatura é oferecer adoração que deveria ser dirigida somente a Deus, e a Igreja Católica Romana precisa de se arrepender dessa prática falsa e idólatra, a prática de orar para os santos.


Fonte: Carm. org






Maria como alvo de adoração



Texto tirado dos Documentos do Concílio Vaticano II, constituição Lumen Gentium, parágrafos 65 e 66, disponíveis no website oficial do Vaticano (www.vatican.va).





"65. Mas, ao passo que, na Santíssima Virgem, a Igreja alcançou já aquela perfeição sem mancha nem ruga que lhe é própria (cfr. Ef. 5,27), os fiéis ainda têm de trabalhar por vencer o pecado e crescer na santidade; e por isso levantam os olhos para Maria, que brilha como modelo de virtudes sobre toda a família dos eleitos (POINT 1).
A Igreja, meditando piedosamente na Virgem, e contemplando-a à luz do Verbo feito homem, penetra mais profundamente, cheia de respeito, no insondável mistério da Encarnação, e mais e mais se conforma com o seu Esposo. Pois Maria, que entrou intimamente na história da salvação, e, por assim dizer, reune em si e reflecte os imperativos mais altos da nossa fé, ao ser exaltada e venerada, atrai os fiéis ao Filho (POINT 2), ao Seu sacrifício e ao amor do Pai.
Por sua parte, a Igreja, procurando a glória de Cristo, torna-se mais semelhante àquela que é seu tipo e sublime figura, progredindo continuamente na fé, na esperança e na caridade, e buscando e fazendo em tudo a vontade divina. Daqui vem igualmente que, na sua acção apostólica, a Igreja olha com razão para aquela que gerou a Cristo (POINT 3), o qual foi concebido por acção do Espírito Santo e nasceu da Virgem precisamente para nascer e crescer também no coração dos fiéis, por meio da Igreja. E, na sua vida, deu a Virgem exemplo daquele afecto maternal de que devem estar animados todos quantos cooperam na missão apostólica que a Igreja tem de regenerar os homens.

IV. O culto da bem - aventurada virgem na Igreja - Natureza e fundamento

66. Exaltada por graça do Senhor e colocada, logo a seguir a seu Filho, acima de todos os anjos e homens, Maria que (POINT 4), como mãe santíssima de Deus (POINT 5), tomou parte nos mistérios de Cristo, é com razão venerada pela Igreja com culto especial. E, na verdade, a Santíssima Virgem é, desde os tempos mais antigos, honrada com o título de «Mãe de Deus», e sob a sua protecção se acolhem os fiéis, em todos os perigos e necessidades (191). Foi sobretudo a partir do Concílio do Éfeso que o culto do Povo de Deus para com Maria cresceu admiràvelmente, na veneração e no amor, na invocação e na imitação, segundo as suas proféticas palavras: «Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque realizou em mim grandes coisas Aquele que é poderoso» (Luc.1,48).

Comentários do Carm.org

Nenhuma passagem das Escrituras nos ensina a fixar nossos olhos em qualquer pessoa, a não ser no próprio Senhor. Nos é ensinado a fixar os nossos olhos em Jesus, o autor e consumador da nossa fé (Hb 12:2). Além disso, é Jesus o nosso modelo de virtudes, e não Maria. Apesar do fato que ela era muito abençoada, e sem dúvida uma mulher de Deus, ela ainda precisava de um salvador. Maria disse, "e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador;" (Lucas 1:47). Ao contrário do ensinamento católico romano que diz que Maria não tinha pecado, a própria Maria admite que Deus é o seu salvador. Uma pessoa sem pecados não precisa de um salvador. É na pessoa de Jesus que a graça e a verdade (e todas as virtudes) são exemplificadas. Nossos olhos devem ser mantidos Nele.

O único que deve ser exaltado e venerado é Deus. Jesus disse: "Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás."(Mt 4:10). O perigo imenso de exaltar e venerar alguém ou algo que não seja Deus, como Maria, é mostrado em Êxodo 20:4-5, "Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.". Deus claramente nos avisa para não criarmos nem nos prostrarmos diante de nenhum ídolo. É desnecessário dizer que as incontáveis imagens de Maria pelas igrejas católicas de todo o mundo são como templos de idolatria, uma vez que todos os dias milhares de católicos quebram esse mandamento de Deus, se prostrando diante dessas imagens de adoração.

Devemos olhar somente para Cristo. Quando tiramos nossos olhos de Jesus e os colocamos em qualquer outra coisa ou pessoa, somos desviados.

Onde nas Escrituras isso é ensinado? Onde está escrito que Maria foi exaltada acima de todos os anjos e homens, logo a seguir a seu filho? Isso significaria que Maria está apenas abaixo de Jesus, o criador do universo. Esse comentário não é bíblico. Esse ensinamento não pode ser encontrado em lugar algum na Bíblia, e deve ser abandonado.

Isso é uma terminologia enganosa. Maria não é a mãe de Deus, como se Deus, o criador do universo, tivesse uma mãe. A natureza divina não tem uma mãe, uma vez que Deus é eterno e auto-suficiente. Na verdade, Maria é a mãe da natureza humana de Jesus, não a mãe da natureza divina. A natureza humana tomou sua essência biológica de Maria. A natureza divina veio de Deus. Porém, temos que tomar cuidado aqui. Maria é, apesar de tudo, mãe da pessoa de Cristo, que tem duas naturezas: divina e humana. Logo, nesse sentido, ela pode ser chamada de mãe de Deus.



Fonte: Carm.org



Leia também







Podemos confiar nos livros apócrifos?

Também conhecidos como Livros Pseudo - canônicos, foram escritos entre 240 e 60 a.C e aceitos oficialmente pela Igreja Católica em 1546. A terminologia teológica católica romana/ortodoxa para os mesmos é deuterocanônicos, isto é, os livros que foram reconhecidos como canônicos em um segundo momento (do grego, deutero significando "outro"). Destes fazem parte os livros de Tobias, Judite, I e II Macabeus, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico (também chamado Sirácide ou Ben Sirá), Baruc (ou Baruque) e também as adições em Ester e em Daniel - nomeadamente os episódios da História de Susana e de Bel e o dragão.

A grande questão em relação aos livros apócrifos é: se eles são parte das Escrituras, então eles não podem conter erros. Uma vez que eles contem erros, como demonstraremos abaixo, a auto-proclamada autoridade da Igreja Católica sobre o ensino é questionável. Se ela erra em algo tão importante quanto as Escrituras, ela merece confiança suficiente para ser quem ensina a Igreja Cristã de forma adequada?

Problemas nos livros apócrifos

Ao examinarmos os livros apócrifos, encontramos inúmeros problemas, tais como:

a) Permitem o uso de magia

Tobias 6:4-8, "O anjo disse-lhe: Pega-o pelas guelras e puxa-o para ti. Tobias assim o fez. Arrastou o peixe para a terra, o qual se pôs a saltar aos seus pés. 5. O anjo então disse-lhe: Abre-o, e guarda o coração, o fel e o fígado, que servirão para remédios muito eficazes. Ele assim o fez. 6. A seguir ele assou uma parte da carne do peixe, que levaram consigo pelo caminho. Salgaram o resto, para que lhes bastasse até chegarem a Ragés, na Média. 7. Entretanto, Tobias interrogou o anjo: Azarias, meu irmão, peço-te que me digas qual é a virtude curativa dessas partes do peixe que me mandaste guardar. 8. O anjo respondeu-lhe: Se puseres um pedaço do coração sobre brasas, a sua fumaça expulsará toda espécie de mau espírito, tanto do homem como da mulher, e impedirá que ele volte de novo a eles."

É verdade que a fumaça vinda de um coração de peixe sendo queimado expulsa espíritos malignos? Claro que não. Esse tipo de ensinamento supersticioso não tem lugar na Palavra de Deus.

b) Ensina o perdão dos pecados através de esforços humanos

Salvação por obras:

Tobias 4:11, "Porque a esmola livra do pecado e da morte, e preserva a alma de cair nas trevas."

Tobias 12:9, "Porque a esmola livra da morte: ela apaga os pecados e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna;"

c) Dinheiro como oferenda pelos pecados dos mortos:

2 Macabeus 12:43-44, "Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, 44. porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles."

Alguém pode realmente aceitar que dinheiro é uma oferenda pelas pecados de pessoas mortas? Esse tipo de ensinamento supersticioso não tem lugar na palavra de Deus.

Erros Históricos

Judite 1:5, "Ora, no décimo segundo ano de seu reinado, Nabucodonosor, que reinava sobre os assírios em Nínive, a grande cidade, fez guerra a Arfaxad, e venceu-os".

Baruc 6:2, "Quando chegardes a Babilônia, será para ficardes lá por muito tempo, durante longos anos, até sete gerações. Depois disso, porém, farei com que volteis em paz."

O livro de Judite ensina que Nabucodonosor era o rei dos assírios, sendo que na verdade ele era o rei da Babilônia.

Baruc 6:2 diz que os judeus serviriam na Babilônia por sete gerações, enquanto Jeremias 25:11 nos diz que foram 70 anos. "Toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; estas nações servirão ao rei da Babilônia setenta anos."

É óbvio que os livros apócrifos têm sérios problemas. De magia e salvação por obras até dinheiro sendo oferecido pelos pecados dos mortos, e fatos históricos claramente incorretos, eles estão cheios de ensinamentos falsos e não bíblicos. Eles não são inspirados por Deus. Da mesma forma, a Igreja Católica Romana, que declaro que os livros apócrifos são inspirados, também não é inspirada por Deus. Isso mostra que a Igreja Católica Romana não é o meio pelo qual Deus está comunicando sua verdade ao seu povo, que o Magistério errou muito, e que a Igreja Católica Romana está cheia de tradições falsas de homens, ao invés da verdade absoluta de Deus.




Fonte: CARM.org








Ministério A Voz da Verdade: unicismo e escândalos

O unicismo é hoje uma das doutrinas que mais causa transtornos aos evangélicos brasileiros. Dentre os assim chamados "sabelianistas" (defensores ou seguidores da doutrina de Sabélio), a Igreja "Evangélica" A Voz da Verdade é uma das que mais se destaca em nosso país; são exclusivistas e não medem palavras ao nos chamar de “desviados”. Embora não possa ser comparada a Igreja Tabernáculo da Fé – que também professa o unicismo – a IEVV é, sim, uma seita.

Origem

A IEVV foi fundada por Feud Moisés, após uma revelação que o tornaria conhecido como o “homem que encontrou Jesus no cinema”. Filho de libaneses, converteu-se em 1953. Teve um chamado “especial”, Jesus apareceu-lhe na tela de um cinema e disse que o faria pescador de almas. Transformado e arrependido começou a anunciar que existe somente um Deus e seu nome é Jesus. Dezenove anos depois, em 1973, Feud Moisés daria inicio ao conjunto Voz da Verdade, na antiga Igreja Pentecostal Unida do Brasil, da vila Paraíso, Santo André (SP). Depois de alguns conflitos surgidos entre o conjunto e a Igreja local, envolvendo questões de usos e costumes, se desligam, para fundar, na rua Casa Branca, 168, no bairro do mesmo nome, a Igreja Evangélica Voz da Verdade. Ali permaneceu, até se mudar para o seu atual endereço, no antigo cinema Tangara II, no Studio Center, no centro de Santo André. [1]

Como parte de seu programa anual, realizam periodicamente acampamentos em que são ministrados estudos e outras atividades da Igreja, sempre regadas ao som do conjunto A Voz da Verdade.

Declaração doutrinária

O Estatuto da Igreja Evangélica A Voz da Verdade (IEVV) assim declara:

Quando a Bíblia se refere a Deus, esta falando no Espírito Santo que é o Pai, criador e sustentador de tudo;Jesus tanto é o Pai, como é o Filho;Antes da manifestação de Jesus como homem, não havia Filho de Deus (somente os anjos eram tidos como filhos de Deus);Jesus pode ser Pai e também Filho? É muito lógico que sim, pois Ele é Deus. [2]

Escândalos

Para refrescar um pouco a memória dos que acreditam que o conjunto tem algum compromisso com as igrejas evangélicas, vejamos a seguinte linha cronológica de escândalos envolvendo A Voz da Verdade.

a. No dia 11 de maio de 1993, o CLC (Centro de Literatura Cristã) enviou uma carta para o Ministério Voz da Verdade suspendendo a distribuição do seu material, até que o referido explicasse a possível evidência de louvores a deuses estranhos. A resposta foi dada pelo pastor da Voz da Verdade cinco dias depois dizendo que não precisava do CLC e que seria um favor o CLC não adquirir seu material: "Não precisamos do Centro de Literatura Cristã; vocês e nada são a mesma coisa!". [3]

b. Inconformado com as verdades reveladas na lição 5 da revista da Escola Dominical, intitulada "Seitas Modalistas", do segundo trimestre de 1997, em que o pesquisador Esequias Soares da Silva menciona o conjunto Voz da Verdade com sua igreja na lista das seitas unicistas, o pastor Feud Moisés telefonou para o pastor Esequias ameaçando levar o caso aos tribunais. Após isso, o conjunto resolveu produzir um CD, distribuído gratuitamente para os crentes, com três estudos bíblicos defendendo o unicismo. [4]

c. Um certo jornal de Bauru, edição de julho de 1999, pág. 10 publicou a seguinte manchete: “Voz da Verdade diz que não é seita”. Tratava-se da apresentação do conjunto por ocasião do lançamento do seu CD – “Quando Deus se cala”. Estiveram presentes, segundo o jornal, cerca de 1500 pessoas, que pagaram de R$ 8,00 a R$ 10,00 pelo ingresso. O gasto total foi de R$ 12.000,00 e só o Voz da Verdade cobrou R$ 4,5 mil livre. Na entrevista concedida por um dos integrantes da banda, afirmou ele: “Atualmente o grupo Voz da Verdade tem sido perseguido por um fantasma: o boato de serem uma seita que prega heresias. Comentários, no mínimo, maldosos sendo que até agora ninguém provou que isso seria verdade. [5]

d. Nenhum outro escândalo teve maior repercussão do que o ocorrido em maio de 2001. Por ocasião do Fest-Gospel 2001, o pastor Carlos A. Moisés desafiou os pastores presentes a provarem que Deus tem sócio. Argumentou que quem acredita na doutrina da Trindade acredita nos ensinos pregados pelo Papa. Questionados pelo CACP via e-mail, o Pr. Carlos A. Moisés enviou a seguinte resposta:

"Primeiramente, eu gostaria de lhe informar que quem vos escreve é o mesmo que estava gritando no palco em São José do Rio Preto. Em segundo lugar, não estou nem um pouco preocupado... você e nada pra mim é igual a NADA. Alguém, como você, que nega o nome de JESUS não é merecedor de minha apreciação. Se a tua igreja não cantar, MILHÕES de igrejas cantarão por todo o Brasil, por isso você não faz DIFERENÇA. O dia que você conseguir fazer com que as igrejas de todo o país parem de cantar nossos hinos, aí você será um vencedor”.


Concordo com o professor Esequias quando diz que a doutrina da Trindade é uma questão de vida ou morte. Infelizmente poucos líderes parecem levar isso a sério, abrindo suas portas e permitindo que o conjunto faça de suas ovelhas consumidores de suas músicas e CDs, além de embutir em sua mente a crença em um deus que se manifesta ao homem através de máscaras ou manifestações.


Referências Bibliográficas

1. MOISES, R.C. Revelação do Amor, A Voz da Verdade, pág. 6.
2. A Igreja Evangélica a Voz da Verdade e o Unicismo, Defesa da Fé, ano 3, número 20, março de 2000, pág. 54.
3. Manual de Apologética Cristã, Esequias Soares da Silva, CPAD, pág. 334
4. Ibidem, pág. 333
5. Igreja Evangélica A Voz da Verdade. Será? Natanael Rinald, revista Defesa da Fé, março de 2000, pág. 52




por Johnny T. Bernardo
do INPR Brasil







Quer saber mais sobre o unicismo e como fazer uma defesa bíblica da Trindade? Então não deixe de adquirir o mais novo livro do INPR Brasil "A Unicidade de Deus, uma resposta". Informações aqui.









Um alerta contra uma resposta esperta do Corpo Governante

Creem as TJs que pessoas de outras religiões serão salvas? Não, as TJs acreditam que somente os que se associam a organização "de Jeová" serão salvos. Veja o que diz o Corpo Governante:

"É somente lógico que haja uma só religião verdadeira. Isto se harmoniza com o fato de que o verdadeiro Deus é um Deus não “de desordem, mas de paz”. (1 Coríntios 14:33) A Bíblia diz que existe realmente “uma só fé”. (Efésios 4:5) Quem, então, são os que formam o corpo de verdadeiros adoradores hoje? Não hesitamos em dizer que são as Testemunhas de Jeová." - Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página 190.

"Manter-se bem associado e ativo numa das mais de 98 mil congregações das Testemunhas de Jeová nos ajudará a nos preparar para a sobrevivência. Teremos o apoio de irmãos na fé ao passo que nos esforçamos em manifestar a “nova personalidade” e fervorosamente ajudamos outros a aprender sobre as provisões de Jeová para a salvação." - A Sentinela de 15 de maio de 2006, página 25.

Assim, quem não pertence às Testemunhas de Jeová, a suposta "unica religião verdadeira", que já mudou mais de 300 vezes de ensinos, pode ser salvo? Não! Pois segundo o Corpo Governante dessa organização, associar-se com as mais de 98 mil congregações TJs preparará você para a sobrevivência. Mas sobrevivência a que? Jeová usará os reinos políticos desse mundo para destruir Babilônia, a Grande - para as TJs todas as religiões e seus membros que não são TJs. Após isso, Jesus virá com o Armagedom e destruirá todos os governos humanos, e só sobreviverão as TJs.

Todavia, para não soar sectarismo ou exclusivismo religioso, o Corpo Governante, em 1978, saiu com a seguinte conversa numa Brochura intitulada TJ. Afirmou:

"Acreditam que são os únicos a serem salvos? Não. Muitos milhões dos que viveram nos séculos passados, que não eram Testemunhas de Jeová, voltarão na ressurreição e terão a oportunidade de viver. Muitos dos que agora vivem ainda poderão tomar posição a favor da verdade e da justiça, antes de irromper a “grande tribulação”, e estes obterão a salvação. Outrossim, Jesus disse que não devemos julgar uns aos outros. Nós vemos a aparência; Deus examina o coração. Ele vê com precisão e julga com misericórdia. Confiou o julgamento a Jesus, não a nós. — Mateus 7:1-5; 24:21." - TJ (Brochura), página 29. 1978.

Mas depois da análise dos fatos, que coisa feia!

Percebeu a "jogada"? Os que morreram sem ser TJs e que serão ressuscitados, durante os mil anos, conforme creem as TJs, poderão ser salvos! Mas terão que fazer o que? Continuar batistas, presbiterianos, etc? Não! Seguir os ensinos que Jeová der a elas, através somente das TJs, que sobreviveram ao Armagedom. Ou seja, se você quiser ser salvo, morra como um bom batista, assembleiano, presbiteriano, etc, que durante os mil anos você será salvo se aprender a verdade com as TJs. Mas se você tiver o azar de estar vivo quando Jesus trouxer o Armagedom, adeus!

Sinceramente? Amo as TJs. Tenho pena de vê-las enganadas por seu Corpo Goverante, o qual as ensina a mentir através das revistas dele. Essa liderança deveria ter sido honesta em afirmar que somente as TJs serão salvas e, de acordo com sua crença sobre a ressurreição dos não-TJs durante os mil anos, eles só serão salvos se crerem no que as TJs salvas ensinarem a eles. Em outras palavras, terão que se tornarem TJs para serem salvos. É honesto enganar as pessoas dessa forma? Claro que não! Que você possa com amor, respeito, com linguagem temperada com sal (Colossenses 4:8), abordar nossas queridas TJs e raciocinar com elas à base das Escrituras.




por Fernando Galli
do IACS para o INPR Brasil








Heterofobia: uma caçada a homens e mulheres

Um dos assuntos que jamais me atraiu para debates é o da homossexualidade, porque sempre tive minhas convicções sobre o assunto:

(1) Deus abomina o homossexualismo e classifica essa prática como pecado;

(2) Deus ama cada ser humano, e, é poderoso para corrigir qualquer desvio de caráter ou personalidade;

(3) Homossexualismo pode ser resultado de diversos fenômenos (desde juízo divino, abusos ou indução na infância, opressão espiritual, opção pessoal iníqua, ou deformação progressiva da moral e do caráter), de modo que, cada caso precisa ser tratado com distinção e idoneidade;

(4) Ninguém tem o direito de agredir o seu semelhante por suas opções ou opiniões. De modo que, tendo minha opinião formada e não abrindo mão dela, o que passasse disso seria debates e desgastes de ambos os lados (observe que Jesus não debateu sobre a homossexualidade, por que para Deus este é um assunto encerrado, "Deus criou macho e femea)." Mas compreendo que esse assunto tem suas complexidades, e por isso precisa ser tratado com seriedade e sabedoria.

Porém, nesses últimos dias estou me sentindo agredido e preciso manifestar a minha repulsa. Gradativamente tenho observado que da mesma forma que a homofobia (agressão aos homossexuais) é um fato em nossa sociedade, a HETEROFOBIA (agressão aos heterossexuais) vem sendo difundida e protegida debaixo da bandeira dos direitos do homossexualismo. Isto é sério, por que a mídia, a sociedade, os políticos e as instituições de direito estão cada vez mais influenciados pela onda da homofobia e não estão percebendo que existe uma conspiração sistematizada que banaliza e vilipendia a heterossexualidade. Se as coisas continuarem na velocidade que estão, não tenho duvida que, em breve na sociedade pós-moderna todo heterossexual será sinônimo de um ser cafona, ridículo e descontextualizado, enquanto que, o homossexual será ícone de contextualização moderna. E assim, regrediremos a Sodoma e Gomorra, onde o heterossexual era um ser diferente e excluído, e o homossexual era um ser moderno e contextualizado.

Da mesma maneira que, os homossexuais dizem se sentirem ofendidos em algumas circunstancias, eu pessoalmente como heterossexual sinto-me ofendido e perseguido, quando me deparo com:

(1) Artistas promovendo a homossexualidade e banalizando a heterossexualidade;

(2) Homossexuais afirmando que todo homem é gay, em canais aberto de televisão;

(3) Políticos aprovando a distribuição de kits gays nas escolas, onde estimulam crianças de 7 a 8 anos a optarem pelo homossexualismo;

(4) Novelas promovendo a homossexualidade com 7 personagens e banalizando a masculinidade;

(5) Reality Show ovacionando o homossexualismo aberto;

(6) Cidadãos de direito sendo processados e culpados por manifestarem suas opiniões sobre a homossexualidade, uma vez que, vivemos em um país livre e democrático;

(7) Declarações como de Elton John, que afirmou – “Acho que Jesus tinha compaixão, era um homem gay superinteligente, que entendeu os problemas da humanidade”.

Estas são algumas faces da HETEROFOBIA, que vão dando sinal de que a perseguição aos heterossexuais está apenas começando. Como cidadão de direito não posso e não vou tolerar o escrachamento publico da heterossexualidade e a promoção absurda da homossexualidade com o dinheiro de impostos que eu pago.

O esquema está montado. A institucionalização de Sodoma e Gomorra tem sido o principal assunto nos banquetes de políticos, intelectuais e representantes da sociedade pós-moderna. Porém, é bom lembrar que a história encerra os últimos capítulos de Sodoma e Gomorra com extremo Juízo e absoluta Destruição.

Mais uma vez: estamos diante de uma das mais belas e fundamentais máximas das escrituras Sagradas: “Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve”. Mal 3.18





por Samuel Torralbo
do INPR Brasil








Revista Povos

Revista Apologética Cristã

Gostou do conteúdo? Envie seu comentário

O Brasil será uma nação evangélica?

 

Sample text

Sample Text

Sample Text

.